...Mas a 'Queen' ainda está aqui para as curvas !!!
Enviado pela Quimera
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Amor é...chega ao fim !
Como por estes lados ' o prometido é devido' vamos passar à fase final de O Amor é...
Mais para o lado do flop do que sucesso, esta foi a iniciativa do "Galo" que menos adesão conseguiu, com apenas doze contos enviados.
O passo seguinte será que os diversos autores (Alcoviteira, Santa Ignorância, Isabel Calçada, Maria, Semprepinta, Don Quixote, Meninadoceucorderosa, Santa Paciência, Chata Borralheira, Romeu Capelo e J.F.Pinkerton) voltem a ler os textos deste tag ( basta ir à base do blog e clicar em 'O Amor é...') e escolham os três preferidos, classificando-os de 1º a 3º.
Enviem-me essa classificação directamente para o meu mail jv@lunebleu.pt , para eu, no próximo Dia dos Namorados, anunciar os premiados.
Apenas os autores que tenham enviado textos têm direito a voto, como estabelece o regulamento inicial e, mesmo que tenham utilizado vários nicknames, ou enviado vários contos, só poderão votar uma vez.
Os autores não podem votar nos seus próprios textos.
Só serão considerados os votos recebidos até à próxima 5ª feira.
Mais para o lado do flop do que sucesso, esta foi a iniciativa do "Galo" que menos adesão conseguiu, com apenas doze contos enviados.
O passo seguinte será que os diversos autores (Alcoviteira, Santa Ignorância, Isabel Calçada, Maria, Semprepinta, Don Quixote, Meninadoceucorderosa, Santa Paciência, Chata Borralheira, Romeu Capelo e J.F.Pinkerton) voltem a ler os textos deste tag ( basta ir à base do blog e clicar em 'O Amor é...') e escolham os três preferidos, classificando-os de 1º a 3º.
Enviem-me essa classificação directamente para o meu mail jv@lunebleu.pt , para eu, no próximo Dia dos Namorados, anunciar os premiados.
Apenas os autores que tenham enviado textos têm direito a voto, como estabelece o regulamento inicial e, mesmo que tenham utilizado vários nicknames, ou enviado vários contos, só poderão votar uma vez.
Os autores não podem votar nos seus próprios textos.
Só serão considerados os votos recebidos até à próxima 5ª feira.
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O Amor é...
XXIV - O inventor do pára-raios
O tema para a reunião era Benjamim Franklin, segundo me foi indicado pelo Comendador.
Cada um poderia optar por ir vestido à época, ou não, como era o caso da maior parte dos presentes, ou levar qualquer elemento que estivesse relacionado com o personagem.
O meu quase total desconhecimento de dados biográficos, alusivos ao ilustre americano, tinha-me feito ir consultar a Internet.
As primeiras informações foram as seguintes:
“…Benjamin Franklin (Boston, 17 de Janeiro de 1706 — Filadélfia, 17 de Abril de 1790) foi um jornalista, editor, autor, maçom, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e xadrezista americano.
Foi um dos líderes da Revolução Americana, conhecido pelas suas citações e experiências com a electricidade.
Religioso, calvinista, é ao mesmo tempo uma figura representativa do iluminismo. Correspondeu-se com membros da sociedade lunar e foi eleito membro da Royal Society. Em 1771, Franklin tornou-se o primeiro Postmaster General (ministro dos correios) dos Estados Unidos…”
Eliminando palavras como jornalista, editor, autor, funcionário público, cientista, inventor, religioso, calvinista, filantropo, abolicionista, xadrezista ou ministro dos correios, sobravam maçom, iluminismo ou sociedade lunar…
De todas elas, será a maçonaria, apesar do secretismo que a envolve, a mais conhecida do público, como sendo uma associação universal que cultiva a filantropia, a justiça social e valores como a liberdade, a democracia e a igualdade.
O iluminismo, pelo seu lado, sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas, intelectuais e religiosas, com grandes nomes no seu passado como Voltaire, Rousseau ou Kant.
Por fim, a Sociedade Lunar, inicialmente conhecida como Círculo Lunar, era um clube de discussão e uma sociedade científica, em que os membros se reuniam em períodos de lua cheia, quando a maior luminosidade tornava o regresso a casa mais fácil e seguro, nos tempos em que ainda não existia iluminação pública.
Comum aos três conceitos, tínhamos o sentido de clube mais ou menos secreto, com membros poderosos e com fins, pretensamente, nobres.
Eu inclinava-me mais para a Sociedade Lunar até porque o dia da reunião calhava em cheio numa noite de Lua Cheia, mas com a frieza de raciocínio que lhe era peculiar, a Cristina adiantou que duas noites de lua cheia, no mesmo mês, eram uma raridade, e quase todos os meses, com excepção de Janeiro , iriam ter duas reuniões…
Aí foi a minha vez de brilhar.
Quando existe uma segunda Lua Cheia, num mês em que já houve uma, esta segunda recebe o nome de Blue Moon…
Ora, a senha de entrada na reunião onde nos encontrávamos e que o Comendador nos fornecera, fora, precisamente “ Now I’m no longer alone…”um dos versos do refrão da célebre canção celebrizada por Elvis Presley, Frank Sinatra, Bob Dylan, Billie Holiday, Dean Martin e muitos outros intérpretes.
Aliás à nossa chegada ao casarão rosa, elegantemente vestidos e com um papagaio de papel na mão ( a nossa homenagem ao velho Benjamim…) eu não resistira a cantarolar aos dois gigantescos porteiros/seguranças que junto à imponente entrada, nos exigiam a senha ”Blue Moon, now I’m no longer alone...” acrescentando”…without a dream im my heart, without a love of my own”.
O olhar que os dois mastodontes me lançaram, fez-me meter a viola no saco e entrar para a maior aglomeração de gente famosa que alguma vez me fora dado encontrar.
Sem ser, propriamente, famoso, era agora um dos participantes da festa, encontrado, depois de anos sem saber nada dele, há pouco mais de 24 horas, que avançava para mim, de braços abertos.
“ Ó pah, o que é que um gajú como tu fax numa reunião que é uma ganda nóia, uma m#$%&a man? Não devias ter posto cá os butes, moço. Just my friggin’ two cents…”
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A Amante Misteriosa
A Capa do Dia
Os papéis que nós fazemos:
Inquérito à compra da TVI não avança já, papel de parvo...
Duplica discriminação feminina no trabalho, papel de macho...
Fundo de pensões militares sem verbas após Maio, papel de pobrezinho...
Secreta espanhola em Portugal à procura da ETA sem SIS saber, papel de corno...
Inquérito à compra da TVI não avança já, papel de parvo...
Duplica discriminação feminina no trabalho, papel de macho...
Fundo de pensões militares sem verbas após Maio, papel de pobrezinho...
Secreta espanhola em Portugal à procura da ETA sem SIS saber, papel de corno...
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1ª Página
Imagine(m) - Mário Crespo
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo
Enviado por Contessa
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Crónicas dos Bons Malandros,
Divagando se vai Longe
O valioso tempo dos Maduros - Mário de Andrade
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade
Enviado por Contessa
daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver
ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade
Enviado por Contessa
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O Poeta é um Fingidor,
Olhares do Brasil
domingo, 7 de fevereiro de 2010
E pensar que já tive uma 'paixoneta' por esta mulher...
