Mostrando postagens com marcador ICONS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ICONS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sony paga 200 milhões a herdeiros de Michael Jackson

O maior acordo discográfico de sempre ascende a 250 milhões de dólares (200 milhões de euros) e foi assinado entre a Sony e os herdeiros de Michael Jackson, noticiou esta manhã a imprensa dos Estados Unidos.

Com base neste acordo, a editora de longa data do “rei da pop” vai poder distribuir até 2017 inéditos e produtos associados do músico falecido no ano passado.

O primeiro desses projectos será lançado em Novembro deste ano, precisa a editora em comunicado.

O Rei está morto...mas ainda mexe !

sexta-feira, 12 de março de 2010

José Gil. a última aula

O filósofo José Gil terminou ontem a sua carreira académica com uma lição sobre linguagem e arte num auditório literalmente a rebentar pelas costuras, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Mostrando-se "muito surpreendido" e até "inquieto" com a quantidade de gente que compareceu, José Gil declarou que esta não seria a sua " última aula", porque vai "continuar a pensar, a escrever".
Entre actuais e antigos alunos, estavam filósofos como Eduardo Lourenço, Diogo Pires Aurélio, Maria Filomena Molder, Arnaldo Matos, ex-líder do MRPP mas também artistas como Joana Vasconcelos, Manuel João Vieira ou Vera Mantero.

Na sua derradeira aula enquanto docente universitário, José Gil, "não quis fazer uma coisa pomposa e auto-elogiosa". Preferiu, como ele próprio explicou, " falar de algo sobre o qual tem vontade de pensar, para que esta aula seja também um começo" e o ponto de partida foi o quadro do pintor russo Malevich intitulado Quadrado negro sobre fundo branco.

Face a uma plateia ávida das suas palavras, o filósofo aceitou o repto de uma aluna para " esquecer o tempo" e a aula, que deveria ter apenas uma hora e meia, estendeu-se por mais de três horas, nas quais citou alguns dos pensadores que o marcaram: Deluzze, Espinosa, Kant, Husserl.

"José Gil construiu uma reflexão própria. O seu pensamento tem uma clareza e uma força incríveis. Esta aula foi histórica porque, através dele, consagra-se to-do o esforço do pensamento em língua portuguesa das últimas décadas", afirmou Eduardo Lourenço.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Júlio Pomar - Prémio Vida e Obra da SPA

A RTP associou-se, este ano e pela primeira vez, à Sociedade Portuguesa de Autores para a atribuição de prémios que distinguem autores de obras em diferentes áreas artísticas durante o ano de 2009.
A gala foi transmitida em directo do Grande Auditório do Centro Cultural Belém, e apresentada por Catarina Furtado contando com actuações musicais do Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Deolinda e da Aziza Mustafa Zadeh.
Neste espectáculo foram entregues 20 prémios enquadrados em 8 áreas: cinema, rádio, dança, música, literatura, teatro, televisão e artes visuais.
Os prémios, com um troféu assinado pelo designer Henrique Cayate são, nas palavras do director de programas da RTP, José Fragoso "...uma iniciativa que fazia falta aos autores, à televisão e ao público".
Para o prémio Melhor Programação Cultural Autárquica foi escolhida a Câmara Municipal de Cascais, em parte pela inauguração do Museu Paula Rego e pela organização do Festival de Cinema do Estoril, referiu José Jorge Letria, responsável da SPA.
E no prémio vida e obra foi escolhido o nome de Júlio Pomar que“é um dos maiores pintores de sempre e um criador plástico com grande projecção internacional”.
Nós, por cá, desde o Almoço do trolha ( primeiro quadro que vi, do Pomar) achamos o mesmo...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Morte falsa de Johnny Depp para roubar informações pessoais

Um link sobre a morte do actor Johnny Depp, que circula na rede social Twitter desde o dia 29 de Janeiro, está a ser usado por “hackers” para roubar passwords e outras informações pessoais dos cibernautas.
Segundo este link de origem criminosa, Johnny Depp morreu num acidente de carro - devido a excesso de álcool -, em França.
Nas redes sociais, circulam links falsos da CNN News, que incluem uma fotografia e vídeos dos destroços do acidente inventado.

