terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os Kennedy no Reino de Camelot

Nem o escritor mais criativo, nem o argumentista mais fantasioso, conseguiriam inventar uma história como a do Clã Kennedy .Um enredo onde Dinheiro, Poder, Beleza, Sexo e Morte se misturam, e onde as personagens são um Presidente americano, um rico Armador grego, a Estrela de Cinema mais famosa da época,um irmão do Presidente, Ministro, e outro Senador, uma Primeira Dama símbolo de Elegância, um cunhado de Hollywood, a maior Diva da Ópera de sempre, um herdeiro considerado o Homem mais Sexy da América, assassinatos misteriosos, mortes por afogamento ou por queda de avião, enfim um catálogo completo e variado que daria para imensos Filmes, Romances e outras Obras de Ficção.


































































Mas a saga da família Kennedy é tudo menos ficção.
John Kennedy, o Presidente mais querido de todos os Americanos, acabaria
assassinado em Dallas e o mesmo fim
teria o seu irmão Robert, anos depois.
A viúva do primeiro, a bela e sofisticada Jacqueline Lee Bouvier, rica aristocrata, educada em Vassar e Debutante do Ano, viria a casar com um milionário grego, o sinistro Aristoteles Onassis, conhecido pelo seu caso extraconjugal
com a temperamental Maria Callas.
Entretanto, Marylin Monroe,
uma das estrelas mais sensuais do Cinema,
depois de um caso tórrido com o Presidente,
e dizem com o irmão deste, seria encontrada morta,
em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas.
Ted Kennedy , o irmão mais novo e patinho feio da família,
participaria num acidente, em Chappaquiddick,
onde Mary Jo, membro do seu staff,
morreu afogada , pondo-se ele em fuga,
o que lhe cortou qualquer veleidade,
que pudesse ter, de concorrer à Casa Branca.
Por fim John-John, o atraente filho de JFK,
considerado o homem mais sensual do planeta,
viria a morrer ,após o desaparecimento
do avião que ele próprio pilotava.
...Realmente, com Realidades destas quem quer saber de Ficções?!??

Jack Kerouac, símbolo da Geração Beat

De seu nome de nascimento, Jean-Louis Kerouac, franco-americano de Massachusetts, Jack Kerouac viria a escrever a sua obra-prima On the Road, em apenas três semanas, tornando-a a Bíblia dos Beatniks.
Lutando contra o American Way of Life, estes defendiam a busca de uma vida com acção e liberdade de pensar, em contraste com a sociedade morna em que viviam os seus pais e muitos dos elementos da sua idade.
A amizade de Kerouac com o escritor William Burroughs e com o poeta Allen Ginsberg, que juntamente com ele se tornariam os três nomes mais importante da Geração Beat, pô-lo-ia em contacto com as obras de Kafka, Céline, Spengler ou Wilhelm Reich, que muito viriam a influenciar a sua escrita.
Também Neal Cassidy, o principal companheiro das frequentes e prolongadas viagens que fez, teria uma importância nos seus livros, principalmente no On the Road, onde o protagonista é inspirado nele.
"Sempre considerei que escrever fosse o meu dever na Terra" afirmou o tímido Jack Kerouac que, sob a capa de um marginal, duro e revoltado, era uma pessoa extremamente sensível com dificuldade em lidar com a fama que lhe adveio, depois de durante sete anos ver recusada a publicação do seu livro, aquando da edição do mesmo.
Tendo, durante sete anos percorrido a célebre Estrada 66, e escrito outras obras como O subterrâneo,Desolate Angels ou The Town and the City, Kerouac viria a tornar-se budista e a viver longos períodos de isolamento e meditação.
"Jesus era um estranho vagabundo que caminhava sobre a água" é mais uma frase sua, com que terminamos este pequeno apontamento.





CROMOS







Eu sei que os Homens não se medem aos palmos....
mas que é difícil ser um pequeno Líder lá isso é !!!
Enviado por José Pedro Guedes

Quem é que sabe o que é o Hip Hop?

Muitos responderão, certamente, que Hip Hop é um tipo de Música, geralmente cantado por grupos de negros norte-americanos...ERRADO!!!
Não fiquem tristes, porque eu também diria o mesmo antes de ter feito um curso intensivo com o meu filho Rodrigo.
O Hip Hop é um estilo de vida, uma forma cultural urbana, que engloba vária áreas, criado para incentivar a competição entre os jovens de uma forma saudável, afastando-os das drogas e da violência gratuita.
Foi em Bronx, um dos bairros pobres de New York, que Kool Herc, habitualmente considerado o Pai do Hip Hop, lançou as bases do que viria a ser um Movimento com várias frentes - Rap ( aí sim, entra a Música), DJ's, Break Dance e Graffiti.


Muitos dos jovens envolvidos nesse projecto viriam a sobressair nas diversas áreas como os rappers 50 cent, Eminem, TuPac, Snoop Dog, Dr.Dre ou, em Portugal, o nosso Sam the Kid .