Scarlett Johanssen com um vestido que nenhuma das minha 'Tias solteironas' teria a coragem de usar?
Para além, de estar a meter os pés para dentro, e de eu nunca ter tido uma 'tia solteirona', isto não se faz a quem já ficou em 'estado de choque' ao vê-la no Lost in Translation, no Match Point, na Rapariga com pérola, e por aí fora...
O Amor é mesmo eterno...até ver uma fotografia destas !!!
Para além, de estar a meter os pés para dentro, e de eu nunca ter tido uma 'tia solteirona', isto não se faz a quem já ficou em 'estado de choque' ao vê-la no Lost in Translation, no Match Point, na Rapariga com pérola, e por aí fora...
O Amor é mesmo eterno...até ver uma fotografia destas !!!
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Femmes Fatales
And the Winners are...
OSCARS DE 2010
A seguir, enumeramos os nomeados para os Oscars de 2010, referentes aos filmes estreados em 2009. A cerimónia decorrerá, como é habitual, no Kodak Theatre em Hollywood, no dia 7 de Março.
Gostávamos que nos dessem os vossos palpites em, pelo menos, cinco categorias.
Se alguém acertar a 100% o "Galo" terá muito prazer em lhe oferecer dois Bilhetes de Cinema para o Melhor Filme...
MELHOR FILME
Avatar
The Blind Side
Distrito 9
An Education
Estado de Guerra
Sacanas Sem Lei
Precious
A Serious Man
Up - Altamente!
Nas Nuvens
MELHOR REALIZADOR
Kathryn Bigelow
James Cameron
Quentin Tarantino
Lee Daniels
Jason Reitman
MELHOR ACTOR
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Nas Nuvens
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - Estado de Guerra
MELHOR ACTRIZ
Sandra Bullock - The Blind Side
Helen Mirren - A Última Estação
Carey Mulligan - An Education
Gabourey Sidibe - Precious
Meryl Streep - Julie e Júlia
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Matt Damon - Invictus
Woody Harrelson - The Messenger
Christopher Plummer - A Última Estação
Stanley Tucci - Visto do Céu
Christoph Waltz - Sacanas Sem Lei
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Penelope Cruz – Nove
Vera Farmiga - Nas Nuvens
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart
Anna Kendrick - Nas Nuvens
Monique - Precious
MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Mark Boal - Estado de Guerra
Quentino Tarantino - Sacanas Sem Lei
Alessandro Camon & Oren Moverman - The Messenger
Joel & Ethan Coen - A Serious Man
Peter Docter, Bob Peterson, Tom McCarthy - Up-Altamente!
MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Neill Blomkamp & Terri Tatchell - Distrito 9
Nick Hornby - An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci & Tony Roche - In The Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner - Nas Nuvens
MELHOR FILME EM LINGUA NÃO INGLESA
Ajami - Israel
El Secretro de sus Ojo - Argentina
The Milk of Sorrow - Chile
O Profeta - França
O Laço Branco - Alemanha
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Coraline
O Fantástico Senhor Raposo
Princesa e o Sapo
The Secrets of Kells
Up - Altamente!
MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA
"Avatar" - Rick Carter and Robert Stromberg; Set Decoration: Kim Sinclair
"Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo" - Dave Warren and Anastasia Masaro;
Set Decoration: Caroline Smith
"Nove" - John Myhre; Set Decoration: Gordon Sim
"Sherlock Holmes" - Sarah Greenwood; Set Decoration: Katie Spencer; Patrice Vermette;
Set Decoration: Maggie Gray
MELHOR FOTOGRAFIA
"Avatar” - Mauro Fiore
"Harry Potter e o Principe Misterioso" - Bruno Delbonnel
"Estado de Guerra" - Barry Ackroyd
"Sacanas Sem Lei" - Robert Richardson
"O Laço Branco" - Christian Berger
MELHOR GUARDA-ROUPA
"Bright Star" - Estrela Cintilante” Janet Patterson
"Coco before Chanel” Catherine Leterrier
"Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo" - Monique Prudhomme
"Nove" Colleen Atwood
"A Jovem Vitória” Sandy Powell
MELHOR DOCUMENTÁRIO
"Burma VJ" Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
"The Cove" Nominees to be determined
"Food, Inc." Robert Kenner and Elise Pearlstein
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers" Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
"Which Way Home" Rebecca Cammisa
MELHOR DOCUMENTÁRIO - CURTA-METRAGEM
“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province” Jon Alpert and Matthew O’Neill
“The Last Campaign of Governor Booth Gardner” Daniel Junge and Henry Ansbacher
“The Last Truck: Closing of a GM Plant” Steven Bognar and Julia Reichert
“Music by Prudence” Roger Ross Williams and Elinor Burkett
“Rabbit à la Berlin” Bartek Konopka and Anna Wydra
MELHOR MONTAGEM
“Avatar” Stephen Rivkin, John Refoua and James Cameron
“District 9” Julian Clarke
“The Hurt Locker” Bob Murawski and Chris Innis
“Inglourious Basterds” Sally Menke
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Joe Klotz
MELHOR MAQUILHAGEM
“Il Divo” Aldo Signoretti and Vittorio Sodano
"Star Trek” Barney Burman, Mindy Hall and Joel Harlow
“The Young Victoria” Jon Henry Gordon and Jenny Shircore
MELHOR BANDA SONORA
“Avatar” James Horner
“Fantastic Mr. Fox” Alexandre Desplat
“The Hurt Locker” Marco Beltrami and Buck Sanders
“Sherlock Holmes” Hans Zimmer
“Up” Michael Giacchino
MELHOR CANÇÃO
“Almost There” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Down in New Orleans” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Loin de Paname” from “Paris 36” Music by Reinhardt Wagner Lyric by Frank Thomas
“Take It All” from “Nine” Music and Lyric by Maury Yeston
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” from “Crazy Heart” Music and Lyric by Ryan Bingham and T Bone Burnett
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
“French Roast” Fabrice O. Joubert
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty” Nicky Phelan and Darragh O’Connell
“The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)” Javier Recio Gracia
“Logorama” Nicolas Schmerkin
“A Matter of Loaf and Death” Nick Park
MELHOR CURTA-METRAGEM EM IMAGEM REAL
“The Door” Juanita Wilson and James Flynn
“Instead of Abracadabra” Patrik Eklund and Mathias Fjellström
“Kavi” Gregg Helvey
“Miracle Fish” Luke Doolan and Drew Bailey
“The New Tenants” Joachim Back and Tivi Magnusson
MELHOR MONTAGEM SONORA
“Avatar” Christopher Boyes and Gwendolyn Yates Whittle
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson
“Inglourious Basterds” Wylie Stateman
“Star Trek” Mark Stoeckinger and Alan Rankin
“Up” Michael Silvers and Tom Myers
MELHOR SONOPLASTIA
“Avatar” Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson and Tony Johnson
"The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson and Ray Beckett
“Inglourious Basterds” Michael Minkler, Tony Lamberti and Mark Ulano
“Star Trek” Anna Behlmer, Andy Nelson and Peter J. Devlin
“Transformers: Revenge of the Fallen” Greg P. Russell, Gary Summers and Geoffrey Patterson
MELHORES EFEITOS VISUAIS
“Avatar” Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham and Andrew R. Jones
“District 9” Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros and Matt Aitken
“Star Trek” Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh and Burt Dalton.
And the Winner is...