Muitos cibernautas reencaminharam a notícia sobre a morte do actor, o que fez de "Johnny Depp RIP" uma das mais comentadas no Twitter o que, por consequência, aumentou consideravelmente o boato da falsa morte.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Amália - José Manuel dos Santos


A sua vida foi a sua voz. Quando esta se ausentou, aquela seguiu-a - e ela começou a morrer. Esses dias do fim foram um rio sem água. Amália era o seu canto. Sem ele, sentia-se como alguém que tivesse perdido o rosto. Ela cantava, cantando-se. Era esse o seu cogito: canto, logo existo. Quando subia ao palco, procurava a salvação. Antes, ficava assustada, com medo de que ela lhe falhasse. Por isso, caminhava para lá com a ânsia de quem se dirige a um duelo. Ao cantar, as suas pulsações saltavam de oitenta para cento e oitenta. Só quando os aplausos surgiam, ela conseguia desfazer a sua aflição, destruir o seu pânico. Uma noite, Amália estava no palco. Olhei-a dos bastidores e vi uma cabeça a fazer ângulo com o mundo e um corpo atado às palavras que iam sendo cantadas. Ela sabia que, muitas vezes, se dava um milagre. Um dia, vi-a regressar ao camarim ainda trémula de transe.

As grandes vozes não têm antes, nem depois. Levam o instante à eternidade onde as ouvimos. Aí, tudo se fractura e funde num grito que não alcança o fim. As grandes vozes são um convite à perdição. Escutamo-las e deixamos de ser quem somos, ausentes de uma presença que já não nos pertence. As grandes vozes são animais selvagens que se atiram ao mundo para o tragar. São um sinal de que o homem não se esgota no homem - e de que o homem não esgotou o homem.

Uma grande cantora começa por estranhar a sua voz e o prodígio dela, para depois a tornar causa do martírio, razão do êxtase, confirmação do ser. Principia por achar nela a sua virtude e acaba por torná-la o seu vício. Ouve-a no milagre de acontecer - e, em si, todas as linhas convergem para esse ponto. Sabe que a voz é sua, mas ouve-a como se fosse alheia. Troca-se por ela. Cada grande voz é o espelho de quem a tem. Já sem voz, Maria Callas olhava o espelho vazio e, para se ver, passou os últimos anos da vida a ouvir, nas gravações que lha restituíam, essa voz perdida. Escutava-a como ela era antes de se terem traído uma à outra. Ouvia-a como quem só percebe o que perdeu depois de o ter perdido. As cantoras falam da sua voz com uma superstição mais forte do que o orgulho. Para elas, o prodígio torna-se sempre um presságio. Quando a voz lhes morre, ouvem-na como aqueles que olham nos céus os astros já mortos que continuam a brilhar na noite intacta.

Agora, lembro esse tempo em que os meus dias corriam para as minhas noites. À hora em que as luzes se acendem, eu subia a escada da casa da Rua de São Bento. Na sala, Amália estava no centro de um círculo de olhares. Com uma inteligência capaz de destruir e de construir, com uma astúcia apta a salvar ou a perder, tinha resposta para tudo, menos para o que lhe era longínquo ou indiferente. Nessa sala de azulejos, madeiras e veludos, tudo o que acontecia apontava para ela. Era lá que escolhia o que cantava, que contava histórias, que ouvia louvores. Era lá que não ouvia o que não queria ouvir. Essa sala podia ser tudo: salão aristocrático, casa de fados, acampamento de ciganos, círculo cultural, capela de aparições, consultório de vidente, camarim de intrigas, palco de teatro, onde ela fazia de Amália e nós de seus adoradores, porque menos do que isso não aceitava. Todos passavam por ali: santos e pecadores, aristocratas e plebeus, marialvas e feministas, reaccionários e revolucionários, inocentes e perversos, génios e medíocres. Ela resistia a todos, a tudo. A sua conversa era sempre uma passagem para o seu mundo. Mas só não lhe interessava o que não tinha interesse.

Costumo repetir as palavras que me dão o seu melhor retrato: Amália gostava de rir e de chorar. Tudo o resto lhe parecia inútil ou desnecessário. Ela afirmava: antes mal acompanhada do que só. Pagava por isso um preço elevado. Alcançavam-na e ela não se retirava. Levavam-na e ela deixava-se ir. Pediam-lhe e ela dava. Gostava que gostassem dela. Disse-me: "Que gostem às vezes de mim não chega. Preciso que gostem sempre. Mesmo quando não o mereço. É então que ainda preciso mais que gostem de mim."

