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terça-feira, 23 de março de 2010

Akira Kurosawa, Centenário do nascimento

Akira Kurosawa que nasceu em Tóquio a 23 de Março de 1910 foi um dos cineastas mais importantes do Japão e os seus filmes, entre os quais podemos destacar Ran, Os Sete Samurais ou Os Senhores da Guerra, influenciaram toda uma grande geração de realizadores em todo o mundo.

Em cinquenta anos de carreira, Kurosawa realizou 30 filmes sendo considerado como um dos cineastas mais importantes e influentes da história do cinema.

Em 1989, foi premiado com o Oscar pelo conjunto de sua obra "pelas realizações cinematográficas que têm inspirado, encantado, enriquecido e entretido o público em todo o mundo e influenciado cineastas de todo o mundo."
A Palma de Ouro do Festival de Cannes ou o Leão de Ouro de Veneza, são alguns dos seus múltiplos prémios internacionais.

No dia do que seria o Centenário do seu nascimento, o Galo ajuda a apagar as velinhas...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Derrotámos os Avatares !!!

Nos últimos tempos, a Terra tinha sido invadida por uma estranha raça extraterrestre, de cor azul e traços disformes.
Amantes da Natureza, politicamente correctos e cheios de bons sentimentos, esses seres superiores ameaçavam de morte os que, como eu, lutam contra os dualismos preto/branco, as boas intenções e poucas, ou nenhumas, acções...

Ontem à noite, uma mulher em Estado de Guerra, lutando contra todos os Apóstolos da desgraça, deu um golpe mortal nestes seres que, infelizmente, vão ' continuar por aí'.






Temos que continuar a nossa resistência contra o 'infantilismo', o 'special effects' síndrome, o 'teenagerismo' do Cinema. A Luta continua !!!

O grande vencedor dos Óscares foi Estado de Guerra

Kathryn Bigelow tornou-se a primeira mulher a conquistar o Oscar de Melhor Realização com Estado de Guerra, o filme que se sagrou como o grande vencedor da noite. O filme, sobre a guerra no Iraque, venceu um total de 6 Oscares, além deste triunfando também nas categorias de Melhor Filme, Melhor Argumento Original, Melhor Edição de Som, Melhor Montagem de Som e Melhor Montagem. Avatar, de James Cameron, foi assim o grande derrotado, conquistando apenas três Óscares em categorias técnicas.
Ao longo da noite, a revelação dos vencedores foi mostrando uma distribuição de prémios por vários filmes. Precious, Up – Altamante e Crazy Heart somaram cada um dois Oscares, este último a dar ao veterano Jeff Bridges a sua primeira estatueta dourada. Por seu lado, Sandra Bullock, também premiada pela primeira vez, somou à vitória, na véspera, nos Razzies, um Oscar como Melhor Actriz. Sem na verdade revelar grandes surpresas, a noite teve como momentos mais inesperados a vitória do filme argentino El Secreto de Sus Ojos na categoria de Melhor Filme Estrangeiro (a levar a melhor sobre o favorito O Laço Branco, de Hanecke) e a derrota da mais recente aventura de Wallace & Gromit na categoria de Melhor Curta de Animação.


Aqui fica a lista dos premiados:

Melhor Filme – Estado de Guerra
Melhor Realização – Kathryn Bigelow (Estado de Guerra)
Melhor Actor – Jeff Bridges (Crazy Heart)
Melhor Actriz – Sandra Bullock (The Blind Side)
Melhor Actor Secundário – Christoph Waltz (Sacanas Sem Lei)
Melhor Actriz Secundária – Mo’Nique (Precious)
Melhor Argumento Original – Estado de Guerra
Melhor Argumento Adaptado – Precious
Melhor Fotografia - Avatar
Melhor Caracterização – Star Trek
Melhor Direcção Artística – Avatar
Melhor Guarda Roupa – Young Victoria
Melhor Edição de Som – Estado de Guerra
Melhor Mistura de Som – Estado de Guerra
Melhor Montagem – Estado de Guerra
Melhores Efeitos Visuais – Avatar
Melhor Documentário – A Baía da Vergonha
Melhor Filme Estrangeiro – El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
Melhor Filme Animação – Up, Altamente
Melhor Canção Original – Crazy Heart
Melhor Banda Sonora – Up, Altamente
Melhor Curta de Animação – Logorama
Melhor Curta de Ficção – The New Tennants
Melhor Curta Documental - Music By Prudence

domingo, 21 de fevereiro de 2010

'Honey' ganhou o Urso de Ouro de Berlim

O Urso escolheu o 'Mel', como é natural...
'Honey', de Semih Kaplanoglu,
ganhou a 60.ª edição do Festival de Berlim.