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Filmes da Minha Vida
O Marisco do Povo - Bárbara Bettencourt
Já gostávamos dele quando era o ‘marisco do povo’, mas agora a ciência apoia a sua elevação ao estatuto de alimento saudável dando-nos boas razões para exigir a sua inclusão na nova roda dos alimentos.
O seu nome vem do árabe “al-turmus”, e é da família das favas e ervilhas. Fiel companheiro da cerveja, o tremoço é um verdadeiro petisco tradicional injustamente votado a alguma indiferença perante o carisma de uns pistácios ou até de uns amendoins.
Servido gratuitamente nas tascas e cervejarias - um pires por cada cerveja -, não é fácil encontrar nos cafés e esplanadas mais recentes, mas começa a ser reabilitado nalguns restaurantes que recuperam acepipes tradicionais e onde é possível degustá-lo condimentado das mais variadas várias formas: com salsa, vinagre e alho (na Taberna Ideal), marinados à moda da Madeira com pimentos, coentros e alho (o Madeirense no Parque das Nações) ou conjugados com azeitonas pretas e pickles (no Noobai).
A verdade é que o debicámos durante anos de forma displicente, pouco sabendo da sua história. Suspeitássemos nós que as propriedades nutricionais desta leguminosa (por que é de uma leguminosa que se trata) justificavam a sua inclusão na classe dos alimentos salvíficos e teríamos dado ao acto maior solenidade. Assim, permaneceu com o encanto das coisas simples.
É que nutricionalmente este modesto bago amarelo está quase ao nível de um bife. Tem três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca. E mais: é rico em fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, ferro, vitamina E e ómega 3. E ainda mais: o seu reduzido teor em amido converte-o num aliado nada desprezível no controlo dos níveis de açúcar no sangue e um óptimo companheiro das dietas. As suas propriedades cicatrizantes estimulam a renovação das células da pele...
Um verdadeiro elixir, em suma. Os egípcios deviam sabê-lo, consumiam a semente do tremoceiro há pelo menos três mil anos. Actualmente a Austrália é o maior produtor mundial. Além de Portugal, são também apreciados na América latina e nalguns países da bacia do Mediterrâneo.
Já se sabe que descobrir esse lugar mítico com a melhor cerveja e os melhores tremoços é tarefa de uma vida. Há quem nunca o encontre mas a busca em si já vale a pena. Além dos novos locais trendy que recuperam este acepipe, só mesmo as tascas e cervejarias mais underground é que mantêm a tradição. Nas petisqueiras da Morais Soares ou nas tascas do Cais do Sodré, em Lisboa, é certo que não lhe negarão um pires.
A Portugália e a Trindade são clássicos quase infalíveis, assim como o Eduardo das Conquilhas, na Parede, o Pinóquio, nos Restauradores, ou o Sem Palavras, na zona de Alvalade. Não descure a pesquisa em locais mais anónimos. Se nem tudo o que luz é tremoço, às vezes os mais frescos e estaladiços podem ser os que se ocultam em pires mais modestos.
Para ser comestível, o tremoço tem de ser cozido e demolhado em água salgada já que o grão seco é tóxico e contém vários alcalóides que lhe conferem um sabor amargo, como a lupanina, a anagirina ou a espartaína.
Menos conhecidas são suas propriedades como fertilizante. Recentemente uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia desenvolveu um fungicida natural a partir de uma proteína da flor do tremoço que pode ser usado em vinhas, por exemplo. Um autêntico adubo verde.
Da próxima vez que der por si a comer compulsivamente tremoços não culpe o seu temperamento aditivo. Há aqui mão da Nossa Senhora. Reza a lenda que o tremoço é culpado de boicotar a fuga da Sagrada Família, que não conseguiu disfarçar a sua passagem por um campo de tremoceiros maduros devido ao barulho que os ramos faziam ao serem pisados.
Que nunca matassem a fome a quem os comesse terá decretado a santa irritada. E talvez tenha resultado a maldição, para gáudio dos proprietários das tascas que os distribuem à meia dúzia em pires minúsculos, mas tal só contribui para elevar o mito.
De resto, em 2009 já teve honras de estrela na VI Feira do Tremoço, em Cantanhede. No Peru existe até uma associação internacional que se dedica, desde 1980,a representar os interesses do tremoço.
Por cá, fazemos a nossa parte:
é mais um pires para esta mesa sff!
Enviado pela Contessa
O seu nome vem do árabe “al-turmus”, e é da família das favas e ervilhas. Fiel companheiro da cerveja, o tremoço é um verdadeiro petisco tradicional injustamente votado a alguma indiferença perante o carisma de uns pistácios ou até de uns amendoins.
Servido gratuitamente nas tascas e cervejarias - um pires por cada cerveja -, não é fácil encontrar nos cafés e esplanadas mais recentes, mas começa a ser reabilitado nalguns restaurantes que recuperam acepipes tradicionais e onde é possível degustá-lo condimentado das mais variadas várias formas: com salsa, vinagre e alho (na Taberna Ideal), marinados à moda da Madeira com pimentos, coentros e alho (o Madeirense no Parque das Nações) ou conjugados com azeitonas pretas e pickles (no Noobai).
A verdade é que o debicámos durante anos de forma displicente, pouco sabendo da sua história. Suspeitássemos nós que as propriedades nutricionais desta leguminosa (por que é de uma leguminosa que se trata) justificavam a sua inclusão na classe dos alimentos salvíficos e teríamos dado ao acto maior solenidade. Assim, permaneceu com o encanto das coisas simples.
É que nutricionalmente este modesto bago amarelo está quase ao nível de um bife. Tem três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca. E mais: é rico em fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, ferro, vitamina E e ómega 3. E ainda mais: o seu reduzido teor em amido converte-o num aliado nada desprezível no controlo dos níveis de açúcar no sangue e um óptimo companheiro das dietas. As suas propriedades cicatrizantes estimulam a renovação das células da pele...
Um verdadeiro elixir, em suma. Os egípcios deviam sabê-lo, consumiam a semente do tremoceiro há pelo menos três mil anos. Actualmente a Austrália é o maior produtor mundial. Além de Portugal, são também apreciados na América latina e nalguns países da bacia do Mediterrâneo.
Já se sabe que descobrir esse lugar mítico com a melhor cerveja e os melhores tremoços é tarefa de uma vida. Há quem nunca o encontre mas a busca em si já vale a pena. Além dos novos locais trendy que recuperam este acepipe, só mesmo as tascas e cervejarias mais underground é que mantêm a tradição. Nas petisqueiras da Morais Soares ou nas tascas do Cais do Sodré, em Lisboa, é certo que não lhe negarão um pires.
A Portugália e a Trindade são clássicos quase infalíveis, assim como o Eduardo das Conquilhas, na Parede, o Pinóquio, nos Restauradores, ou o Sem Palavras, na zona de Alvalade. Não descure a pesquisa em locais mais anónimos. Se nem tudo o que luz é tremoço, às vezes os mais frescos e estaladiços podem ser os que se ocultam em pires mais modestos.
Para ser comestível, o tremoço tem de ser cozido e demolhado em água salgada já que o grão seco é tóxico e contém vários alcalóides que lhe conferem um sabor amargo, como a lupanina, a anagirina ou a espartaína.
Menos conhecidas são suas propriedades como fertilizante. Recentemente uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia desenvolveu um fungicida natural a partir de uma proteína da flor do tremoço que pode ser usado em vinhas, por exemplo. Um autêntico adubo verde.