Só o grupo referido, movimenta milhões
em discos, espectáculos
e produtos de merchandising associados,
já que esta maneira de estar na vida,
obriga a uma determinada forma de vestir,
de calçar, dos chapéus aos adereços
que, muitos deles, acabam por ter a assinatura 50 cent,
ou de algum dos seus colegas.









Também nas áreas dos DJ's, Break Dance e Graffiti surgiram nomes e obras de referência mas tenho que ir fazer outro Curso com os meus filhos, e volto já!





















...Ganda barra, Meu!!!
Bué da fixe ...




Leo, O Rei da Relva


Odeio gatos !!!
Tenho alergia ao pelo dos ditos,
detesto o cheiro dos bichanos.
Não gosto do aspecto sedoso, do ronronar,
quando se espreguiçam,
enfim, abomino essas criaturas.
Angorás ou siameses, castrados ou predadores, esqueléticos ou anafados,
pertencem todos ao capítulo,
vasto, muito vasto mesmo,
dos meus ódios de estimação.
Aliás dos felinos, só começo mesmo a gostar
quando chegamos a um Tigre de Bengala,
a uma Pantera Negra, a um, vá lá , Leopardo.
E isso porquê?
Porque, em menos de uma penada,
qualquer um deles,
dava cabo de uma dúzia de tarecos
iguais a este, aqui em cima.
A foto do Leo foi enviada pela Contessa,
minha Amiga do peito

Postais de Luanda 1


"Da janela do gabinete onde tenho o meu posto de trabalho (que ainda partilho com outros; o meu escritório só estará pronto em Janeiro (espero!)) tenho uma vista bastante abrangente da cidade de Luanda. É um 13º andar, a janela está virada a norte.
Consigo ver uma boa parte da baía e da avenida marginal, e também grande parte da cidade alta até ao antigo liceu Salvador Correia.
Mas do que vos quero falar é do que vejo no prédio mesmo ao lado. Quase ao mesmo nível, deve ser também o equivalente a um 13º andar, existe um anexo onde vive um rapaz que não deve ter mais de 25 anos, com uma perna amputada.
Vejo-o todos os dias, praticamente a todas as horas. Ele vive no último vão das escadas de serviço do prédio e passa o tempo ao ar livre num patamar exterior, saltitando de um lado para o outro, pois não deve ter sequer uma prótese.
Estou aqui há mais de um mês e imagino que nunca terá descido à rua, de vez em quando vejo uma mulher, não todos os dias, provavelmente vem trazer-lhe comida. Vejo a roupa a secar e um bidon que deve ter água.
Este prédio é um dos muitos ainda construídos no tempo colonial e que estão ocupados, mas sem o mínimo de infraestruturas a funcionar, completamente degradados. E há bastantes prédios assim na cidade. Este tem os anúncios da publicidade de há 40 anos (Hanomag era uma marca de camiões que já não existe), os elevadores há muito deixaram de funcionar.
Logo a seguir pode-se ver o novo edifício da Sonangol, não fica atrás de nenhum edifício de escritórios da Europa, com 5 andares de estacionamento e que tem no topo uma cúpula com animação multimédia à noite!
São os contrastes que se encontram a cada esquina!"
Enviado por Pirulito 142 ( Our man in Angola)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Poeta castrado não! - Ary dos Santos

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa
- mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal
- mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

José Carlos Ary dos Santos

O Pessimismo Nacional

Os Portugueses são Pessimistas.
Compreendo que esta afirmação já é, por si própria,
um pouco pessimista.
Mas verdadeira.
Experimentem perguntar a uma pessoa, melhor dizendo,
a um Português como é que vai a vida:
"-Mais ou menos" será a resposta,
e agora, pela saúde :"-Vai-se andando ".
É claro que estas respostas podem ser permutáveis entre si,
ou terem cambiantes várias "-Antes assim que pior!"
é a menos pessimista
"-Só a mim é que isto acontece"," -Tem vindo sempre a piorar",
e "-Isto está pela hora da Morte!"as mais radicais.
Agora investiguem a opinião dos Portugueses
acerca dos nossos Políticos
"- São todos iguais"na versão soft ou "- É tudo a mesma m..."
na versão hard
serão as respostas mais prováveis.
As férias "passaram-se...", a refeição "...come-se".
Depois há as respostas sensoriais "-Não me cheira...",
"- Não vejo como será possivel..."
"-Tenho o feeling que..."e segue-se a calamidade.
Até depois, somos pessimistas retroactivos"-Eu já sabia..."
ou, então, "-Não te tinha dito?","-Eu bem te avisei, não foi?"
Nós, Portugueses, só somos Optimistas numa coisa - no Futebol
Futebol, no particular, e Desporto, no geral.
Vamos ser Campeões do Mundo, da Europa, de tudo o que se mexe.
Vamos bater recordes, ganhar Medalhas Olímpicas,
uma loucura nunca vista.
Nesses casos, ao perdermos, a culpa é do vento, do frio, do árbitro,
do treinador, dos adversários, das politiquices.
Mas logo de seguida voltamos à mesma cepa torta
"-Tinha que ser...",
"...com a nossa sorte!", "-Estava escrito...".
Realmente, Nós somos muito Pessimistas
"...mas, também, com o nosso Azar!".