A melhor guloseima que se pode dar a um urso é mel.
Por isso não espanta ninguém que, mesmo fora da lista de favoritos ao Urso de Ouro, Honey, o poético filme do turco Semih Kaplanoglu, tenha adocicado a sensibilidade do júri do Festival de Berlim presidido por essa personalidade visionária e naturalista que é o realizador Werner Herzog.
Honey até passou aparentemente despercebido com uma projecção de imprensa menos cheia que o habitual, e uma conferência de imprensa a meio gás, já que à mesma hora se projectava L'illusionniste, a animação de Sylvan Chomet, a partir de um argumento de Jacques Tati, que estava extra-competição.

Honey é um daqueles filmes épicos onde não são necessárias muitas palavras, como aliás nos dois outros que compõem esta finalização da trilogia de Yusuf (Egg, 2007, e Milk, 2008), uma história contada de trás para a frente sobre a vida do poeta da Anatólia, aqui no seu primeiro ano de escola primária.
Yusuf é agora uma criança de sete anos (uma terna interpretação do pequeno Bora Altas, que esteve em Berlim de urso de peluche ao colo) que vive numa casa rodeada pela floresta, um lugar de uma misteriosa beleza, que lhe rouba o pai.

The Ghost Writer, o hitchcockiano ensaio de Roman Polanski, à partida o grande favorito, ganhou o Urso de Prata de Melhor Realizador, com o realizador ausente e recluso no seu chalet suíço.
Um prémio justo para um bom filme e um realizador habituado a resolver com genialidade as grandes intrigas sobre o mal, desta vez num brilhante thriller político baseado num romance do Robert Harris.

Dois grandes vencedores desta edição foram: If Want to Whistle, I Whistle, de Florin Cerban, a intensa história da tentativa de fuga de um jovem recluso de um campo correccional, que confirma a espantosa vitalidade do cinema romeno, ao arrecadar o Prémio Alfred Brauer e o Grande Prémio do Júri; e Grigory Dobrygin e Sergei Puskepalis, a dupla que compõe o elenco de How I Ended this Summer, o thriller polar do russo Alexey Popogrebsky, que ganhou ex aequo o Urso de Prata de Melhor Actor.
O júri não se esqueceu de premiar a espantosa fotografia de Pavel Kostomarov com o Urso de Prata da Melhor Contribuição Artística.

O cinema oriental não saiu mais uma vez de mãos vazias da Berlinale, começando pelo Prémio de Carreira atribuído ao decano realizador Yoji Yamada.
Justo foi igualmente o Prémio de Melhor Actriz para Shinobu Tarajima em Caterpillar, brilhante drama antiguerra de Koji Wakamatsu, que bebe muito no cinema de Nagisa Oshima.
A bela história de amor e família Apart Together, do chinês Wang Quan'an, o filme de abertura desta 60.ª edição, teve o Urso de Prata de Melhor Argumento.

Resumindo: uma competição muito equilibrada e sólida nos seus valores, que mantém a militância política e social a que nos habituou, mas que perdeu algum glamour de outros tempos, desde que os Óscares passaram a realizar-se no primeiro domingo de Março.

José Vieira Mendes (Berlim)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

And the Winners are...



OSCARS DE 2010
A seguir, enumeramos os nomeados para os Oscars de 2010, referentes aos filmes estreados em 2009.
A cerimónia decorrerá, como é habitual, no Kodak Theatre em Hollywood, no dia 7 de Março.
Gostávamos que nos dessem os vossos palpites em, pelo menos, cinco categorias.
Se alguém acertar  a 100% o "Galo" terá muito prazer em lhe oferecer dois Bilhetes de Cinema para o Melhor Filme...

