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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Conselho da Semana


Não procures o príncipe encantado.

Procura, antes, o lobo mau:
ouve-te melhor,
vê-te melhor e ainda te come.

Enviado pela Quimera

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Mexicano que via a Vida passar

Os mais velhos contavam que sempre o tinham visto assim.
Naquele mesmo local. Sempre na mesma posição.
Sentado no chão, o poncho colorido a cobrir-lhe todo o corpo, e o chapéu, sombrero de abas largas, caído sobre o rosto, a protegê-lo do sol implacável do verão e da chuva intensa do inverno.
A parede a que se encostava era a do campanário da igreja matriz de Tlaquepaque.
Frente a ele, a larga praça onde os miúdos jogavam à bola mas, também, à macaca ou à apanhada.

As histórias que corriam a seu respeito eram muitas e variadas.
Quase sempre, relacionadas com desgostos de amor.
Que o homem tinha sido abandonado no altar da igreja, aquela mesma, no dia da boda e que, a partir dessa data, inconsolável, nunca mais abandonara o local, na esperança que a noiva regressasse um dia.
Ou, então, que fora casado mas perdera, num acidente, mulher e filhos e procurava, na sombra daquele retiro espiritual, a paz por que tanto ansiava.
Mas a verdade ninguém a conhecia, com garantias de certeza.
Assim como ninguém sabia como se alimentava, porque, os mais noctívagos do pueblo assim como os mais madrugadores, viam-no sempre sentado, com o poncho a cobrir-lhe os joelhos e o chapéu a torná-lo uma figura, ainda mais, enigmática.

Os turistas, de visita à igreja, tiravam fotos dos familiares junto a ele. Alguns confundindo-o com um homem estátua deixavam-lhe umas moedas junto aos pés.
Outros, tentavam entabular conversa mas sem obterem qualquer resposta ou, em dias de excepção, apenas uns grunhidos imperceptíveis.
Jovens mexicanas, habituadas a vê-lo no seu caminho para a catequese ou, ao Domingo, quando iam à Missa com as mães, vinham a reencontrá-lo, anos depois, no dia do seu próprio casamento ou, em muitos casos, no dos baptizados dos filhos.
De tão estático, sem mexer um músculo, o homem sentado, iludia os próprios pombos que se abrigavam no campanário mas que, quando os sinos repicavam, voavam assustados para vários pontos da praça.
A estátua de Bolívar, El Libertador, os bancos de jardim, o fontanário de pedra, eram alguns dos poisos preferidos pelas aves, que, porém, vez por por outra, assentavam arraiais no chapéu caído ou nos joelhos ossudos que sobressaíam sob o poncho, cada vez mais sujo.
Nem nessas alturas o homem se mexia. Até que os pássaros se lançavam no ar em busca de outro destino.

Naquele dia, o jogo de futebol estava mais renhido.
Os miúdos do Bairro Gótico contra os do Mercado.
Um dos garotos, afilhado do padre, para uns, filho para os mais maldosos, disparou um pontapé, que pretendia atingir a improvisada baliza, junto à escadaria da igreja.
A bola, numa trajectória tão inesperada quanto improvável, acertou em cheio no sombrero da figura há muito imobilizada.
O chapéu saltou no ar, rodopiou e caiu no chão, alguns metros à frente.
Sem o suporte e o peso das abas largas, foi a vez da manta riscada escorregar lentamente e enrodilhar-se junto ao velho par de sandálias.
Os miúdos, perplexos e assustados, tinham-se aproximado.

Do homem, a quem nunca tinham visto o rosto, nem conhecido o nome, não havia o mínimo vestígio.
O personagem tinha-se esvaído como fumo.
Para onde?

Ainda hoje, anos depois dos factos aqui narrados, as lendas sucedem-se, as histórias fantásticas são cantadas pelos mais variados mariachi ou declamadas por poetas populares.
De tanto deixar a Vida passar, esta um dia, cansada de tanta monotonia, passou-se mesmo...