A exposição "Amália Coração Independente", que está até ao final do mês no Museu da Electricidade e no Museu Berardo, é feita de imagens, sons, registos, documentos, objectos. De jóias, vestidos, vozes, memórias, testemunhos, obras de arte. Atravessamo-la e somos atravessados por ela. Aí a vemos perfeita e humana, jovem e idosa, encenada e espontânea, amada e caluniada, portuguesa e apátrida. Devolvida ou revelada, aí a recuperamos, a reconhecemos, a redescobrimos. Uma visitante dizia para uma amiga: "Ela era muito bonita quando era nova..." Uma espanhola, parada em frente dos diamantes, exclamava para o namorado: "Son las joyas de una reina!" Eu ouvi-as dizer isto e dei-lhes razão.

Amália era a sua voz e a sua voz era uma visão do mundo. O canto de Amália vem da morte para a vida. Nele, a ave da tragédia levanta voo e lança sobre o mar a sua sombra enorme.

José Manuel dos Santos colunista regular do "Actual"

domingo, 10 de janeiro de 2010

Homens para todos os gostos


Para que não me chamem de sexista, aqui fica este vídeo, da autoria de Philip Scott Johnson, que mostra, à exaustão, que a Beleza física não é apanágio das Mulheres...

Enviado por Contessa

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

The King is Alive !

O rei do rock'n'roll faz hoje 75 anos.
Afastado dos palcos desde 1977, depois de uma morte forjada,
Elvis desapareceu sem deixar rasto.

Este deveria ser post, caso se confirmasse a teoria de que Elvis Presley, ao abrigo de um serviço de protecção de testemunhas, vive algures no Havaí..
Mas até prova em contrário, a notícia é que o Ícon faria 75 anos, caso fosse vivo.
Elvis, o rebelde branco que domesticou e tornou popular a tradição musical da América negra, moveu legiões de fãs dispostas a morrer (de amores) pela sua arte e figura e deu origem a 85 mil imitadores, desejosos de encarnar o verdadeiro Elvis.
Com mais de 600 clubes de fãs em todo o mundo, The King continua a render muito dinheiro e o seu espólio musical é tão vasto que ainda se tem esperanças de encontrar canções inéditas, apesar de o maior músico americano de sempre não gravar há mais de 30 anos. Recordemo-lo Aqui, ao vivo...e a cores.

...Happy Birthday Elvis!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Happy Birthday Sir Isaac Newton

Faz hoje anos Isaac Newton (Woolsthorpe, 4 de Janeiro de 1643 — Londres, 31 de Março de 1727) cientista inglês, que embora mais conhecido como físico e matemático, foi também astrónomo, alquimista, filósofo e teólogo.
A sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, é considerada uma das mais influentes da História da Ciência.
Publicada em 1687, essa obra descreve a Lei da Gravidade e outras três leis de Newton, em que se baseou toda a Mecânica clássica.
A imagem de um cientista a descansar, sentado debaixo de uma macieira, e, ao levar com uma maçã na cabeça, descobrir de repente a Lei da Gravidade faz parte da nossa iconografia popular.
Agora, imaginem, só, se o senhor estivesse debaixo de um coqueiro... ?!?!!!
Numa pesquisa realizada pela Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na História da Ciência.
De personalidade sóbria, fechada e solitária, para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.
...Parabéns Sir Isaac !!!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cristiano Ronaldo de cócoras

Ao ter sido escolhido como um "caganero catalan", Cristiano Ronaldo entrou, definitavamente, no imaginário popular espanhol.
Estas figuras, que aparecem na época natalícia, na Fiera de Santa Luzia, em Barcelona, simbolizam a Fertilidade, a Esperança e a Prosperidade para o Ano seguinte.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Coca Cola a Marca POP

Um clássico nunca sai de Moda, é realmente assim com Elvis "The King", Marylin Monroe, The Beatles ou a Audrey Hepburn do "Breakfast at Tiffany's".
E, claro está, com a Coca-Cola, símbolo do Capitalismo, da cultura Ocidental, de Juventude e de uma maneira de estar na Vida, irreverente e descontraída, embora, para muitos, pouco saudável.