MELHOR FILME

Avatar
The Blind Side
Distrito 9
An Education
Estado de Guerra
Sacanas Sem Lei
Precious
A Serious Man
Up - Altamente!
Nas Nuvens

MELHOR REALIZADOR

Kathryn Bigelow
James Cameron
Quentin Tarantino
Lee Daniels
Jason Reitman

MELHOR ACTOR

Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Nas Nuvens
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - Estado de Guerra

MELHOR ACTRIZ

Sandra Bullock - The Blind Side
Helen Mirren - A Última Estação
Carey Mulligan - An Education
Gabourey Sidibe - Precious
Meryl Streep - Julie e Júlia

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Matt Damon - Invictus
Woody Harrelson - The Messenger
Christopher Plummer - A Última Estação
Stanley Tucci - Visto do Céu
Christoph Waltz - Sacanas Sem Lei

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Penelope Cruz – Nove
Vera Farmiga - Nas Nuvens
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart
Anna Kendrick - Nas Nuvens
Monique - Precious

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

Mark Boal - Estado de Guerra
Quentino Tarantino - Sacanas Sem Lei
Alessandro Camon & Oren Moverman - The Messenger
Joel & Ethan Coen - A Serious Man
Peter Docter, Bob Peterson, Tom McCarthy - Up-Altamente!

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

Neill Blomkamp & Terri Tatchell - Distrito 9
Nick Hornby - An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci & Tony Roche - In The Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner - Nas Nuvens

MELHOR FILME EM LINGUA NÃO INGLESA

Ajami - Israel
El Secretro de sus Ojo - Argentina
The Milk of Sorrow - Chile
O Profeta - França
O Laço Branco - Alemanha

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Coraline
O Fantástico Senhor Raposo
Princesa e o Sapo
The Secrets of Kells
Up - Altamente!

MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA

"Avatar" - Rick Carter and Robert Stromberg; Set Decoration: Kim Sinclair
"Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo" - Dave Warren and Anastasia Masaro;
Set Decoration: Caroline Smith
"Nove" - John Myhre; Set Decoration: Gordon Sim
"Sherlock Holmes" - Sarah Greenwood; Set Decoration: Katie Spencer; Patrice Vermette;
Set Decoration: Maggie Gray

MELHOR FOTOGRAFIA

"Avatar” - Mauro Fiore
"Harry Potter e o Principe Misterioso" - Bruno Delbonnel
"Estado de Guerra" - Barry Ackroyd
"Sacanas Sem Lei" - Robert Richardson
"O Laço Branco" - Christian Berger

MELHOR GUARDA-ROUPA

"Bright Star" - Estrela Cintilante” Janet Patterson
"Coco before Chanel” Catherine Leterrier
"Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo" - Monique Prudhomme
"Nove" Colleen Atwood
"A Jovem Vitória” Sandy Powell

MELHOR DOCUMENTÁRIO

"Burma VJ" Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
"The Cove" Nominees to be determined
"Food, Inc." Robert Kenner and Elise Pearlstein
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers" Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
"Which Way Home" Rebecca Cammisa

MELHOR DOCUMENTÁRIO - CURTA-METRAGEM

“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province” Jon Alpert and Matthew O’Neill
“The Last Campaign of Governor Booth Gardner” Daniel Junge and Henry Ansbacher
“The Last Truck: Closing of a GM Plant” Steven Bognar and Julia Reichert
“Music by Prudence” Roger Ross Williams and Elinor Burkett
“Rabbit à la Berlin” Bartek Konopka and Anna Wydra

MELHOR MONTAGEM

“Avatar” Stephen Rivkin, John Refoua and James Cameron
“District 9” Julian Clarke
“The Hurt Locker” Bob Murawski and Chris Innis
“Inglourious Basterds” Sally Menke
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Joe Klotz

MELHOR MAQUILHAGEM

“Il Divo” Aldo Signoretti and Vittorio Sodano
"Star Trek” Barney Burman, Mindy Hall and Joel Harlow
“The Young Victoria” Jon Henry Gordon and Jenny Shircore