Da próxima vez que der por si a comer compulsivamente tremoços não culpe o seu temperamento aditivo. Há aqui mão da Nossa Senhora. Reza a lenda que o tremoço é culpado de boicotar a fuga da Sagrada Família, que não conseguiu disfarçar a sua passagem por um campo de tremoceiros maduros devido ao barulho que os ramos faziam ao serem pisados.
Que nunca matassem a fome a quem os comesse terá decretado a santa irritada. E talvez tenha resultado a maldição, para gáudio dos proprietários das tascas que os distribuem à meia dúzia em pires minúsculos, mas tal só contribui para elevar o mito.
De resto, em 2009 já teve honras de estrela na VI Feira do Tremoço, em Cantanhede. No Peru existe até uma associação internacional que se dedica, desde 1980,a representar os interesses do tremoço.
Por cá, fazemos a nossa parte:
é mais um pires para esta mesa sff!
Enviado pela Contessa
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Fait Divers,
Prazeres da Mesa
Serão os Americanos (...mais) Estúpidos (...do que os outros)?
A Contessa enviou-nos este mail, e aqui está o link respectivo, mas sentir-me-ia mal comigo próprio se não acrescentasse as seguintes palavras - um vídeo como este poderia, com muita facilidade, ser feito em França, Reino Unido, Itália...ou Portugal
Nós, Europeus, gostamos de pensar que somos muito mais cultos, que temos muito mais mundo que os Americanos, o que, na minha opinião, não é necessariamente verdade.
No período em que vivi nos Estados Unidos conheci pessoas, e foram muitas, para quem as visitas semanais a Museus, a Galerias de Arte, a espectáculos de Dança, Ópera ou Teatro eram, certamente, muito mais habituais do que para a média dos nossos compatriotas.
Em todos os países, existem broncos ( ...e neste vídeo temos uma meia dúzia deles) mas, embora reconfortante para o nosso ego e para a nossa auto-estima, será bom não tomarmos a árvore pela floresta.
Just my two cents...como diz o nosso amigo.
Nós, Europeus, gostamos de pensar que somos muito mais cultos, que temos muito mais mundo que os Americanos, o que, na minha opinião, não é necessariamente verdade.
No período em que vivi nos Estados Unidos conheci pessoas, e foram muitas, para quem as visitas semanais a Museus, a Galerias de Arte, a espectáculos de Dança, Ópera ou Teatro eram, certamente, muito mais habituais do que para a média dos nossos compatriotas.
Em todos os países, existem broncos ( ...e neste vídeo temos uma meia dúzia deles) mas, embora reconfortante para o nosso ego e para a nossa auto-estima, será bom não tomarmos a árvore pela floresta.
Just my two cents...como diz o nosso amigo.
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Fotos do Mundo
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A Capa do Dia
" Há nervosismo a mais na AR e nos edifícios limítrofes", nada que não passe com um Valium...
Ministro admite desmantelar e vender CP, empresa à base de tranquilizantes...
Juiz diz que escutas não foram destruidas, mas que estimulante...
Professores vão custar este ano mais 420 milhões, preciso de um calmante...
Perícias da Justiça demoram eternidades, são muitos sedativos...
Ministro admite desmantelar e vender CP, empresa à base de tranquilizantes...
Juiz diz que escutas não foram destruidas, mas que estimulante...
Professores vão custar este ano mais 420 milhões, preciso de um calmante...
Perícias da Justiça demoram eternidades, são muitos sedativos...
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1ª Página
Mais um ano perdido - Miguel Sousa Tavares
Temos um bom ministro das Finanças e temos um mau Orçamento. É um Orçamento de nem carne nem peixe, mas a culpa não é de Teixeira dos Santos: é da conjuntura económica em que é feito e da cultura instalada de há muito nas finanças públicas. Por mais que todos os dias sejamos alertados para o descalabro da dívida pública acumulada e do défice orçamental, nas últimas semanas pudemos ouvir o Oeste a reclamar apoios financeiros por causa do vento, a Beira por causa da neve e até o Alentejo por causa da chuva. A Região Autónoma da Madeira reclama o direito a continuar a endividar-se, como sempre e como se nada fosse, e quer também receber 111 milhões de retroactivos que lhe não permitiram gastar no passado. A produtividade não cresce, as exportações estão afectadas pela crise nos mercados de destino, a competitividade da nossa economia é marginal e temos mais de meio milhão de desempregados. Mas as 'forças mortas' do país continuam a exigir o Estado-subsidiador, enquanto que as 'forças-vivas', também chamadas de 'iniciativa privada', continuam a exigir o Estado-contratador.
Ninguém vigia os gastos inexplicáveis do Estado, excepto o Tribunal de Contas, que não é respeitado; ninguém é responsabilizado por eles, ninguém se atreve a cortar de um lado para compensar os gastos excessivos no outro. Depois, restam as receitas fáceis: congelar salários, subir impostos aos que mais pagam, privatizar ao desbarato o que resta de património público. É difícil também sustentar o valor de exemplo ao não ceder os 111 milhões de euros a Jardim, quando só as Estradas de Portugal se dispuseram a pagar mais 500 milhões do que constava nos concursos públicos de adjudicação das novas auto-estradas - e ainda as obras não começaram! É difícil sustentar o aumento zero dos funcionários públicos (todavia, justificado), quando, com o aplauso ou o silêncio cúmplice de todos, a nova ministra da Educação acaba de garantir a paz no sector, cedendo tudo aos sindicatos: não só o fim da avaliação, como também um sistema de privilégio na ascensão na carreira que todos os outros sectores vão também, logicamente, passar a exigir para si.
Às vezes, de facto, é difícil acreditar na crise. Viram como o presidente da Caixa-Geral de Depósitos foi ao Parlamento explicar, descontraidamente, que o dinheiro injectado pelos contribuintes no BPN em nada afectou as contas da Caixa? (Para que se tenha uma ideia do que foi, basta lembrar que o primeiro-ministro do Haiti calculou em 7000 milhões de euros a quantia de que o país vai precisar para se reconstruir, nos próximos cinco anos. Quer dizer que, se não tivéssemos gasto 4,2 milhões no BPN, nós, sozinhos, poderíamos financiar 60% da reconstrução de um país de dez milhões de habitantes!). 5000 milhões irá custar o novo Aeroporto de Alcochete e, embora nos jurem que é uma parceria público-privada, sem custos à vista para o Estado, nós já conhecemos bem essa fábula e estamos fartos de saber que as parcerias público-privadas são uma fórmula do sistema 'goze agora e pague depois... mas mais caro'. Aliás, nem é verdade que o Estado não entre já com dinheiro para Alcochete: vai vender a ANA para pagar parte do custo, e a ANA é uma empresa pública rentável, que vai ser vendida barata e transformar-se num monopólio privado de exploração dos aeroportos nacionais. Aposto o que quiserem que, depois da privatização, viajar a partir dos nossos aeroportos vai ficar mais caro - como ficou mais cara a electricidade, o telefone fixo e tudo o que passa de monopólio público a monopólio privado (e ainda congeminam o supremo crime de privatizar a água!). Entretanto, enquanto não vende, o Estado vai tornando a ANA mais apetecível para quem lhe deitar a mão: nos últimos anos, a empresa investiu mil milhões de euros na modernização dos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro e vai investir ainda mais 400 milhões na Portela - um aeroporto destinado a fechar daqui a sete anos (fora os 150 milhões que vai custar levar o metro até lá). Com a privatização da ANA, a TAP irá à falência, como foi a Olimpic Airways graças ao novo aeroporto de Atenas: mas só irá à falência se for pública; porque, se já tiver sido privatizada (depois de recuperada e pagos pelo Estado os novos aviões), de certeza que a ANA não cobrará as mesmas taxas que cobra à TAP pública. É o mercado, meus senhores...