Moral da História:
Aproveitemos a Vida no que ela tem de melhor,
o Amor, a Amizade, o Prazer, nas suas várias facetas.
Sem nunca esquecer que Vida há só uma. Esta.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Sucateiro, a Sucata e o País da dita

Havia um Sucateiro que, como o próprio nome indica, comprava Sucata.
E esse Sucateiro tinha muitos amigos, muitos deles, também Sucata, que gostavam de o ajudar nas suas compras de Sucata, no sentido mais lato, ou lata se preferirem, da palavra.
Um dia, um desses amigos, que tinha muita Lata, e que gostava de xafurdar na Sucata, quiz fazer umas negociatas, porque o Mercedes que tinha estava bom era para ir para a Sucata, e ele precisava de outro que não fosse uma Lata velha.
Só que, ganda lata, a PJ estava a gravar todas estas conversetas.
Mas como o gravador era uma autêntica sucata, a coisa ficou mesmo assim... e as gravações foram ter à Feira da Ladra, curioso nome, onde foram vendidas como Sucata que eram.
E com tantos Sucateiros, e seus Amigos Sucata, e amigos dos Amigos, este País arrisca-se a tornar-se, se é que já não é, ele próprio um grande monte de Sucata...

Moral da História :
Quem não quer tornar-se Sucata
é melhor, não frequentar Sucateiros.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Galinha dos Ovos de Louça

Naquela manhã, como acontecia em todas as manhãs, a menina foi ao galinheiro, levando o seu cestinho para recolher os ovos.
Mas naquela manhã a menina voltou correndo e gritando «que os ovos eram de louça!»
A mãe da menina sorriu e disse que a menina era tontinha, e pensou que seria talvez influência da história da galinha dos ovos de ouro.
Mas a subida do ouro tornava-o proibitivo até nas histórias e por isso a menina tivera só a ilusão que eram de louça.
A mulher foi então ao galinheiro mas ficou muda de espanto: os ovos eram mesmo de louça!
A galinha que pusera os ovos de louça estava muito envergonhada e quando a mulher a interrogou com o olhar, limitou-se a apontar com o bico.
A mulher seguiu com os olhos a direcção do bico da galinha - e foi então que o viu:
A um canto do galinheiro estava o GALO DE BARCELOS.

Pão com Manteiga (Rádio Comercial -1980)


Nota do"Galo"- Já em tempos postei esta mesma história, com poucas diferenças, neste blog, mas sem referência à sua origem.
Agora que a descobri, aqui fica a adenda - Pão com Manteiga, uma das primeiras manifestações de Humor inteligente, neste País.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Arte de negociar

PAI - Escolhi uma óptima rapariga para você casar.
FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...
FILHO - Bem, nesse caso, eu aceito.
Então, o pai negociador foi encontrar-se com o Bill Gates.
PAI - Bill, eu tenho o marido ideal para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...
BILL GATES - OK, nesse caso, tudo bem.
Finalmente, o pai negociador foi falar com o Presidente do Banco Mundial.
PAI - Mr., eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Sendo assim, ele pode começar já amanhã!
Moral da História:
Não existem negociações perdidas.
Tudo depende da estratégia.
Enviado por Contessa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um Conto de Encantar

Aos 85 anos de idade, Frederico casou-se com Ana, de 25.
Devido ao marido ser tão idoso, ela decide que deverão dormir em quartos separados.

Terminada a festa do casamento, cada um vai para o seu quarto.
Ana prepara-se para se deitar, quando ouve baterem à porta.
As batidas insistem.
Ao abrir a porta, ela depara-se com Frederico, com seus 85 anos, pronto para acção.

Tudo corre bem e após uma relação quente e vigorosa, Frederico despede-se e vai para o seu quarto.
Passados alguns minutos, Ana ouve novas batidas na porta do quarto...é Frederico, novamente pronto para a acção.
Ela surpreende-se, mas deixa-o entrar. Terminada a relação, Frederico beija-a carinhoso e despede-se, indo para seu o quarto.

