terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mr.Bean Christmas

Se acham que, por estes dias, acontecem muitas vezes cenas de surrealismo puro, vejam Mr.Bean e o Presépio...
Enviado por Maria Moura

A Cor do Horto Gráfico - 2

Pornográfico
O mesmo que colocar no Desenho
Presidiário
Aquele que é Preso diariamente
Conversão
Conversa prolongada
Enviado por João Clara

A Capa do Dia

Yves Coppens diz que vamos tornar-nos super-sapiens cabeçudos, mas cabeçudos é coisa que não nos falta; professores querem mais cedências para aceitar acordo, mas cedências é coisa que não nos falta; polícias acusados de roubar dez quilos de ouro, mas ladrões é coisa que não nos falta; prejuízo de 53 milhões em Torres Vedras, mas prejuízos é coisa que não nos falta...

Livros em papel, 'espécie' em vias de extinção

2009, o ano de viragem no mundo dos livros electrónicos, originou uma data histórica - no Dia de Natal a Amazon, pela primeira vez, vendeu mais livros electrónicos do que livros em papel...A Amazon informou, igualmente, que o Kindle (o mais conhecido leitor de e-books no mercado) foi o produto mais vendido durante a época natalícia.
Ao todo, a Amazon tem 390 mil livros electrónicos disponíveis, muitos dos quais best-sellers. Para comprar estes livros não é necessário ter um Kindle.
Os e-books podem ser lidos num iPhone ou iPod Touch ou simplesmente num computador.
Em todos esses casos, é necessária uma aplicação da Amazon.

Portanto, comece a olhar com um sentimento de saudade para as belas lombadas dos livros que, quais cogumelos, se espalham pelas nossas casas enchendo estantes, prateleiras, caixas e caixotes, garagens e arrumações - são uma espécie que, mais ano, menos ano, será olhada como os discos de 78 rotações, os telemóveis tijolo ou as grafonolas, o são agora.
E aquele conto da Pinta ( em que uma fulana fica muito decepcionada por, numa primeira visita ao apartamento de um mancebo, não vislumbrar nenhum livro) deixa de ter razão de ser, porque os livros, milhares deles, poderão estar arquivados no computador, no iPod ou em qualquer iPhone.
Le Livre est Mort, Vive le Livre ( electronique)...

Caracteres

Hermínia atacada por cirurgião - Ferreira Fernandes

A Ariehen Sekai (televisão de Tóquio, cheguei lá pelo blogue 31 da Armada) entrevistou o cirurgião plástico sul-coreano Kim Sung-min, conhecido por não gostar da fadista Hermínia Silva.
A notícia tem alguma relevância porque, sabe-se, o Japão é dos países onde o fado é mais apreciado.
Apesar disso, Sung-min foi à televisão japonesa dizer que ganha a vida a tentar sabotar a velha Hermínia.
Na sua clínica Imi Plastic Surgery, ele acolhe os jovens que querem mudar de cara nas entrevistas para emprego.
Uns toques cosméticos, sublinhando, reduzindo, torna-os mais confiantes.
Às vezes, disse o cirurgião, eles voltam, três anos depois, para repor a cara original.
Esse regresso deveria ter prevenido Kim Sung-min: o que tem de ser tem muita força.
Apesar disso, ele aceitou - e essa originalidade levou-o à televisão e a esta crónica - passar a outra fase: agora ele muda as linhas da palma da mão.
Ele traça na mão dos clientes as linhas que melhor sorte lhes dêem no emprego.
Homem de demasiada fé, este cirurgião sul-coreano!
Como se o "reza-te a sina nas linhas traçadas na palma da mão" pudesse ser contrariado.
Como se a sina não tivesse de ser cumprida "quer queiras quer não".
Como se as palavras fatais de Hermínia Silva pudessem ser apagadas por um bisturi.

Ferreira Fernandes in Diário de Notícias

Saul Steinberg - A Ilustração sofisticada

Steinberg nasceu na Roménia, estudou Filosofia na Universidade de Bucareste e licenciou-se em Arquitectura em Milão.