Sim, é difícil acreditar que estamos em crise. Não sei se repararam mas, segundo o Orçamento, vamos gastar mais 60% com o reequipamento das Forças Armadas, e não sei se repararam mas, discretamente, comprámos mais duas fragatas, desta vez em segunda mão, à Holanda. E para que servem as fragatas? Para treinar com os submarinos - que comprámos exactamente para treinarem com as fragatas. Porque, para tudo o resto que nos interessa na defesa das nossas duzentas milhas, as fragatas e os submarinos têm a mesma utilidade que teria uma metralhadora nas mãos de um pescador de sargos à linha. Mas isto é material sensível, tal como os aviões da Força Aérea os helicópteros Lynx, ou os novos carros de assalto Pandur. É uma coisa estranha, mas depois de comprados, constata-se que ou não voam porque não há pilotos ou peças sobresselentes, ou se afogam quando era suposto serem anfíbios, ou afinal não servem para as missões para que foram congeminados e adquiridos. Metade dos Pandur que comprámos há dois anos estão no estaleiro, incapazes de andarem, por misteriosas deficiências de fabrico. E os outros, afinal, não servem para os teatros de operações da NATO em que estamos envolvidos - Kosovo, Afeganistão ou Iraque. Servem para simular assaltos nas praias da Comporta. E vivam os velhos Chaimite, Puma e Aviocar, que tão bem continuam a servir as nossas Forças Armadas!
Visto que 2010 é um ano perdido em termos de mudança estrutural e política nas finanças públicas, deixo uma sugestão: que o Parlamento nomeie uma comissão dos seus melhores especialistas, que durante o ano inteiro trabalhará com o Governo e com os peritos necessários, para definir uma nova filosofia e uma nova atitude. O mandato da comissão deveria ser claro e inequívoco: primeiro, identificar o modelo de desenvolvimento que se quer para o país - quais os sectores onde investir e apoiar, quais os principais problemas e perigos que o país enfrenta e pode vir a enfrentar e quais os meios financeiros necessários para investir nessa aéreas; depois, identificar minuciosamente tudo o que são gastos supérfluos e esbanjamentos do Estado; definir um sistema de controlo prévio e punição posterior das derrapagens de custos não justificáveis; e, feita a limpeza da gordura inútil, tomar opções firmes - queremos investir na educação, cortamos nas obras públicas; queremos apoiar as exportações, cortamos nas despesas militares; queremos apostar na salvaguarda do património natural, cortamos no apoio ao turismo; queremos melhor saúde pública, cortamos nas reformas; queremos desporto escolar, desistimos do mundial de futebol. E por aí fora, estas ou outras opções, mas partindo de uma premissa que deve ser martelada na cabeça de todos os portugueses até que o entendam: somos um país pobre, com escassos recursos e um Estado que não tem dinheiro para acorrer a tudo e substituir-se à iniciativa individual e empresarial.
Talvez assim, ao menos, não ficasse esta sensação de mais um ano perdido.
Miguel Sousa Tavares in Expresso
Ninguém vigia os gastos inexplicáveis do Estado, excepto o Tribunal de Contas, que não é respeitado; ninguém é responsabilizado por eles, ninguém se atreve a cortar de um lado para compensar os gastos excessivos no outro. Depois, restam as receitas fáceis: congelar salários, subir impostos aos que mais pagam, privatizar ao desbarato o que resta de património público. É difícil também sustentar o valor de exemplo ao não ceder os 111 milhões de euros a Jardim, quando só as Estradas de Portugal se dispuseram a pagar mais 500 milhões do que constava nos concursos públicos de adjudicação das novas auto-estradas - e ainda as obras não começaram! É difícil sustentar o aumento zero dos funcionários públicos (todavia, justificado), quando, com o aplauso ou o silêncio cúmplice de todos, a nova ministra da Educação acaba de garantir a paz no sector, cedendo tudo aos sindicatos: não só o fim da avaliação, como também um sistema de privilégio na ascensão na carreira que todos os outros sectores vão também, logicamente, passar a exigir para si.
Às vezes, de facto, é difícil acreditar na crise. Viram como o presidente da Caixa-Geral de Depósitos foi ao Parlamento explicar, descontraidamente, que o dinheiro injectado pelos contribuintes no BPN em nada afectou as contas da Caixa? (Para que se tenha uma ideia do que foi, basta lembrar que o primeiro-ministro do Haiti calculou em 7000 milhões de euros a quantia de que o país vai precisar para se reconstruir, nos próximos cinco anos. Quer dizer que, se não tivéssemos gasto 4,2 milhões no BPN, nós, sozinhos, poderíamos financiar 60% da reconstrução de um país de dez milhões de habitantes!). 5000 milhões irá custar o novo Aeroporto de Alcochete e, embora nos jurem que é uma parceria público-privada, sem custos à vista para o Estado, nós já conhecemos bem essa fábula e estamos fartos de saber que as parcerias público-privadas são uma fórmula do sistema 'goze agora e pague depois... mas mais caro'. Aliás, nem é verdade que o Estado não entre já com dinheiro para Alcochete: vai vender a ANA para pagar parte do custo, e a ANA é uma empresa pública rentável, que vai ser vendida barata e transformar-se num monopólio privado de exploração dos aeroportos nacionais. Aposto o que quiserem que, depois da privatização, viajar a partir dos nossos aeroportos vai ficar mais caro - como ficou mais cara a electricidade, o telefone fixo e tudo o que passa de monopólio público a monopólio privado (e ainda congeminam o supremo crime de privatizar a água!). Entretanto, enquanto não vende, o Estado vai tornando a ANA mais apetecível para quem lhe deitar a mão: nos últimos anos, a empresa investiu mil milhões de euros na modernização dos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro e vai investir ainda mais 400 milhões na Portela - um aeroporto destinado a fechar daqui a sete anos (fora os 150 milhões que vai custar levar o metro até lá). Com a privatização da ANA, a TAP irá à falência, como foi a Olimpic Airways graças ao novo aeroporto de Atenas: mas só irá à falência se for pública; porque, se já tiver sido privatizada (depois de recuperada e pagos pelo Estado os novos aviões), de certeza que a ANA não cobrará as mesmas taxas que cobra à TAP pública. É o mercado, meus senhores...