Ana prepara-se, de novo, para dormir, quando escuta fortes batidas na porta.
Espantada, Ana abre e depara-se com Frederico, mais do que pronto para acção, com aspecto vigoroso e renovado.
Então, ela diz:
- Estou impressionada que em sua idade possa repetir a relação com esta frequência.
Já estive com homens com um terço de sua idade e eles contentavam-se apenas com uma vez. Você Frederico, é um grande amante!
Desconcertado, ele pergunta:
- Eu já tinha estado aqui antes?

MORAL DA HISTÓRIA:
A Alzheimer tem as suas vantagens...

Enviado por Mário Ortet

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Fábula do Executivo

Um alto executivo"stressado", foi um dia ao psiquiatra.
Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:
- O Sr. precisa de se afastar, por duas semanas, da sua actividade profissional.
O conveniente é que vá para o interior, isole-se do dia-a-dia e busque algumas actividades que o relaxem.

Então, o nosso executivo procurou seguir as orientações recebidas.
Munido de vários livros, CDs e "laptop", mas sem o telemóvel, partiu para a quinta de um amigo.
Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs.
Porém, continuava inquieto. Pensou, então, que alguma actividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.
Procurou o capataz da quinta e pediu-lhe trabalho para fazer.
O capataz ficou pensativo e, vendo um monte de esterco que havia acabado de chegar, disse ao nosso executivo:
- O Senhor Doutor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.

Pensou o capataz para consigo próprio:
"Ele deverá demorar uma semana com esta tarefa".
Puro engano !
No dia seguinte já o nosso executivo tinha distribuído todo o esterco por toda a área.
O capataz deu-lhe então a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca.
Tarefa que se revelou muito fácil para o executivo ansioso: em menos de 3 horas já estavam todos os galináceos prontos para serem depenados!
Pediu logo nova tarefa.
O capataz disse-lhe então:
- Estamos a iniciar a colheita de laranjas.
O Senhor Doutor vá, por favor, ao laranjal e leve consigo três cestos para distribuir as laranjas por tamanhos: pequenas, médias e grandes.

Passou o dia e o executivo não regressou com a tarefa cumprida.
Preocupado, o capataz dirigiu-se ao laranjal.
Viu o nosso executivo, com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, e a falar sozinho:
- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena??? Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média??? Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???

Moral da história:
Espalhar merda e cortar cabeças é fácil.
O difícil é tomar decisões.

Enviado por Zé Manel

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O pote de vidro e o café

Na sala de aula, o professor estava de pé com alguns objectos em cima da secretária.
Quando a aula começou, ele, calado, pegou num frasco grande de vidro vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe.
Quando não cabiam mais, perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
Todos responderam que sim.
O professor então pegou num saco de feijões secos e, ao chocalhar o frasco, estes iam entrando para os buracos vazios entre as bolas de golfe.
Quando não cabiam mais, ele perguntou de novo aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
Todos responderam que sim.
Neste ponto, o professor despejou um saco de areia para dentro do frasco.
Como é óbvio, a areia ocupou todo o espaço restante do frasco.
Quando não cabia mais, perguntou aos alunos se achavam que of rasco, estava cheio.
Todos responderam que sim.
Foi então que o professor agarrou em dois copos de café e os entornou lá para dentro.
Agora sim, não havia mais espaço.
Os alunos desataram a rir !!!

-Agora,- disse o professor enquanto as gargalhadas ainda se ouviam, - eu quero que vocês reconheçam que este frasco representa a organização da vossa vida.
As bolas de golfe são as coisas mais importantes: representam a família, os filhos; a saúde; os amigos e o que vos é mais querido, de modo a que se tudo na vida desaparecesse e só ficassem elas, a vossa vida continuava cheia!
Os feijões são as outras coisas importantes da vida: representam o trabalho, a casa, o carro;

- A areia é tudo o resto das coisinhas pequeninas.
Se encherem primeiro o frasco com a areia, já não há espaço para ofeijão nem as bolas de golfe.
O mesmo se passa com a vida.
Se gastarem todo o tempo e a vossa energia com as pequenas coisasnunca vão ter espaço para as coisas verdadeiramente importantes.
Prestem atenção às coisas que são essenciais à vossa felicidade.