Viajou, depois, para a República Dominicana, onde aguardou um ano pelo visto para entrar nos Estados Unidos, o que só conseguiu graças à garantia de trabalho no The New Yorker.














Só para essa publicação, criou 90 capas e mais de 1200 ilustrações.












Durante a 2ª Guerra Mundial trabalhou para os Serviços Secretos do Exército na China, Norte de África e Itália.






























Senhor de grande sofisticação, no traço e na concepção das suas imagens, Steinberg é, frequentemente, considerado o Pai da Ilustração Moderna. Morreu em 1999.

Era uma vez um Pistoleiro

Mini Série de 8 Episódios (6/8)

Quando retomei a consciência olhei à minha volta.

Estava deitado numa rua poeirenta, ladeada por uns toscos casinhotos de madeira.
Levantei-me e sacudi o pó que me cobria de alto a baixo.
Calçava botas pontiagudas em cabedal lavrado, tinha safões por sobre as calças de sarja, um colete com franjas e um chapéu de abas largas que me devia dar um ar de Roy Rogers, herói da minha adolescência.
Preso à cintura, um cinturão pejado de balas e com dois colts de punhos em madrepérola.

Ainda cambaleante, empurrei umas portadas que davam entrada ao edifício mais imponente, melhor dizendo, menos miserável, da rua, e que ostentava uma placa com “Saloon” pintado a vermelho.

A minha súbita aparição teve o condão de suspender todas as conversas.
Numa lenta panorâmica, percorri a meia dúzia de mesas ocupadas por uma vintena de pessoas.
Lá no fundo, cinco ou seis fulanos, jogavam um poker animado, a julgar pelo monte de dinheiro que tinham à frente.
Noutro canto, um típico pistoleiro todo vestido de preto, e de cabeleira ruiva olhou-me semicerrando os olhos. O fulano da Media, again…
Raparigas de mau porte, vestidas como que saídas do Moulin Rouge, partilhavam lugares e afagos vários, com pesquisadores de ouro, fazendeiros e simples vaqueiros.
Uma morena de olhos verdes, Lady Guinevere? Gui?com as saias puxadas para cima e o decote, repuxado para baixo, lançou-me um olhar demorado…

Avancei até ao balcão, atrás do qual a já esperada Cláudia, que aqui adoptara o nome de Calamity, limpava uns copos com um pano meio cinzento.
Enquanto bebia o meu bourbon, servido num copo lascado, senti que alguém se aproximava por trás. Embora alerta, não me voltei.
“ Se não és o cobarde que eu julgo que és, volta-te e saca das pistolas, Billy the Kid !!!” a voz inconfundível, e irritante, era do ruço, que me perseguia no tempo e no espaço. Mas, ao menos, tinha-me dito qual o meu actual papel e personagem…

Emborquei com tranquilidade o resto da bebida, e, nesse momento, ouvi a voz da tal morena esplendorosa, com a sensualidade da Bellucci, o corpo da Johanssen, e já nem sei o quê da Alba, que era, afinal, a dona do Saloon “ Põe-te a mexer ó Red Snake, senão nunca mais metes os butes aqui dentro”.

Já voltado para o centro da sala, embora mantendo os cotovelos sobre o balcão, verifiquei que, a estas ajuizadas palavras, o meu eterno inimigo fazia orelhas moucas.
Pelo contrário, os braços ligeiramente arqueados, e os dedos tremelicando a centímetros das coronhas dos revólveres, indiciavam que o saque estava para breve.
Desencostei-me, enquanto escutava o suspiro ( …de medo? Excitação) que a barwoman emitia, nas minhas costas.

Foi nessa altura, que as portas de batente se abriram, de novo.
O xerife, para além da estrela indicativa, tinha uma farta cabeleira branca, assim como um bigode e uma pêra que me trouxeram à memória, o lendário Bufallo Bil.
Mas não, desta feita tratava-se de Texas King, antigo assaltante de bancos, que se passara, a troco de um indulto total, para o outro lado da Lei.
A Winchester que empunhava era suficientemente dissuasora, mas não para o ruivo bronco que, julgando-me distraído, quis aproveitar do efeito surpresa.