Sim, é difícil acreditar que estamos em crise. Não sei se repararam mas, segundo o Orçamento, vamos gastar mais 60% com o reequipamento das Forças Armadas, e não sei se repararam mas, discretamente, comprámos mais duas fragatas, desta vez em segunda mão, à Holanda. E para que servem as fragatas? Para treinar com os submarinos - que comprámos exactamente para treinarem com as fragatas. Porque, para tudo o resto que nos interessa na defesa das nossas duzentas milhas, as fragatas e os submarinos têm a mesma utilidade que teria uma metralhadora nas mãos de um pescador de sargos à linha. Mas isto é material sensível, tal como os aviões da Força Aérea os helicópteros Lynx, ou os novos carros de assalto Pandur. É uma coisa estranha, mas depois de comprados, constata-se que ou não voam porque não há pilotos ou peças sobresselentes, ou se afogam quando era suposto serem anfíbios, ou afinal não servem para as missões para que foram congeminados e adquiridos. Metade dos Pandur que comprámos há dois anos estão no estaleiro, incapazes de andarem, por misteriosas deficiências de fabrico. E os outros, afinal, não servem para os teatros de operações da NATO em que estamos envolvidos - Kosovo, Afeganistão ou Iraque. Servem para simular assaltos nas praias da Comporta. E vivam os velhos Chaimite, Puma e Aviocar, que tão bem continuam a servir as nossas Forças Armadas!
Visto que 2010 é um ano perdido em termos de mudança estrutural e política nas finanças públicas, deixo uma sugestão: que o Parlamento nomeie uma comissão dos seus melhores especialistas, que durante o ano inteiro trabalhará com o Governo e com os peritos necessários, para definir uma nova filosofia e uma nova atitude. O mandato da comissão deveria ser claro e inequívoco: primeiro, identificar o modelo de desenvolvimento que se quer para o país - quais os sectores onde investir e apoiar, quais os principais problemas e perigos que o país enfrenta e pode vir a enfrentar e quais os meios financeiros necessários para investir nessa aéreas; depois, identificar minuciosamente tudo o que são gastos supérfluos e esbanjamentos do Estado; definir um sistema de controlo prévio e punição posterior das derrapagens de custos não justificáveis; e, feita a limpeza da gordura inútil, tomar opções firmes - queremos investir na educação, cortamos nas obras públicas; queremos apoiar as exportações, cortamos nas despesas militares; queremos apostar na salvaguarda do património natural, cortamos no apoio ao turismo; queremos melhor saúde pública, cortamos nas reformas; queremos desporto escolar, desistimos do mundial de futebol. E por aí fora, estas ou outras opções, mas partindo de uma premissa que deve ser martelada na cabeça de todos os portugueses até que o entendam: somos um país pobre, com escassos recursos e um Estado que não tem dinheiro para acorrer a tudo e substituir-se à iniciativa individual e empresarial.
Talvez assim, ao menos, não ficasse esta sensação de mais um ano perdido.
Miguel Sousa Tavares in Expresso
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Crónicas dos Bons Malandros
Fernando Pessoa, Salazar e a Coca-Cola
Uma arreliadora avaria informática na crónica que tinha escrito deitou o ficheiro a perder. Ficheiro irrecuperável. Foi tudo para o lixo, na impossibilidade de o abrir. Com ele, foi também a minha paciência e até o tema que abordara. Porque aconteceu, como e quando, são para mim mistérios: eu sou apenas um mero utilizador. Assim, e já “para lá do prazo”, vejo-me na contingência de ter de voltar a alinhavar uma meia dúzia de linhas para que esta semana, a pena continue a correr. Não sei se os leitores do Blog dariam por ela, mas eu daria com certeza: este vício de escrever, como diria Fernando Pessoa, “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Já agora, e segundo li, Fernando Pessoa inventou esta frase quando, tal como tantos outros escritores portugueses enveredou pelo mundo da publicidade. Ele terá sido só o primeiro (e provavelmente o maior) dos nomes grandes da literatura portuguesa que por aí tentaram buscar sustento, que o país iletrado que éramos (e funcionalmente ainda somos) não permitia a quem dependia da caneta (esferográfica, lápis, máquina de escrever e, mais modernamente, computador) de sequer levar uma vida digna. José Carlos Ary dos Santos e Alexandre O’Neill são só outros dois.
Mas, voltando à frase de Fernando Pessoa, devo dizer que, por ignorância, não sabia que a frase era dele, e ainda menos, qual a sua génese, a sua origem. Pois o Fernando Pessoa ele próprio (que nisto de Fernando Pessoa, há que ter cuidado de quem se fala) tentou inventar uma frase que apelasse ao aumento do consumo de… Coca-Cola em Portugal! Imagine-se, a grande bebida americana, na altura, em expansão, socorreu-se da imaginação de Pessoa para a sua expansão no mercado português. Corria o ano de 1928 e a frase é sem dúvida de grande qualidade. A bebida já se vendia bem, mas sabemos quanto a Coca-Cola aprecia e promove a sua própria publicidade. No entanto, como é sabido, a sua venda durou pouco: a Direcção Geral de Saúde decidiu proibir a nova bebida, argumentando que seria tóxica. Para isso, apoiou-se até na frase de Pessoa, argumentando que o slogan é ele próprio o reconhecimento da sua toxidade… Já era Salazar que por aí andava, novinho em folha e enganando alguns, entre os quais o próprio Pessoa, que inicialmente apoiou a ditadura. Mas o apoio de Pessoa foi muito efémero: os princípios salazaristas não se coadunavam com a sua maneira de ser nem com os seus princípios.
Não surpreende portanto que o mesmo Pessoa, passado algum tempo escrevesse sobre Salazar:
António de Oliveira Salazar
Três nomes em sequência regular...
António é António
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está tudo bem.
O que não faz sentido
É o sentido que isso tudo tem.
E como ele tinha razão!
Fernando Pinto
Mas, voltando à frase de Fernando Pessoa, devo dizer que, por ignorância, não sabia que a frase era dele, e ainda menos, qual a sua génese, a sua origem. Pois o Fernando Pessoa ele próprio (que nisto de Fernando Pessoa, há que ter cuidado de quem se fala) tentou inventar uma frase que apelasse ao aumento do consumo de… Coca-Cola em Portugal! Imagine-se, a grande bebida americana, na altura, em expansão, socorreu-se da imaginação de Pessoa para a sua expansão no mercado português. Corria o ano de 1928 e a frase é sem dúvida de grande qualidade. A bebida já se vendia bem, mas sabemos quanto a Coca-Cola aprecia e promove a sua própria publicidade. No entanto, como é sabido, a sua venda durou pouco: a Direcção Geral de Saúde decidiu proibir a nova bebida, argumentando que seria tóxica. Para isso, apoiou-se até na frase de Pessoa, argumentando que o slogan é ele próprio o reconhecimento da sua toxidade… Já era Salazar que por aí andava, novinho em folha e enganando alguns, entre os quais o próprio Pessoa, que inicialmente apoiou a ditadura. Mas o apoio de Pessoa foi muito efémero: os princípios salazaristas não se coadunavam com a sua maneira de ser nem com os seus princípios.
Não surpreende portanto que o mesmo Pessoa, passado algum tempo escrevesse sobre Salazar:
António de Oliveira Salazar
Três nomes em sequência regular...
António é António
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está tudo bem.
O que não faz sentido
É o sentido que isso tudo tem.
E como ele tinha razão!
Fernando Pinto
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Crónicas ao correr da pena
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Eu conheço um País - Nicolau Santos
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade
mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para
telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo
qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer
ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema
biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás
muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco
a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha,
Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro
e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção
de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas
e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores
de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar
para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo
de passa nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento
anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas
superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial
de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros
de excelente qualidade um pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas
por portugueses, desenvolvidas por portugueses,
dirigidas por portugueses, com sede em Portugal,
que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS,
BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems,
WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial,
Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft,
Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana,
Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País,
mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses,
de reconhecido sucesso junto das casas mãe,
como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano,
Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds
(que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema
que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas
em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente
sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação,
e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde...
do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Apesar da crise de valores que atravessamos,
mas que ainda estamos a tempo de contrariar,
somos efectivamente um país fantástico
com muitas coisas boas e pessoas boas!