Brinquem com as crianças. Tirem tempo para ir ao médico, talvez fazer um check-up.
Saiam para um jantar romântico. Vai haver sempre tempo paraarrumar a casa, para despachar um trabalho que só falta um bocadinho.
Tomem conta das vossas bolas de golfe primeiro, das coisas que têm mesmo importância.
Tenham prioridades. Para o resto vai sempre haver espaço.
Não encham o vosso frasco primeiro com a areia, pois as bolas de golfe não vão caber no fim.


Um aluno perguntou: - E o café o que é?
- Ainda bem que perguntas. Eu ia agora mesmo dizer-vos.

...É que mesmo que sintam que a vossa vida está cheia,
há sempre espaço para beber um café
com um amigo.

Enviado por Mário Ortet

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quem não quer ser Lobo...

Primeiro, tentou infiltrar-se na Alta Sociedade.
Vestiu-se a preceito, foi aos lugares da Moda.
Frequentou as praias mais elitistas...
Tentava pôr-se em bicos de pés.
Mas, ao mesmo tempo, sem querer dar nas vistas.
Durante meses, viveu num equilíbrio instável...
Depois tentou as classes mais populares.
Às vezes parecia mesmo ser um deles.
Mas um pormenor aqui ou ali, denunciava-o...
Usou máscaras várias, cada vez mais sofisticadas.
Com uns fingia ser uma coisa, com outros, outra.
Ao primeiro olhar escapava, mas mais em pormenor...
Mudou de pele, colocou adereços.
Esqueceu as origens, alterou os hábitos tradicionais.
Estava quase, quase lá...
Mas foi no meio da carneirada que alcançou sucesso.
Apesar de lobo, foi bem aceite por todos no rebanho.
E, rapidamente, chegou ao posto máximo...


Moral da História:
Quem quer dar cabo dos Carneiros
que lhes vista a pele


Fotos enviadas por Contessa

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Este fugiu com medo da feroz predadora,
mas a cobra não desistia.
Em determinada altura, já sem forças,
o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente,
mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!

Moral da História:
Se não queres ser comido por alguma Cobra
não brilhes demasiado.

Enviado por Paula Bárbara

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os Perigos da Uniformização

Vivia fora do País, há já alguns anos.
Resolvi regressar e reencontrar o Amor da minha Vida.
Como já não reconhecia as estradas, estacionei o meu carro alugado.
Até não foi difícil encontrar lugar para o deixar.
O pior seria identificá-lo, mais tarde, quando o viesse buscar...
Disseram -me que o autocarro a apanhar era um amarelo.
Foi uma informação que se mostrou de fraca utilidade.
Mas depois de várias tentaivas frustradas, idas e vindas em vão,
lá acertei com o correcto.
E sentei-me confortável, imaginando o momento do encontro.
Agora as dificuldades tinham terminado.
Apesar de não me lembrar da morada, recordava ao pormenor
como era a casa do meu Amor.
Pequena, com dois pisos, telhado cinza e toda pintada de branco.
Ia ser fácil, facílimo, até...
Moral da História:
É mais fácil encontrar um Político sério
do que o Amor da nossa Vida.

sábado, 2 de maio de 2009

Uma questão de Pontuação

Um ricaço, à hora da morte. pediu papel e escreveu :
"Deixo minha fortuna a minha irmã não a meu sobrinho
jamais será paga a conta do merceeiro nada dou aos pobres. "
Morreu sem conseguir fazer a pontuação. A quem deixou os bens?
Eram quatro os pretendentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do merceeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida.
Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do merceeiro. Nada dou aos pobres.