Nenhuma outra Marca, soube integrar-se tanto na paisagem urbana e na nossa vivência do dia-a-dia como a Coca-Cola.
Desde a embalagem, com a garrafa de vidro a tornar-se um ícon do Design contemporaneo ao logotipo, que poderia ser datado mas tornou-se intemporal, tudo parece perfeito nesta insígnia, falo só a nível de Publicidade e Marketing, que se soube demarcar das mais directas concorrentes, tornadas alternativa, apenas, na ausência da líder.

sábado, 5 de dezembro de 2009

José Carlos Ary dos Santos por Baptista-Bastos

"...Ary dos Santos morreu com 48 anos, cheio de álcool, de solidão e amargura. O álcool, a esse, não escondia: bebia imoderadamente, gregário ou desacompanhado.
A solidão e a amargura, essas, tentava escondê-las, esquecê-las, mergulhando num oceano de palavras, de frases, de locuções, de imagens - para, depois, emergir desse turbilhão com poemas e cantigas, cantigas e poemas que reflectiam um tempo, uma época, um amor, um encontro ou um desencontro; uma furtiva lágrima, uma precária felicidade.
Mas a essa onda de solidão e de amargura Ary dos Santos opunha o seu vozeirão e impunha as palavras como bandeiras desfraldadas:

0 que é preciso é termos confiança
Se fizermos de Maio a nossa lança,
isto vai, meus amigos, isto vai!

Isso. Isso mesmo: rasgando o desespero com gritos e com cóleras, juntando a sua voz à voz do imenso protestar colectivo - eis Ary dos Santos: cabotino, espectaculoso, truculento, corajoso como poucos; cabeça alevantada, punho cerrado e erguido, olhar de fogo, a chispa indomável de uma labareda interior que o consumia: E, também; um grande poeta - acentue-se: Um grande poeta português, da linhagem de um Guerra Junqueiro, de um Gomes Leal, de um Cesário Verde ou de um Gabriel Marujo ou de um Linhares Barbosa (porque não?), todos na mesma fileira, todos eles empenhados, de uma maneira ou de outra, em restituir a voz àqueles a quem a voz tinham roubado.
A pedanteria lítera endossava a poesia de Ary dos Santos para os fojos mais sombrios das «letras de canções».
Letrista, somente; é o que diziam. Será.
À maneira dos trovadores medievais, dos menestréis dos condados, que divertiam o povo e zombavam dos senhores da guerra e do mando.
Mas a poesia de Ary dos Santos supera esses confins de desdenhosa fronteira: foi o que foi, é o que é.
E frequentemente; é poesia da melhor que produziu a nossa lírica.

Doente, limitado na vida de liberdade que sempre cultivara com grandeza e esmero, Ary dos Santos continuava a trabalhar.
Redigia um livro autobiográfico; «Estrada da Luz-Rua da Saudade», e preparava a edição de dois livros de versos, «Trinta e Cinco Sonetos» e «As Palavras das Cantigas».
Foram seiscentas, as letras para canções que Ary dos Santos compõs: renovou, discutiu, pôs em causa, fez aluir tabus, impôs uma nova visão e, um novo espelho da própria realidade portuguesa: Formou com Nuno Nazareth Fernandes e Fernando Tordo duas parcerias famosas: estes três homens deram uma volta importantíssima na assim chamada «canção ligeira» e ensinaram-nos uma nova maneira de ouvir sons portugueses com o idioma português.

Esteve em todas, o José Carlos Ary dos Santos.
Com o irrespeito que lhe era natural; com a irreverência que lhe era comum, com a figura impositiva, imponente, rara.
Declamou poemas seus e de outros grandes poetas portugueses em celeiros, estábulos, .palanques improvisados, estádios, clubes e colectividades populares; ao ar livre; no tablado dos teatros e no chão rijo das eiras alentejanas.
Cantou a Reforma Agrária, cantou o malho e a bigorna, a Liberdade. Cantou-nos. Cantou Abril, cantou Abril! Engrandeceu-nos e melhorou-nos como seres humanos. Militante do Partido Comunista Português, nunca foi um espectador passivo ou pacificado dos acontecimentos que fizeram a nossa História próxima recente.
A maneira dos grandes poetas portugueses que, ao longo do passado colectivo, com frequência encarnaram o próprio corpo da Nação esquecida, humilhada e ferida, Ary dos Santos foi a cólera, a imprecação, o protesto: Disse português em Portugal e no estrangeiro.
Disse que estávamos vivos, que éramos pessoas, que estávamos aqui e aqui continuaríamos.
Disse que pertencíamos a uma raça de homens livres e indomáveis, que livre e indomavelmente havia caminhado pelo Mundo, rasgando os sulcos de outras pátrias.
Disse isto e muito mais. Não parava. Nunca parou. Não há memória de o Ary vez alguma ter parado. A não ser agora: por motivos de força maior...»