Temos que zelar por mantê-lo dando cada um o seu contributo
com honestidade, trabalho e um sorriso.
Nicolau Santos Director-Adjunto do Expresso
Enviado pela Quimera
mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para
telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo
qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer
ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema
biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás
muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco
a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha,
Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro
e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção
de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas
e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores
de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar
para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo
de passa nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento
anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas
superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial
de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros
de excelente qualidade um pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas
por portugueses, desenvolvidas por portugueses,
dirigidas por portugueses, com sede em Portugal,
que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS,
BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems,
WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial,
Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft,
Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana,
Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País,
mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses,
de reconhecido sucesso junto das casas mãe,
como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano,
Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds
(que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema
que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas
em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente
sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação,
e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde...
do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Apesar da crise de valores que atravessamos,
mas que ainda estamos a tempo de contrariar,
somos efectivamente um país fantástico
com muitas coisas boas e pessoas boas!
Temos que zelar por mantê-lo dando cada um o seu contributo
com honestidade, trabalho e um sorriso.
Nicolau Santos Director-Adjunto do Expresso
Enviado pela Quimera
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Divagando se vai Longe,
Imagens da Nossa Terra
A solidariedade na Cor
Estudantes Universitários protestam com a boca tapada durante uma manifestação, em Caracas, contra o presidente Hugo Chávez, que impediu a sua chegada ao Parlamento, com o argumento da marcha não estar autorizada. De salientar, contudo, que os jovens tinham escolhido para as mordaças, a cor que é mais querida do seu Presidente...Simpáticos!
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Fotos do Mundo
Old Fangs
Ora percam/ganhem 11,30 minutos da vossa vida a verem esta magnífica curta de animação... Vá lá.
O cinzentismo dos Comentários
Apesar de, nos últimos dias, terem regressado três ou quatro comentadores de 'peso'- a Moira de Trabalho, a MTH, o Adriano e a Miss Sixty ( ...embora esta última nunca tivesse estado verdadeiramente ausente) - os comentários continuam escassos e esparsos, o que me fez pensar, já que não posso obrigar as pessoas a comentar, em eliminar este galardão semanal...
Mas a esperança é a última que morre e eu não sou muito do género de desistir.
Assim, aqui fica o comentário da Miss Sixty, que sem ser nada de extraordinário, alerta para o cinzentismo dos mesmos:
" ...Bom dia a todos!
Os comentários aos posts andam um bocado cinzentos....
Noto muitas ausências, o que nos torna monocórdicos!
Concordo com o Arnaldo Jabor!
Galo...espevite o Galinheiro, dê-nos milho amarelinho!
Deve ser falta de sol (no céu e nas vidas...)."
Milho e Sol não tenho para fornecer...mas, mesmo assim, tenho esperança de, para a semana, poder escolher um Comentário, com 'C' grande...
Mas a esperança é a última que morre e eu não sou muito do género de desistir.
Assim, aqui fica o comentário da Miss Sixty, que sem ser nada de extraordinário, alerta para o cinzentismo dos mesmos:
" ...Bom dia a todos!
Os comentários aos posts andam um bocado cinzentos....
Noto muitas ausências, o que nos torna monocórdicos!
Concordo com o Arnaldo Jabor!
Galo...espevite o Galinheiro, dê-nos milho amarelinho!
Deve ser falta de sol (no céu e nas vidas...)."
Milho e Sol não tenho para fornecer...mas, mesmo assim, tenho esperança de, para a semana, poder escolher um Comentário, com 'C' grande...
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Comentários da Semana
A Capa do Dia
Considerações marginais...
José Saramago recusa encontro com o Papa, mas se não vai o Saramago ao Papa, pode ir o Papa ao Saramago...
Hannah Montana, o sucesso jovem no Rock in Rio, é caso para dizer, a Montana pariu um rato...
Pacheco Pereira critica acções da Direcção, mas haverá alguma coisa que o Pacheco não critica?
Nem demissão nem mais dinheiro para a Madeira, e não poderia junta-ser 2 em1? Demitir-se ...e ir para a Madeira?
José Saramago recusa encontro com o Papa, mas se não vai o Saramago ao Papa, pode ir o Papa ao Saramago...
Hannah Montana, o sucesso jovem no Rock in Rio, é caso para dizer, a Montana pariu um rato...
Pacheco Pereira critica acções da Direcção, mas haverá alguma coisa que o Pacheco não critica?
Nem demissão nem mais dinheiro para a Madeira, e não poderia junta-ser 2 em1? Demitir-se ...e ir para a Madeira?
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XXIII - O palacete de Sintra
A decoração misturava mármores com mobiliário clássico, muitos veludos e dourados, lado a lado com telas enormes dos nomes mais sonantes da Arte portuguesa e peças de design internacional.
Uma escadaria larga ligava ao andar superior, mas um cordão de cetim, atravessado, impedia a passagem.
Grupos de quatro, cinco pessoas, conversavam, espalhados pelo enorme salão e pela biblioteca contígua.
Mulheres elegantemente vestidas misturavam-se com homens de meia-idade de smoking ou, nas raras excepções, em que eu estava incluído, alguns mais novos apresentavam-se de fato escuro e gravata.
O anfitrião multiplicava-se de grupo para grupo, exuberante e loquaz, não perdendo a ocasião de, perante um público onde a riqueza por metro quadrado era muito elevada, enunciar as qualidades dos seus trabalhos plásticos, esculturas, cerâmicas…
Banqueiros e empresários, nomes conhecidos do teatro e da televisão, jornalistas, cruzavam-se com governantes actuais, ex-ministros, juízes e, no geral, representantes de todos os grupos poderosos da sociedade portuguesa, para além de inúmeros espanhóis, muitos dos quais igualmente conhecidos embora eu, que não sou leitor da Hola, não os conseguisse identificar.
Mas, mais uma vez, Cristina 'Foxy Lady' mostrou os seus conhecimentos.
"Aquela velhinha, toda encarquilhada, é a Duquesa de Alba com o seu chevalier servant, o outro, mais além, é o Miguel Bosé, ‘cantante’ e filho de dois monstros sagrados em Espanha, o toureiro Luis Miguel Dominguin e a actriz de cinema Lucia Bosé."
Relembrar Dominguin fez-me recordar Hemingway e a sua paixão pelas touradas, embora preferisse Ordonez, cunhado e rival do primeiro.
E já que estávamos em maré de touradas, lá estava um ex-ministro caído em desgraça pelos 'corninhos' impetuosos, em alegre cavaqueira com um conhecido dirigente desportivo nortenho.
Noutro canto, vários elementos de uma família ligada à Banca, mantinham-se um pouco afastados do bruáá geral.
Um ex-director geral de uma emissora televisiva, acompanhado da sua controversa e expansiva mulhe,r fez uma entrada triunfal em cena, distribuindo sorrisos e cumprimentos pelos presentes.
Nesse momento, reparei num estranho casal que descia a escada, numa pose com um toque hollywoodesco.