MELHOR BANDA SONORA

“Avatar” James Horner
“Fantastic Mr. Fox” Alexandre Desplat
“The Hurt Locker” Marco Beltrami and Buck Sanders
“Sherlock Holmes” Hans Zimmer
“Up” Michael Giacchino

MELHOR CANÇÃO

“Almost There” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Down in New Orleans” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Loin de Paname” from “Paris 36” Music by Reinhardt Wagner Lyric by Frank Thomas
“Take It All” from “Nine” Music and Lyric by Maury Yeston
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” from “Crazy Heart” Music and Lyric by Ryan Bingham and T Bone Burnett

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

“French Roast” Fabrice O. Joubert
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty” Nicky Phelan and Darragh O’Connell
“The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)” Javier Recio Gracia
“Logorama” Nicolas Schmerkin
“A Matter of Loaf and Death” Nick Park

MELHOR CURTA-METRAGEM EM IMAGEM REAL

“The Door” Juanita Wilson and James Flynn
“Instead of Abracadabra” Patrik Eklund and Mathias Fjellström
“Kavi” Gregg Helvey
“Miracle Fish” Luke Doolan and Drew Bailey
“The New Tenants” Joachim Back and Tivi Magnusson

MELHOR MONTAGEM SONORA

“Avatar” Christopher Boyes and Gwendolyn Yates Whittle
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson
“Inglourious Basterds” Wylie Stateman
“Star Trek” Mark Stoeckinger and Alan Rankin
“Up” Michael Silvers and Tom Myers

MELHOR SONOPLASTIA

“Avatar” Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson and Tony Johnson
"The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson and Ray Beckett
“Inglourious Basterds” Michael Minkler, Tony Lamberti and Mark Ulano
“Star Trek” Anna Behlmer, Andy Nelson and Peter J. Devlin
“Transformers: Revenge of the Fallen” Greg P. Russell, Gary Summers and Geoffrey Patterson

MELHORES EFEITOS VISUAIS

“Avatar” Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham and Andrew R. Jones
“District 9” Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros and Matt Aitken
“Star Trek” Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh and Burt Dalton.

And the Winner is...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fred Astaire - Famous Ceiling Dance

"...Uma das melhores cenas de Cinema que guardo na memória e apeteceu-me partilhá-la..."
Moira de Trabalho

Basta clicar...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Invictus de Clint Eastwood


"Invictus" é o novo filme de Clint Eastwood, que estreou ontem, onde se mostra a grandeza de um líder que soube estar acima do ódio e do desejo de vingança, evitando que o fim do apartheid fosse seguido pela luta fraticída entre negros e brancos sul-africanos.
Morgan Freeman é Nelson Mandela. Matt Damon o capitão da selecção sul-africana de râguebi.
O caminho dos dois personagens vai cruzar-se numa "aliança" fulcral para o momento de viragem que o país encetava.

Em 1994, quando Nelson Mandela assumiu a presidência, após três décadas de prisão, o país preparava-se para receber o Mundial de râguebi.
O novo Presidente , em vez de de retirar os brancos dos lugares do topo, surpreendeu pela estratégia utilizada para promover a união entre brancos e negros.
A selecção nacional de râguebi, um dos grandes símbolos da nação para os sul-africanos brancos, era um alvo de ódio para todosos negros.
Apesar de todos os graves problemas sociais, económicos e políticos que Nelson Mandela tinha para resolver, o Presidente arranjou tempo para se empenhar numa almejada, mas muito pouco provável, vitória da África do Sul no Mundial, que viesse a ser celebrada por todos os sul-africanos.

Mais uma vez, o enrugado mas seco, Eastwood mostra que, para além da longa caminhada de Mandela, também a sua desde o Dirty Harry e dos western de Sergio Leone, passando pela gestão de Carmel, até às sensíveis e variadas realizações dos seus próprios filmes, tem sido uma viagem rica e segura.

Veja o Trailer neste blog perto de si !

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tim Burton vai presidir ao júri do Festival de Cannes


O realizador norte-americano Tim Burton. autor da Noiva Cadáver, Eduardo Mãos de Tesoura ou Marte ataca presidirá ao próximo Festival de Cannes, a decorrer de 12 a 23 de Maio, e já se manifestou satisfeito por "viver um sonho transformado em realidade", anunciou hoje a organização do certame.