Depois, precipitou-se tudo
Ouvi os disparos das minhas armas, das do ruivo e, julgo eu, o deflagrar violento da carabina do representante da Lei, que já fora, ou viria a ser, o meu patrão, um rei em Camelot, um apostador cubano ou um elemento preponderante da máfia norte americana,

Em simultâneo, escutei gritos de mulher,
cadeiras a caírem no soalho de madeira e até o ruído
de uma garrafa a estilhaçar-se…

Nesse momento, foi como se tivesse sido atingido
por dezenas de projécteis, senti um arrepio
percorrer-me a espinha, uma vertigem e …

Francesco Vecchio

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Gratidão

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Cor do Horto Gráfico - 1

BISCOITO
Fazer Sexo duas vezes
TESTÍCULO
Texto pequeno
TRIPULANTE
Especialista em Salto Triplo
Enviado por João Clara

Coincidência ?

Um criador de galinhas vai ao bar local, senta-se ao lado de uma mulher e pede uma taça de champanhe.
A mulher comenta:
- Que engraçado! Eu também pedi uma taça de champanhe.
-Que coincidência!
- diz o fazendeiro. - Hoje é um dia especial para mim. Eu estou a celebrar.
-Hoje é, também, um dia especial para mim!
- diz a mulher. - Também estou a festejar.
- Que coincidência! - diz o fazendeiro.
Quando eles 'batem' as taças, ele pergunta:
- O que é que você está celebrando?
-Eu e o meu marido estavamos a tentar ter um filho e hoje o meu ginecologista disse-me que estou grávida.
-Que coincidência! - diz o homem. - Sou criador de galinhas e durante anos as minhas galinhas não eram férteis. Mas hoje elas estão a pôr ovos fertilizados.
-Isso é óptimo
- diz a mulher. - Como é que as suas galinhas ficaram férteis?
-Eu usei um galo diferente
- diz ele.
A mulher sorri, brinda novamente e diz:
- Mas que coincidência!!!

Ópera no Mercado

Num qualquer dia comum, a Música começa a soar por entre as bancas do Mercado...
Fragmentos da Traviata de Verdi, interpretados em pleno Mercado Central de Valência.
Os rostos dos compradores, assombrados perante a magia da Arte, fazem-nos recuperar a confiança no bom gosto.
O gosto pela Fruta saborosa, pelos Legumes frescos, pelo Champagne, pela Música e pela Vida. Disfrutem o Vídeo...

Enviado por Zé Viegas Soares

Pergunta de Hoje

"Haverá ainda, no mundo, coisas tão simples
e tão puras como a água bebida na concha das mãos?"

Mário Quintana

A Capa do Dia

Testes de paternidade e caligrafia entopem PJ, e não poderão
mandar alargar as portas?; condutores aconselhados
a recusar testes ao sangue, façam à urina, sempre alivia;
ministra promete não prejudicar
nenhum professor, e em relação aos alunos?;
GNR pronta para seguir para o Afeganistão, e eu para o Brasil;
nigeriano causa novo susto no voo para Detroit, e não se poderia
mandá-lo brincar lá para fora?; portagens da A5 também vão
aumentar em 2010, finalmente uma boa notícia,
haja alguma coisa que aumenta neste País...

Tanque You



































































Cartoons de Eugénio Neves ( da série Tanque You)

Crise? Que Crise? - Miguel Sousa Tavares

De repente, parece que acordaram todos para a situação de iminente descalabro nas contas públicas. As notícias que vêm da Grécia - onde o Estado está à beira da falência e o povo à beira da guerra civil - tiveram o condão de pôr algumas cabeças finalmente a meditar sobre a origem e os limites dos dinheiros públicos. Uma ilustre plateia de economistas reuniu-se expressamente para acusar de "mentiroso" o ministro das Finanças e apelar ao corte radical da despesa pública, isto é, dos gastos com os funcionários ao seu serviço.