Bonanza- Ben Cartwright&Sons

Ainda se lembram da música?Taran taran, taran taran... e depois aparecia o mapa da fazenda Ponderosa, e a família Cartwright enchia o ecrán do televisor, parava os cavalos e lá ficavam os quatro ( sem contar com os cavalos!) a olhar para nós, com as suas expressões próprias.

O Pai, sério e responsável-pudera, ter que tomar conta daqueles três matulões sem nenhuma mulher no Rancho, só com a ajuda de Hop Sing, o cozinheiro chinês-com fartas patilhas brancas e uma voz baixa e cava era interpretado por Lorne Greene, artista canadiano.
Adam era o filho mais velho, Pernell Roberts, o nome do actor, e também o mais profundo e problemático.
Abandonou a série ao fim de seis anos e os argumentistas viram-se em palpos de aranha para explicar as suas ausências.

Hoss Cartwright, o filho do meio, sem dever muito à inteligência, mas doce e de bom fundo.
Dan Blocker era quem lhe dava vida,
num registo caricatural, bem aceite pelos telespectadores.




Little Joe, o mais novo, era a figura mais popular da série.
Irequieto, malandro e sempre a preparar partidas que, muitas vezes, tinham o seu irmão Hoss como vítima.
Acabou por ser ele a realizar os últimos episódios da série e depois continuaria, na senda do êxito, com Little House on the Prairie.



Bonanza era muito mais do que apenas um western, numa época em que estes abundavam no Cinema e na Televisão. Era uma elegia à amizade masculina, aos valores da hospitalidade, da camaradagem e da defesa dos fracos, mas tudo impregnado de muita ironia e cumplicidade com o espectador.
...Já se estão a lembrar da música ? Taran taran, taran taran...

O Tio Patinhas

Durante anos, sempre que manifestava o meu interesse por Banda Desenhada, o comentário mais habitual que ouvia era "Ah, gostas de ler Os Patinhas?!?". Isto, enquanto me passavam um atestado imediato de menoridade intelectual e me mediam de alto a baixo, com ar depreciativo.



Realmente, terei lido alguns Almanaques do Patinhas( como o Carlos Tê diz na canção)
quando tinha seis ou sete anos,
mas, para muitos,
BD ainda é só
Patinhas, Asterix, Tintin
e pouco mais.







De qualquer modo, como sou bom desportista (...e modesto, como podem comprovar!) aqui fica, no"Galo", uma pequena referência a este patriarca, natural de Patópolis, com um sobrinho célebre, Donald, três sobrinhos-netos, Huguinho, Zézinho e Luisinho e muito dinheiro guardado na sua, sui generis, caixa-forte.






Uncle Scroogle, Patinhas McPato ou Tio Patinhas foi criado por Carl Barks, um desenhador da Disney Productions,em 1947, e é um homem de negócios, caçador de tesouros, de temperamento explosivo e moral, digamos, elástica.




Pelo meio das suas aventuras para além dos diversos sobrinhos de que já falámos, aparece com menos frequência Gastão, o Sortudo,
a apatetada Margarida (não é piada, Guidinha!) ou Daisy, o Professol Pardal e as suas mirabolantes invenções e last but not least, os desajeitados Irmãos Metralhas, que nunca conseguem o seu fito máximo - assaltar a caixa-forte do Tio Patinhas, e roubar-lhe a fortuna.








E você, também " ...gosta dos Patinhas?".

Profissionalismo


Antes do precalço,
aquele homem
fora um excelente electricista.
Por isso, deram-lhe ferramentas
e pediram-lhe que solucionasse
a avaria eléctrica.
O homem investigou
com o busca-polos.
Desapertou
com a chave de parafusos.
Cortou com a tesoura,
de bicos curvos.
Ligou os fios. Isolou com fita.
Uniu. Verificou.
A instalação estava impecável !!!
Só então os guardas, pegaram nele, de novo,
e sentaram-no na Cadeira Eléctrica.

André Carrilho - Caricatura de Génio(s)






































Genialidade é uma palavra que se deve usar com parcimónia, mas que se aplica inteiramente a André Carrilho, que com apenas 34 anos, já ascendeu ao Olimpo dos Ilustradores Mundiais.
Os seus Retratos, ou Caricaturas se preferirem, dos Grandes da Política, da Música, do Cinema, das Artes em geral, podem ver-se em imensas publicações nacionais mas, também, nos prestigiados The Independent, El Mundo, Vanity Fair ou The New York Times.
Aqui fica a homenagem do"Galo" aos jovens que, como o André, vencedor do Gold Award for Illustrator's Portofolio da Society for News Design (EUA), procuram a excelência nas diversas áreas de actividades onde actuam.