Confesso que reparei primeiro na figura feminina...
Uma mulher magra, de feições aristocráticas e sorriso fascinante.
Até a longa boquilha e a écharpe, colocada sobre os ombros com negligência, acentuavam o seu ar de personagem viscontiana.
Um grupo de homens amaneirados, mas sem exageros de mau gosto, saudou o seu aparecimento, com efusão.
"Marquesa ! Marquesa! Venha para o pé de nós..."
Só quando ela se aproximou dos seus admiradores, que logo a envolveram com elogios à beleza do vestido, do penteado, da cor do baton, eu sei lá...é que reparei que a pessoa com quem ela partilhara a descida da escadaria era, nem mais nem menos, que o 'nosso' Comendador.
O seu aparecimento, já aguardado, fez-me recuar ao telefonema da véspera à noite, em que ele ficara profundamente admirado ao reconhecer a voz inconfundível de Cristina, quando esta o atendeu, de minha casa.
Com o à vontade que lhe é peculiar, esta desembaraçou-se bem da questão ao dizer que me acabara de conhecer na 'Estrela do Bairro' e que tinha vindo até minha casa, juntamente com outros vizinhos do bairro, para me cantarem os Parabéns a Você.
Para mim, que só faço anos em Junho, este adiantar do aniversário não me fez grande moça, mas demonstrou-me, mais uma vez, que nem tudo o que a 'Foxy Lady' diz, corresponde necessariamente à verdade.
Nessa altura, a Cristina passou-me o telefone e disse-me, tapando o bocal:
“ O Comendador telefonou-lhe para o convidar para a reunião de amanhã, em Sintra, mas diz que como nós já nos conhecemos então seria óptimo irmos os dois…”
E, lá estávamos nós, no meio de bispos e generais, milionários e políticos, artistas com várias etiquetas e personagens de quadrantes e coloridos variados.
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A Amante Misteriosa
Você já foi à Bahia ? - Dorival Caymmi
Você já foi à Bahia, nêga? Não?
Então vá!
Quem vai ao "Bonfim", minha nêga,
Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve,
Muita sorte tem,
Muita sorte terá
Você já foi à Bahia, nêga?Não?
Então vá!
Lá tem vatapá, Então vá!
Lá tem caruru, Então vá!
Lá tem munguzá, Então vá!
Se quiser sambar, Então vá
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!
Lá tem vatapá, Então vá!
Lá tem caruru, Então vá!
Lá tem munguzá, Então vá!
Se "quiser sambar"Então vá!
Então vá...!
http://www.youtube.com/watch?v=DT6pdJtkNys
Então vá!
Quem vai ao "Bonfim", minha nêga,
Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve,
Muita sorte tem,
Muita sorte terá
Você já foi à Bahia, nêga?Não?
Então vá!
Lá tem vatapá, Então vá!
Lá tem caruru, Então vá!
Lá tem munguzá, Então vá!
Se quiser sambar, Então vá
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!
Lá tem vatapá, Então vá!
Lá tem caruru, Então vá!
Lá tem munguzá, Então vá!
Se "quiser sambar"Então vá!
Então vá...!
http://www.youtube.com/watch?v=DT6pdJtkNys
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Música no Coração,
Olhares do Brasil
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Sal&Pimenta - Tempero semanal por José Manuel de Sousa
1890
Iniciaram-se as comemorações do Centenário da República que terá dado os seus primeiros passos no Porto, em 31 de Janeiro de 1890.
Na entanto tenho hoje sérias duvidas se realmente foi necessária a troca entre a Monarquia e as novas modas vindas da Revolução Francesa, tanto mais que olhando por esta nossa Europa, não poucas monarquias continuam existindo em Países onde as liberdades e o progresso social e económico fazem uma sombra sobre Portugal que nos deixa muito entristecidos com o abismo que aumenta e que deles nos afasta.
Ora nas centenas de anos de Monarquia em Portugal, o prestigio mundial e os feitos dos portugueses em muito ultrapassaram aquilo que a República nos tem dado.
E a nostalgia interiorizada por nós em relação a certos aspectos daquele passado, está corporizada nos partidos políticos pois por lá há sempre um “ reizinho” ou uma “rainha”, à volta dos quais gravita uma corte cheiinha de intrigas e tentativas de derrube pois o trono é muito apetecível.
Temos então que Portugal só mudou de modelo de governação na aparência, pior ainda, em vez de um Rei temos algumas dezenas de “monarquinhas” de faz de conta que se espalham do Norte aos Algarves e que de todos nós são bem conhecidos.
Tenho para mim e que me perdoem republicanos e monárquicos, que para o País o Regime é indiferente porque a massa humana que todos somos, é das mais moldáveis e o que queremos é viver o melhor possível.
Por outro lado, muitos dos defeitos que se apontavam e ainda se apontam à nossa extinta monarquia e a todas as outras que existem, por aqui continuam e alguns deles mais refinados !
Em suma com Rei ou Presidente, isto anda uma verdadeira rebaldaria !!!
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Sal e Pimenta
Fred Astaire - Famous Ceiling Dance
"...Uma das melhores cenas de Cinema que guardo na memória e apeteceu-me partilhá-la..."
Moira de Trabalho
Basta clicar...
Moira de Trabalho
Basta clicar...
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dois para Lá,
Filmes da Minha Vida
Seja um Idiota - Arnaldo Jabor
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
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Olhares do Brasil
A Capa do Dia
Isto anda tudo ligado...
Rendimentos na Internet abrem guerra no PS, ora todos sabemos que não há guerras sem tiros nem disparos; Risco de dívida dispara nos mercados, ora todos sabemos que quem dispara em mercados são os delinquentes; jovens delinquentes duplicam fugas em 2009,ora todos sabemos que as fugas são muitas vezes para a 'frente', para a liderança; Saviola 'fabrica' liderança encarnada, ora todos sabemos que quem 'fabrica' coisas e loisas é, muitas vezes, o PS...e lá voltamos nós ao princípio.
Rendimentos na Internet abrem guerra no PS, ora todos sabemos que não há guerras sem tiros nem disparos; Risco de dívida dispara nos mercados, ora todos sabemos que quem dispara em mercados são os delinquentes; jovens delinquentes duplicam fugas em 2009,ora todos sabemos que as fugas são muitas vezes para a 'frente', para a liderança; Saviola 'fabrica' liderança encarnada, ora todos sabemos que quem 'fabrica' coisas e loisas é, muitas vezes, o PS...e lá voltamos nós ao princípio.
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1ª Página
A última ceia dos 'Perdidos'
Acabou de estrear nos Estados Unidos a sexta e última temporada da série Perdidos (Lost), uma das minhas séries de culto, e as imagens da sua promoção, inspiradas no quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, têm sido interpretadas e reinterpretadas pelos fãs: se John Lock (Terry O'Quinn) aparece no lugar de Jesus será ele o salvador?
Em Portugal, os primeiros dezoito episódios estão já disponíveis no videoclube Meo, enquanto os dois primeiros passam na Fox no dia 9, às 22.20, depois do especial Perdidos: O Capítulo Final, às 21.30.
Em Portugal, os primeiros dezoito episódios estão já disponíveis no videoclube Meo, enquanto os dois primeiros passam na Fox no dia 9, às 22.20, depois do especial Perdidos: O Capítulo Final, às 21.30.
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A Caixa que mudou o Mundo
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