Infelizmente, porém, não lhes ouvi uma palavrinha sobre a necessidade de cortar também nos "negócios de regime" com os fregueses do costume. E, apesar de entre eles estar o presidente da União de Bancos, também não se lhes ouviu um lamento sobre os 4 mil milhões de euros que o Governo já espetou no BPN e mais os outros milhões que se prepara para dar aos clientes do BPP que apostaram no lucro fácil e acabaram por cair facilmente na tramóia que o banco lhes montou (e que agora, nós, os prudentes, temos de pagar com os nossos impostos). Aliás, era antes, quando o BPN e o BPP andavam por aí a oferecer juros mirabolantes e "retornos garantidos", que teria sido saudável escutar uma palavrinha de aviso da ilustre plateia. Afinal de contas, para que servem os economistas? Hugo Chávez disse em Copenhaga que, se o clima fosse um banco, já estava salvo. Tem toda a razão: a União Europeia propunha-se dar 2 mil milhões de euros por ano para ajudar todos os países subdesenvolvidos a adoptarem medidas de contenção da poluição atmosférica. O dobro disso deram os contribuintes portugueses, em menos de um ano, para salvar o BPN e não se vê ainda o fim do regabofe.

É fácil aconselhar o corte na despesa com o funcionalismo. Fácil e talvez inevitável, no ponto a que isto chegou. Mas essa não é a única despesa "não virtuosa" do Estado. Há mais e pior. Estamos em crise económica porque o crescimento é incipiente e estamos em crise financeira porque o Estado gasta mais do que tem. Uma e outra coisa têm a mesma origem: a economia só arranca quando é o Estado a empurrar e, à força de empurrar, o Estado está falido.

Mas há também o reverso da medalha e felizmente que nem todos estão pessimistas. Jerónimo de Sousa, por exemplo, afirmou com veemência que se recusa a aceitar a "fatalidade" da crise financeira. Eu também gostava de recusar, mas não sei como se faz: vê-se a tempestade a avançar no horizonte e enfia-se a cabeça na areia com a esperança de que ela passe por nós sem nos ver? O que nos trouxe até aqui e agrava a nossa situação é justamente esta confluência ideológica entre os nossos capitalistas e os nossos comunistas: todos acreditam que a generosidade dos dinheiros públicos é um direito natural e um recurso inesgotável.

Crise? Sim, mas devagar. Os velhos hábitos demoraram séculos a entranhar-se e não são para largar assim do pé para a mão, só porque há para aí uns organismos internacionais que se puseram a olhar para as nossas contas e não descobriram como é que vamos conseguir pagar as dívidas sem uma violenta inversão dos nossos hábitos culturais ancestrais. Nestas alturas, não há nada como o patriotismo para enfrentar os "estrangeiros" e a crise - como o autarca de Paredes, que vai gastar pelo menos 1 milhão de euros a erguer um mastro com 100 metros de altura, no topo do qual, flutuará, invencível, a bandeira nacional a lembrar os 100 anos de República. Ou como os autarcas de Lisboa e de Oeiras, que descobriram uns milhões sobejantes (parece que com o auxílio de empresas públicas) para roubar os aviõezinhos ao Porto, porque já o Rock in Rio (onde a CML gasta uns milhões largos a favor do negócio daquele brasileiro esperto) lhes parece pouco.

O próprio Governo dá o exemplo de que as coisas não são assim tão más. Em troca do voto dos deputados da Madeira ao terceiro orçamento do ano e talvez ao próximo, o dr. Jardim lá foi autorizado, uma vez mais, a endividar-se para lá do que ele pode pagar e nós estaríamos dispostos a pagar. Sentado em cima da segunda região mais rica do país (e a única que aumentou o rendimento per capita nos últimos anos), o dr. Jardim é um mestre na arte de "governar": "O quê, vocês fizeram as contas mal aí no continente, e agora precisam de autorização para se endividarem mais? Ah, como eu os percebo! Ora, autorizem-me aqui os meus 80 milhões a mais e eu dou ordens aos meus rapazes aí no vosso Parlamento para votarem tudo o que o Governo daí quiser. E, depois de ter cá o meu dinheirinho, preparem-se para ouvir o que eu tenho a dizer sobre esses ladrões dos socialistas!".