3) O merceeiro pediu para ler o original.
Puxou a leitura para o seu lado:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do merceeiro. Nada dou aos pobres.

4) Nesse momento chegaram os pobres da cidade.
Um deles, mais esperto, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.
Nós é que fazemos sua pontuação.
E isso faz toda a diferença... "

terça-feira, 28 de abril de 2009

Bed Time Story no 3AD do Bloco CR do Complexo Habitacional de Chelas


Tás a ver uma dama com um gorro vermelho?
Yah, essa cena!
A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha
levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver?
E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes!
Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores,
que salta-te um meco marado dos cornos para a frente
depois tenho a bófia à cola!


Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque.
Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod…
É então que, ouve, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoh, tá td? Dd tc?
- Tásse… do gheto ali! E tu, tásse?
– disse a pita.
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado… Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda táz a ver? A minha kota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata…
- Dasse… a kota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah, prontes, na boa.Vais levar um baile katéte passas!
E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tásaver?
Manda um toque na porta e a velha “quem é e o camano” e ele “ah e tal e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho e na na na…” a velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda… Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos…
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo á velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL… o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! – grita o dog.
- Yo velhita tásse?
- Tásse e tal, com uma moca do camâno… mas na boa…
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí…
- Bacano, pa ver se trato esta cena…
- Pá, mica uma cena: pa ke é esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tásaver?
- Yah, yah… e os abanos bué da big, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tásaver?
- Yah bacano e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa ke é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO! GRRRRRR!!!
E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de engolir, né?
Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick
mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora!
Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite,
pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja
aparece um meco daqueles que corta as cenas com um serrote,
saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos.
O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog
e saca de lá a velha toda cheia de nhanha.
Ina man, a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá…
Enviado por Alv ega

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cabeça na Lua

Naquele dia acordei com uma sensação estranha.
Sentia a cabeça leve, como se estivesse na Lua.
As ideias chocavam-se, cada uma mais extravagante que a outra.
Pressenti que alguma coisa estranha se iria passar.
Moon, o meu gato fixou-me como se se apercebesse de algo.
Os olhos dele, recordavam-me algo de indefinido.
Vesti-me e preparei-me para sair.
Nos mínimos detalhes, adivinhavam-se mudanças subtis.
A rua lá estava, no local do costume.
Mas, mesmo sem saber o quê, notava transformações.
As pessoas passavam por mim, engravatadas como sempre.
Então porquê aquela sensação de ansiedade?
Tentei distrair-me, passar umas horas de descontracção.
No Luna Park, entrei num salão de bilhar, olhei as bolas...
O que, habitualmente, tinha um efeito calmante,
acentuou, ainda mais, a estranheza do que se passava.
Resolvi mudar de jogo. Alterar a rotina.
Mas a ideia difusa, esbatida, continuava lá.
Parecia que tinha aterrado num outro mundo.
Estava prestes a fazer a grande descoberta da minha vida.
Senti-me a rodar de forma vertiginosa.
Era um simples satélite duma força estranha que se aproximava.
Bastou-me um olhar para perceber que ela era a tal.
Encontrara aquela que me iria iluminar dali para a frente.
Sem saber o que fazer, convidei-a para um inocente gelado.
Ela sorriu e pediu um com sabor Lunar.
Olhá-la ali tão perto, aumentou ainda mais a vertigem.
A temperatura atingiu níveis elevados.
Notei que o gelo, não só do gelado, se derretia.
Que podíamos passar à fase, da Lua? seguinte.
Nessa noite fomos tomar uma bebida exótica.
Dançar e ouvir música, o Claire de Lune, à luz do luar.