Texto do jornalista Baptista Bastos
publicado no «Diário Popular» de 19 de Janeiro de 1984

Posts relacionados:
http://ogalodebarcelosaopoder.blogspot.com/2008/09/auto-retrato-ary-dos-santos.html http://ogalodebarcelosaopoder.blogspot.com/2008/10/poeta-castrado-no-ary-dos-santos.html
http://ogalodebarcelosaopoder.blogspot.com/2009/05/cavalo-solta-arytordo.html

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Barack Obama é o novo Prémio Nobel da Paz


Barack Obama, recebeu hoje o Prémio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos".
"O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do comité, Thorbjoern Jagland.
O Nobel será entregue em Oslo a 10 de Dezembro, data da morte do seu fundador, o industrial e fiplantropo sueco Alfred Nobel.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mahatma Gandhi - 140 anos

Mahatma Gandhi
2 de Outubro de 1969 / 2 de Outubro de 2009

Post relacionado:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A morte do último dos irmãos Kennedy

Morreu esta madrugada Edward M. Kennedy, senador pelo Estado do Massachusetts e irmão mais novo de John Kennedy, o Presidente assassinado em 1963, e Robert Kennedy, assassinado em 1968 durante a campanha eleitoral para a Presidência dos Estados Unidos.

Acaba assim a saga dos Kennedy Brothers, que ocuparam os mais altos lugares da hierarquia política norte-americana, rodeados de escândalos sexuais, envolvendo estrelas como Marylin Monroe, o nunca esclarecido suicídio desta, um acidente mortal com fuga do local, que afastou, depois disso, Ted de qualquer corrida presidencial, assassinatos com duvidosos culpados, viúvas inconsoláveis casadas com gregos milionários, a morte num desastre de avião do descendente mais carismático, o casamento de uma sobrinha com uma estrela hollywoodesca, muito luxo e charme, beleza e um lado escondido, mais obscuro.

Edward Kennedy contava 77 anos e morreu com um cancro no cérebro.

domingo, 9 de agosto de 2009

"Quando eu cheguei lá acima, o Céu inda estava fechado e eu perguntei a uma velhota que estava a vender castanhas à porta do Céu..."

Era assim que podia começar um dos inimitáveis monólogos com que o nosso Solnado nos fez rir, sorrir e pensar.
Muito antes da febre da stand up comedy já ele a praticava com uma inteligência aliada a muita timidez e ternura, o que originava uma mistura única.
Bastava ele entrar, sentar-se numa qualquer cadeira, abanar as curtas pernas e dizer, na sua forma meio gaguejada: "Podió chamá-lo...?"e logo toda a plateia se desmanchava em ondas de riso e boa disposição.
Mas, não se pode reduzir o Raul Solnado aos seus monólogos. Existe, ainda, o Solnado do Zip Zip, formando uma trilogia com o Carlos Cruz e o Fialho Gouveia, e criando um dos mais importantes programas da Televisão portuguesa, o Solnado do Teatro, o Solnado do concurso ""A Cornélia", o Solnado criador do Teatro Villaret, o Solnado do Cinema, com algumas excelentes criações, o Solnado fundador da Casa do Artista, etc, etc...
Para quem gostar de biografias mais convencionais aqui fica a sua.
Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929.
Entrou no mundo do teatro em 1947, enquanto actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul.
Mais tarde, em 1952, profissionalizou-se e começou a construir uma carreira como artista de variedades e teatral, não pondo de lado a sua via humorística na rádio e na música.
Em 1960 adapta para português um sketch do espanhol Miguel Gila - "A Guerra de 1908" - e, em Outubro de 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória.
A edição em disco deste texto, juntamente com outro muito popular - "A história da minha vida", bate todos os recordes de vendas.
A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".
A RTP preparava o regresso do actor e humorista à televisão, num programa ao lado de Bruno Nogueira, sobre 50 anos de humor em Portugal.
Pelo seu contributo, Raul Solnado recebeu, a 10 de Junho de 2004, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Até à sua morte foi director da Casa do Artista, em Lisboa, instituição que fundou em 1999 juntamente com outros actores.