Confortado com a solidariedade do Big Spender insular, José Sócrates por aí andou esta semana a prometer mais e mais, se o deixarem governar. Inaugurou qualquer coisa irreversível desse grande e ruinoso projecto chamado TGV, que, ao que parece, é um imperativo constitucional ou um sinal da existência pátria, tão importante como a bandeira do autarca de Paredes ou o Mundial de Futebol a que o dr. Madaíl nos candidatou sem pedir a opinião a ninguém (e ainda há aquele eterno presidente do COI, que não descansa enquanto não nos impingir uns Jogos Olímpicos). Em Beja entre camaradas, Sócrates regressou a outro imperativo constitucional, tão ruinoso como construir comboios de luxo para passageiros inexistentes: a sagrada regionalização, esse radioso amanhã que canta na cabeça de cada cacique partidário do "Portugal profundo".

Anunciou que as regiões vão ser cinco - para grande desgosto da gente local, que contava com mais uma sexta, com capital em Beja. Pena que não tenha tratado o assunto a sério, acrescentando, por exemplo: "As regiões são cinco e para elas eu vou dar um TGV, meio aeroporto, dois BPN, seis Air Bull Race e 400% da dívida acumulada da Região da Madeira. E esse dinheiro vou buscá-lo a... a... a Bruxelas. Bem, enfim, não todo, claro, algum há-de vir das pensões, dos salários dos funcionários públicos (excepto os dos professores, porque já estarão todos no topo da carreira), ou talvez se possa até prescindir de um dos submarinos, agora que o CEMGFA acaba de declarar que nem sabe o que há-de fazer com o primeiro deles, que chega já para o mês que vem. Também podemos vender a Caixa, a TAP, as Águas, o que sobra da Rede Natura e da Reserva Ecológica, e podemos vender a Portela às low cost - que, aliás, já são quase donas daquilo. O dinheiro não é problema: o país é que não pode parar!".

Há duas maneiras de governar os países: a grega e a outra. A nossa é a grega e, acreditem, acaba sempre mal.

Miguel Sousa Tavares in Expresso

Pontes possíveis para 2010

O próximo ano vai-nos permitir fazer quatro pontes, quatro fins-de-semana grandes e gozar dois feriados a meio da semana.
Por outro lado, há quatro feriados que vão cair em cima de sábados ou domingos.

No que diz respeito às pontes, para além do Carnaval, também o Corpo de Deus, o Dia de Portugal e a Implantação da República vão dar direito a mini-férias.
Quem festejar o São João tem direito a mais uma ponte.

Com mais uns dias de férias, a Restauração da Independência e a Imaculada Conceição podem dar umas férias um pouco maiores, pois vão calhar em quartas-feiras.
Na categoria dos fins-de-semana grandes, além da tradicional Páscoa, há que juntar apenas o Ano Novo e o Dia de Todos os Santos.
Mas também teremos feriados perdidos , como vai ser o caso do 25 de Abril, a Assunção de Maria e o Santo António que calham todos a um domingo e o 1 de Maio e o dia de Natal que são a um sábado.
É sempre bom começar um Novo Ano, com este espírito de TRABALHAR MAIS E MELHOR...

Elefante

domingo, 27 de dezembro de 2009

Era uma vez um Astronauta

Mini Série de 8 episódios (5/8)

Quando retomei a consciência, olhei à minha volta.
As quatro paredes da divisão onde me encontrava estavam cobertas por imagens holográficas que representavam uma multidão a assistir à morte de cristãos, num qualquer circo romano.
Ainda, perturbado pelo combate de boxe, apoiei instintivamente o dedo na caixa de comando, que tinha à minha frente.
O cenário que me envolvia a 360º mudou, instantaneamente, para uma paisagem gelada reproduzindo os picos dos Himalaias
Embora toda a casa tivesse uma temperatura ambiental de 24º centígrados, como se podia ler no visor do tal painel, senti-me invadir pelo frio.