Sem pensar duas vezes, pedi-a em casamento.
Ela aceitou como se, desde sempre, esperasse esse pedido.
Passámos a nossa Lua de Mel, numa praia da Costa Brava.
Foram dias e noites, de Lua Cheia, permanente.
Ela soube ler no meu interior como ninguém, até então.
Sentia-me transparente, uma esfera que ela acarinhava.
Completámo-nos de uma forma mística, intemporal.
Como se fossemos um só. Uma peça única feita de duas.
Quando voltámos, já algo germinava dentro dela.
Um luar claro envolvi-a, enquanto as formas se arredondavam.
Luuna nasceu faz pouco. Está agora em Fase Crescente.
Dizem que é igual a mim, sempre com a cabeça na Lua.
Moral da História
A Lua quando nasce não é para todos.
É só para quem a merece.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

My name is Stone, Rolling Stone

A minha Família, dos Pedras, é muito antiga,
tendo começado por ser Pedra Lascada
e mais tarde, educada em bons colégios, passou a Pedra Polida.
Pertenço a um círculo familiar muito unido,
onde todos nos damos bem e nunca tivemos problemas em
aceitar as diferenças de raça, credos ou de cor política.
Seixos polidos da Namíbia, calhaus empedernidos do Alasca,
pedregulhos do Texas
ou Pedras das calçadas lisboetas, todos somos primos.
O mesmo na religião. Já o outro dizia"...que atire a primeira pedra".
Temos areia do Alcorão ao lado de lascas do Muro de Jerusalém.
Na Política é onde as diferenças são mais claras.
Conservadores bem quadrados.
Pedras das ruas de Paris, de Maio de 68, eu sei lá...
E temos também, as Preciosas. Esmeraldas, topázios e ametistas.
Julgam-se superiores, coitaditas,
mas têm sempre que ser muito lapidadas...
Depois é vê-las numa vida de festas, de luxo desenfreado.
Fazem tudo para aparecer nas revistas cor-de-rosa.
Umas frívolas...
Passam as férias nas praias da moda. Moledo, dos Tomates, Ancão.
Muitas fazem topless e passam horas a torrar ao sol,
com grandes pedradas.
Mas agora o que está na moda é viver em condomínios fechados.
Com a assinatura de grandes arquitectos
e todas as comodidades modernas.
Nós os Pedras, temos pergaminhos a defender,
antepassados ilustres.
Nas Letras, "Uma Pedrada no Charco" é de um familiar nosso.
Mas também há representantes nas Artes Plásticas.
Arquitectos, Escultores e Pintores que remontam à Pedra da Roseta.
Um outro tipo de Pedras seguiu a vida militar.
E, agora, passam o dia em paradas e exercícios,
especializados em fisgas a atirarem pedras uns aos outros.
Mas a verdade é que Escritores ou Jet Set,
Pintores, Militares ou Políticos
Todos passamos horas em intermináveis filas, no final do dia.
Vozes isoladas, continuam a pregar sózinhas no deserto.
Ninguém escuta os alertas contra a Sociedade de Consumo.
A maior parte dos Pedras aburguesou-se,
já não quer saber da Natureza.
Arranjou bons apartamentos, climatizados e com espessas alcatifas.
Começou a estabelecer relações com os Humanos.
Que antes nos pisavam, ou escalavam por nós acima.
Seguimos, agora, a máxima"Um, não é de pau...é de Pedra!!!".
E quando elas menos esperam, saltamos-lhes para a espinha.
Primeiro com alguma timidez, hesitação envergonhada, por certo.
Depois à molhada, ganhando confiança, em grupo.
Foi um longo percurso, sinuoso, e cheio de topadas em pedregulhos...
Mas finalmente descobrimos o Caminho das Pedras !!!
Muitos de nós, ocupam hoje , lugares de destaque na Indústria,
no Comércio.
As pessoas já não nos recebem com cinco pedras na mão
...ou uma no sapato.Temos até Primos famosos no Mundo do Espectáculo...
Mas esses não interessam muito...andam sempre pedrados !!!
Moral da História:
Da Idade da Pedra para a Idade da Pedrada...
Ganda Trip, meu !!!