"Quando se pensa em Cannes, pensa-se em cinema do mundo. E como eu sempre vivi os filmes como sonhos, vou viver um sonho transformado em realidade", afirmou o cineasta, de 51 anos, numa breve declaração citada num comunicado do festival.

"Depois de ter passado a minha juventude a ver sessões triplas e a fazer maratonas de 48 horas de filmes de terror, sinto-me pronto para Cannes", gracejou o autor de inúmeros filmes em que uma poesia 'negra', se esta expressão existe, está sempre presente.

Segundo a agência Lusa

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eric Rohmer , cineasta dos(meus) sentimentos


Morreu ontem em Paris, aos 89 anos, o realizador Eric Rohmer, pseudónimo de Eric Scherer, também argumentista, crítico, professor e escritor, e que para mim, a par de Hitchcock, Felinni e Viscontti, foi um dos 'fazedores de filmes'que mais me marcou, numa determinada fase da minha vida.
Mesmo sendo um dos cineastas franceses mais admirados e conhecidos em todo o mundo, Rohmer, um dos principais representantes da Nova Vaga, não se tornou tão rapidamente popular como Truffaut, Chabrol ou Godard, tendo um reconhecimento foi mais discreto e tardio do que o destes.
Enquanto chefe de redacção dos Cahiers du Cinéma, entre 1957 e 1963, foi um dos criadores da "teoria do autor", que veio a encarnar, tendo assinado com Claude Chabrol, o primeiro grande estudo sobre o cinema de Alfred Hitchcock.

Alguns dos seus filmes, principalmente os que compõem a série Contos Morais, como L'Amour l'après-midi, Le genou de Claire ou Ma nuit chez Maude, foram vistos por este escriba dezenas de vezes e terão influenciado, digo eu, toda uma geração francófona.




Parte da filmografia deste realizador está organizada em três grandes ciclos: Seis Contos Morais (seis filmes, 1963-1972), Comédias e Provérbios (seis filmes (1981-1987) e Contos das Quatro Estações (1990- -1998).
Entre as suas restantes realizações contam-se estilizados filmes de época como A Marquesa de O (1976), Perceval (1978), A Inglesa e o Duque (2000), onde lançou mão da tecnologia digital para recriar os cenários, ou Os Amores de Astrea e Céladon (2007) e fitas tematicamente "soltas", como Quatro Aventuras de Reinette e Mirabelle (1987), L'Arbre, le Maire et la Médiathèque (1993), uma sátira à política cultural socialista, ou Agente Triplo (2004), uma história de espionagem.

















Segundo Rohmer, "as pessoas nos meus filmes não expressam ideias abstractas - não há 'ideologia' neles, ou então muito pouca - mas revelam os que elas pensam sobre os homens e as mulheres, sobre a amizade, o amor, o desejo, as suas concepções da vida, a felicidade... o aborrecimento, o trabalho, o lazer".
Estas pessoas encontram-se, desencontram-se, desejam-se, seduzem-se, resistem à tentação, separam-se, hesitam em tomar decisões e fazer escolhas, reflectem sobre as suas acções e submetem-se ao acaso, ao mesmo tempo que se movimentam pela realidade quotidiana e falam longamente umas com as outras, dando expressão concreta à visão das relações humanas de Eric Rohmer.
Que sempre foi, também, a nossa...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Cinema 2009 by Kees Van Dijkhuizen

O holandês Kees Van Dijkhuizen fez uma compilação de cenas de 342 filmes que estrearam em 2009.
É lógico que faltarão alguns, que poderemos considerar essenciais, mas isso não tira valor ao trabalho que deixamos à vossa apreciação...
Um destaque para a banda sonora com 'Malabar front' If these trees could talk - 'Death' White Lies - ' Crying Lightning' Arctic Momkeys - '1901' Phoenix e 'Wake up' Arcade Fire.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