Cliquei de novo, no comando, e fui apreciando os sucessivos motivos plásticos, a invadirem-me as paredes, quais hordas de bárbaros.
E hordas de bárbaros, comandadas por um colérico Gengis Khan, eram mesmo um dos motivos, que substituí, rapidamente.
Corridas de automóveis e de cavalos, bailarinas de hula hula, em que me demorei mais uns minutos, vistas aéreas da Grande Muralha da China, jogos de Futebol, e, finalmente, o Carnaval do Rio, com umas esplendorosas mulatas em 3D, a minha opção final.
"Olha a cabeleira do Zézé..." era a música ambiente, quando me levantei para vasculhar o resto da casa.

Não tinha ainda percorrido três metros, quando senti uma presença atrás de mim.
Voltei-me e vi-me perante uma aparição divina - a minha secretária Cláudia, vestida com uma indumentaria de criadita francesa, redesenhada pela Susanne Sommers, olhava-me sorridente.
"O Master deseja alguma coisa?"
O tom metálico da voz levantou-me a primeira suspeita, e o olhar fixo, o andar mecanizado, confirmaram essa minha desconfiança.
Esta nova Cláudia, esplêndida, na sua vestimenta de sonho erótico, não passava de um robot, o CLA27, para sermos mais exactos.
"O Master deseja mais alguma coisa?" papagueava ela, uma vez mais. E perante o meu silêncio "Comida? Leitura? Massagem? Sexo?"

Pelo sim, pelo não, optei pela comida...
"Bife de Avatar? Ostras de Neptuno? Amêijoas à Bulhão Pato?"
Senti-me mais à vontade com as amêijoas...
Quando vi as duas cápsulas castanhas, percebi que talvez não tivesse sido a escolha correcta.
O sabor até não era mau. Uma das cápsulas era o prato principal e a outra era um Pera Manca gelado, que ajudou a comida a deslizar.
Quando a Cláudia, ou a CLA, neste caso, me perguntou"Café? Digestivo?" respondi, sem hesitar"Café, mas com cheirinho!"

Nesse momento, as imagens carnavalescas da parede central apagaram-se momentaneamente e, após um zumbido irritante, foram substituídas por um grupo de três pessoas, estando ao centro o meu Director Geral, aqui como KA134 de barba e cabeleira azuis metalizadas, sua mulher, a sempre bela e pouco vestida GUI42 e o tal da Media, o RED54.
"Olá astronauta Buck Rogers" dirigiu-me o meu superior "temos uma missão de resposta imediata."
Permaneci, em silêncio, sem saber o que responder.
" Meta-se no seu foguetão de serviço e vá salvar a 3ª galáxia, quem vai de cá, 2ª para quem vem de cima!"
Continuei mudo e quedo. O ancião deve ter interpretado mal o meu silêncio"Ah, é claro que receberá ajudas de custo e subsídio de alimentação. GO !!!"

Enquanto a imagem se desvanecia em fade out dando lugar, de novo, a uma brasileira rebolando-se com as cores da Mangueira, pareceu-me vislumbrar o piscar de olho da sua companheira e o esgar de ódio do russo malvado. Mas talvez tudo não passasse de uma rasteira da minha imaginação...

Após breve hesitação, perguntei a uma estática CLA27 que se colocara num dos cantos da sala
" Foguetão?"
Quando a vi avançar para mim e começar a despir-me achei que teria percebido mal a pergunta mas, como estava a gostar, deixei que continuasse.
Afinal, o diligente autómato estava só a trocar a minha roupa prática, de trazer por casa, por outra indumentaria mais própria para ir salvar uma galáxia.

Cinco minutos mais tarde , com um elmo transparente colocado e um fato de borracha pressurizado, que me cobria da cabeça aos pés, fui levado até ao interior de um veículo espacial, o Smart XPTO143, onde me sentei num banco ergonométrico que se adaptou automaticamente a todas as reentrâncias e saliências do meu corpo.

Olhei o painel de comandos que se encontrava à minha frente. Frugal na sua simplicidade.
Constituído por três botões, de cores diferentes.
Azul, verde, amarelo...
Como era o verde que piscava, premi-o.

Nesse momento, foi como se o foguetão se tivesse partido em milhões de partículas, senti um arrepio percorrer-me a espinha, uma vertigem e ...
Francesco Vecchio

A Capa do Dia

Jesus é de Esquerda ou de Direita?
Qual é a vossa Resposta?