Ao "Galo"só resta terminar com uma frase do próprio Raul Solnado.
"...Existem dois tipos de discursos, os curtos - Obrigado- e os compridos - Muito obrigado !"
Muito Obrigado, Raúl !!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Amelia Earhart - First Lady of Flight

Amelia Mary Earhart nasceu a 24 de Julho de 1897 em Atchison, no Estado norte americano do Kansas, e considerada desaparecida, quarenta anos depois, a 2 de Julho de 1937.
Considerada muito avançada para a sua época, foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, para além de autora e defensora dos direitos das mulheres.
Earhart foi a primeira mulher a ser condecorada com a The Distinguished Flying Cross”, devido ao facto de ter sido a primeira aviadora a cruzar sozinha o Oceano Atlântico.
A Rainha do Ar, como também era conhecida, com seu look andrógino, mas feminino, deixou também, no campo da imagem, uma marca para a História.
As suas jaquetas de couro, as célebres gravatas e foulards de seda, as calças estreitas de cintura alta e os práticos macacões serão peças chave na Moda do próximo inverno.
Jean Paul Gaultier redescobriu os seus trench coats oversize, os confortáveis blusões e os chapéus de piloto... e transformou-os em peças de luxo para sua coleção Fall Winter 09 da Hermés.










Diversos foram os livros que publicou
narrando as sua experiências de vôo,
assim como muitas são, igualmente,
as biografias escritas a seu respeito.












A vida, aventura e luta pelos direitos da Mulher desta aviadora alimentaram,
desde sempre, o imaginário norte-americano.
Com a sua figura esguia, e modos delicados, ela tornou-se um símbolo para todas as jovens mulheres americanas, que gostavam de copiá-la.
As histórias e lendas em torno de Amelia Earhart estão tão enraízadas na psique americana que, por vezes, há a sensação de que ela é uma ficção, maior do que todos os mitos daquele país.
Há pouco mais de 70 anos, Amelia desaparecia no Pacífico Sul e tornar-se-ia um dos maiores mistérios da História da Aviação.

















Há pouco tempo, foram divulgados os diários de um repórter da Associated Press que havia sido contratado para relatar a última viagem de Amélia.
Um texto das anotações dava conta que o Electra KHAQQ, uma versão do belo bimotor metalizado Lockheed L-10, adaptado para este fim, havia deixado Natal, no Rio Grande do Norte, em 7 de Junho de 1937 sob uma chuva fina, em direcção a Dakar no Senegal,
etapa seguinte da sua Volta ao Mundo.
Ao despedir-se do Brasil, ela declarou: “Está tudo bem”.
Mas nem tudo estava bem.
Ao sobrevoar as Ilhas Nukumanu, Amélia Earhart cessou os contactos.












Várias têm sido as homenagens do Cinema e da Televisão a esta figura que alimenta o Romantismo e desejo de Aventuras que existem em todos nós.
O Filme The Final Flight com Diane Keaton e Rutger Hauer, realizado por Bruce Dern, ou a nova produção com Hillary Swank, na protagonista, são disso exemplo.
Inúmeras séries de televisão abordaram, de modo mais ou menos fantasioso, o mito do seu desaparecimento, englobando, por vezes, fantasiosos extra terrestres.

Como ícon incontestado do sec.XX, pelo seu trabalho na História da Aviação e, igualmente, na Defesa dos Direitos das Mulheres, Amélia Earhart, merece bem o seu lugar entre as muitas Mulheres a que o "Galo" baixa a crista.
Dedicado à Moira de Trabalho

domingo, 31 de maio de 2009

4 Vidas = 4 Filmes

Frank Sinatra
Di Caprio e Johny Depp são os dois nomes mais falados
para protagonizarem esta película, de Martin Scorcese,
acerca do grande crooner norte americano.

Martin Luther King

O talento de Steven Spielberg, já amplamente demonstrado,

ao serviço de um dos homens mais importantes

da História Contemporânea.

A biografia filmada do autor de I Have a dream.

Steve McQueen
Um dos actores mais cool do presente, Brad Pitt,
vai fazer o papel do eterno Mr.Cool Steve McQueen,
dos inesquecíveis Bullit ou The Thomas Crown Affair.
Salvador Dali
Em Alicante, já começaram as filmagens da vida
deste, tão genial como louco. pintor espanhol.
Outro espanhol, António Banderas,
contracena com Catherine Zeta-Jones, que faz de Gala ,
a musa do artista, sob a direcção de Simon West.