As 100 Melhores Frases do Cinema















Numa altura em que saem Listas de tudo e mais alguma coisa
o "Galo" deixa uma modesta contribuição com,
"Go ahead, make my day!","Rosebud...","I will be back"
ou "Life is like a chocolate box" são apenas algumas delas.
Se se lembrarem de outras (...Ó Evaristo, tens cá disto?)
podem enviá-las...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dangerous Liaisons - Mind Game

Cinco minutos de pura genialidade, em que todo
o talento de John Malcovitch fica bem demonstrado.
Ora, vejam a sequência...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Julie & Julia

Mulheres inteligentes, Cinema, Culinária, Humor, Livros e boa Representação, tudo misturado...o que posso eu pedir mais, aos Deuses?
Não percam o último Filme de Meryl Streep, bem acompanhada por Amy Adams, com Realização de Nora Ephron, baseado em duas histórias verídicas.

Para verem o trailer é só carregar Aqui...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Avatar - James Cameron

Do Realizador dos blockbusters Alien, Terminator I e II, Titanic, entre outros, vai surgir, agora, Avatar, mistura de fantasia, acção, S/F, efeitos especiais e orçamento milionário.
Mais um filme para toda a família se divertir e comer muitas pipocas...
Este último trabalho de James Cameron, estará num Cinema perto de si, a partir de 18 de Dezembro.
Entretanto deixamos aqui o Trailer. Enjoy...

sábado, 19 de setembro de 2009

Queer Lisboa 13


Iniciou-se ontem, no Cinema São Jorge, o Queer Lisboa 13,
o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa
com a ante-estreia nacional de «Morrer Como Um Homem»
de João Pedro Rodrigues.

De 18 a 26 de Setembro serão exibidos 95 filmes
seleccionados de um total de 500.
Segundo a Associação Cultural Janela Indiscreta,
organizadora do festival, esta pretende ser

«uma mostra do melhor que foi produzido nos últimos dois anos».
O júri nacional e internacional conta com
o escritor Richard Zimler (E.U.A., Portugal),
a actriz e encenadora Isabel Medina (Portugal),
o crítico de cinema Boyd van Hoeij (Luxemburgo),
a programadora Florence Fradelizi (França),
a distribuidora Ricke Merighi (Itália),
o psicólogo Nuno Nodin (Portugal),
a programadora do Festival G&L de Hamburgo,
Melissa Pritchard (Alemanha)
e o cineasta Oded Lotan (Israel).
A destacar a exposição «Shocking Pins» organizada
por João Mourão e Nuno Ramalho,
assim como a celebração de uma série de efemérides
da cultura queer, com evocações de figuras como Francis Bacon,
António Variações ou Harvey Milk

O preço dos bilhetes é de 3,5 Euros público em geral,
3,0 Euros para menores de 25 anos,
ou membros de associações LGBT entre outros.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Os Homens no Cinema


Vamos lá ver como vão os vossos conhecimentos cinéfilos...

Quantos Actores identificaram?

Ou, será mais fácil perguntar, quantos é que não conhecem ?

Desde o Rodolfo Valentino até ao Georges Clooney , há muito para descobrir.

Enviado por Fernanda Andrade

segunda-feira, 1 de junho de 2009

João Salavisa ganha Palma de Ouro, em Cannes

Arena ( produzida pelos Filmes Tejo) com os seus quinze minutos, é a primeira película portuguesa, curta metragem ou não, a alcançar o galardão máximo do consagrado Festival de Cannes.
É além disso a obra de estreia de João Salavisa, se não contarmos com "Duas Pessoas", baseada num texto de Herberto Hélder, realizado, ainda, durante o Curso de Cinema.
Este Prémio, que se vem juntar ao da Melhor Curta Portuguesa, da última edição do Indie Lisboa, significa um reconhecimento internacional do Cinema português, não muito usual, se exceptuarmos Manoel de Oliveira.
Arena passa-se num dos chamados bairros problemáticos de Lisboa (não será ela própria, uma cidade problemática?) e conta, da forma mais linear possível, um momento na vida de um jovem, em prisão domiciliária,com pulseira electrónica.
João Salavisa, que foi assistente de Montagem de Manoel de Oliveira em "Singularidades de uma Rapariga Loura", Autor do Argumento, Realizador e Montador, diz que " tentei filmar o que acontece quando nada muda".

Provavelmente, com este prémio, nada vai mudar para o Cinema português, mas estamos certos que para o João, sim...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É brilhante este Brilhante

Festival de Cannes

"...É para já a obra maior da competição de Cannes:
"Kinatay", do filipino Brillante Mendoza.
Uma viagem ao fim da noite de Manila
que nos faz cúmplices de uma barbaridade.
Um susto de filme.


Como quem não quer a coisa, pega no espectador
mais ou menos desprevenido, mais ou menos inocente
- porque nunca se é, completamente -
e leva-o pela noite dentro até ao fim da noite.

Não há forma de abandonar a viagem,
mesmo quando começamos a encontrar na escuridão
os contornos da brutalidade.
Estamos encurralados na passividade do "voyeurismo".
E mesmo que acabemos a viagem razoavelmente imaculados,
seguros - porque nunca saímos assim, completamente,
de um filme -, nunca nada vai ser igual.

É essa a experiência do espectador de "Kinatay",
do filipino Brillante Mendoza, obra brutal,
para já o filme maior da competição de Cannes.

Nada vai ser igual a partir de agora em relação ao cinema de Mendoza,
o que não é nada que estivéssemos a pedir,
um momento de epifania com a obra deste realizador de 49 anos
que começou a fazer filmes há cinco, vindo da publicidade e do teatro,
e que esteve em concurso em Cannes o ano passado com "Serbis".
Essa viagem do espectador pelo horror é a viagem
do protagonista de "Kinatay" - em filipino, "Chacina".

Um estudante na academia de polícia de Manila, já com um filho
e um casamento na linha do horizonte mais próximo
- e Manila amanhece no início de "Kinatay"
- não se pode dar ao luxo de prescindir
de fazer trabalhinhos por fora, de pactuar,
despreocupadamente, com o "milieu" da droga.

Nada que afecte o seu projecto de inocência.
Até que entra numa carrinha - começa a anoitecer em Manila -,
onde vai passar grande parte desta viagem.
Ao lado destes "gangsters" aparentemente de trazer por casa
e de uma prostituta que não cumpriu as suas obrigações.

Já é noite em Manila quando a carrinha, o aprendiz, os gangsters
e a prostituta (desmaiou devido aos murros) chegam a uma casa.
Aí o serviço vai ser completo - o título do filme é "Chacina".
Começa a amanhecer em Manila quando um estudante
da academia de polícia regressa a casa, exausto.

Adormece no táxi. É manhã em Manila..."

Vasco Câmara, em Cannes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um Amante do Cinema


Aos 74 anos
Morreu João Bénard da Costa


João Bénard da Costa morreu hoje, com 74 anos.
Divulgador de Cinema,
director da Cinemateca Portuguesa desde 1980,
Bénard da Costa para além de colaboração dispersa
por jornais e revistas,
publicou várias obras de filosofia,
pedagogia e história do cinema.

Entre estes últimos avultam as suas monografias sobre
Alfred Hitchcock, Luis Buñuel, Fritz Lang, John Ford,
Josef Von Sternberg, Nicholas Ray e Howard Hawks.

São também de referir os volumes O Musical,
Os Filmes da Minha Vida, Histórias do Cinema Português,
Muito Lá de Casa e O Cinema Português Nunca Existiu.
Como actor participou em várias longas-metragens,
realizadas por Manoel de Oliveira ou João César Monteiro,
sob o pseudónimo de Duarte de Almeida.
Possuía as comendas de Officier des Arts et des Lettres de França
e a Ordem do Infante D. Henrique,
com que foi agraciado por Mário Soares.

Em 1995, a Universidade de Coimbra
concedeu-lhe o Prémio de Estudos Fílmicos.

O Prémio Pessoa, atribuído em 2001, foi a sua mais recente distinção.

As homenagens do "Galo".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mankind is no Island


O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Teve início há 17 anos em Sydney e, no ano passado, a sua primeira edição em New York. O vencedor foi este filme inteiramente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares e arrecadou um prémio final de 20,000 dólares. Se ao menos Wall Street garantisse um ratio destes….

Enviado por Moira de Trabalho