terça-feira, 31 de março de 2009

Meio Século depois. Porquê? E para Quê?


Há 55 anos, o primeiro número da Playboy, tendo na capa a sex symbol Marylin Monroe, foi uma verdadeira pedrada no charco.
Produções fotográficas de nível, com modelos e fotógrafos da primeira linha para contrapor às edições porno de produção rasca e apressada.
Os melhores ilustradores de todo o mundo, quer em cartoons , quer a dar imagens aos contos de Mailer, Steinbeck , Miller, e outros que tal.
Entrevistas topo de gama com personalidades como Fidel Castro, Martin Luther King, Carl Sagan, Malcom X, Salvador Dali ou Muhammad Ali, entre centenas mais.
O lançamento dos melhores carros, charutos, relógios ou os mais modernos, para a altura, gadgets que iam aparecendo.
E, finalmente, capas com algumas das mais bonitas mulheres do planeta, como Chalize Theron, Juliette Binoche, Sharon Stone, Madonna, Daryl Hannah ou Adriane Galisteu, em grafismos sempre muito imaginativos, tendo, como ponto de união e clin d'oeil, o célebre coelhinho disfarçado, por entre os elementos existentes.
O jovem, à data, Hugh Hefner, Hef para os íntimos, entraria na História POP do século XX com os seu estilo de vida, as bunnies, as coelhinhas, a mansão Playboy, os robes de cetim, o cachimbo, as festas recheadas de louras explosivas e das stars mais populares do momento...
Só que isto foi tudo há décadas. Quando a Moral era outra, mais puritana e conservadora, a Internet não era presença permanente nas nossas vidas, o Sexo era visto com olhos, ainda, mais hipócritas.
E chegados aos nossos dias, vemos que 55 ANOS DEPOIS, é lançado, com pompa e circunstância, o primeiro número da Playboy portuguesa. Porqué só agora? E para quê agora?
No mínimo, deveria ser um número espectacular, para abrir o apetite para os próximos, para guardar religiosamente. E o que é que aparece?
Uma capa a preto/branco com a célebre(?) Mónica Sofia, tornada popular(?) na Quinta das Celebridades e voz da banda Delirium(?). A jovem, aliás, começa logo por avisar que "...não tirou a roupa toda". E a própria revista alerta para o facto de"...não haver nus frontais".
Só de rabejador e à egípcia, acrescento eu.
Para contracenar com os entrevistados, mencionados lá em cima, escolheram o Costinha(?) internacional de futebol. Dando de barato, o tema do futebol, porque não Luís Figo, Rui Costa ou, mesmo, Carlos Queiroz. Costinha? No nº1 ?!???
Os cartoons, velhos de décadas, são dos magistrais John Dempsey, Buck Brown, Sokol ou Kiraz, mortos e enterrados, todos eles, há mais de dez anos. Não haveria material mais actualizado ?
Nos colaboradores nacionais, uma réstea de esperança, Pedro Paixão, Nuno Markl e Nuno Saraiva, mas não chega.
E, finalmente, o para quê?
No panorama actual, a Playboy portuguesa não tem qualquer mais valia.
Com a Internet à distância de um dedo, com o soft e hardcore por todo o lado, com muitos outros títulos, do mesmo estilo, já instalados.
Uma revista para fechar, em menos de um ano...

Viagem Cultural a Barcelona

Pois é, o Francisco, o meu primogénito, já voltou da sua "Visita Cultural" a Barcelona.
Confesso que foi com preocupação que, ao ver a documentação fotográfica, constatei que o rapaz passou estes dias enfiado em Museus e Bibliotecas, a analisar manuscritos e a estudar estilos pictóricos.




E, depois, uma expressão de permanente sofrimento, causada pela dor da distância e afastamento dos entes queridos.
...Pobre jovem!!!



O Galo USA

O Galo USA, também conhecido como o Primo da América,
já nasceu nos states mas os pais, açoreanos da velha cepa,
emigraram para a Califórnia em busca do American Dream.
Os Calafonas, como são conhecidos na sua terra natal, costumam
vir de férias, de dois em dois anos, e trazem penas de ganga,
para os primos locais, chewing gum com sabor a milho e Cock Corn.
Às miúdas chamam chiken, odeiam a rede KFC,
e ao breakfast não querem nem cheirar ovos mexidos ou estrelados.
As mães são umas autênticas Mães Galinha,
e os pais cantam de Galo.
Na "Amérca" têm capoeira em San José, Fall River e Providence,
mas sonham com um poleiro, sobre a praia, em Malibu.
Sempre que vêm ao "Contenênte", visitam,
como este post comprova,
o seu Primo mais célebre - O Galo de Barcelos.
Já tentaram convencê-lo, até, a ir para Hollywood.
... mas ele recusou porque não canta em inglês
nem gosta de milho em lata !!!

Nota do "Galo" - O Galo USA foi criado por António Azevedo 100maosamedir.blogspot.com

First Day of my Life - Bright Eyes


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Podem pôr esta música a tocar, enquanto lêem o MicroConto abaixo...

Mazurkas

1, 2, up, 1, 2, 3... O ritmo cadenciado de uma mazurka enchia um dos muitos espaços daquele Festival de Verão. Na tenda de lona, alguns pares dançavam. Aqui e ali, pessoas sentadas no chão de terra batida ouviam a música e conversavam. Eles estavam sozinhos. Tímidos, estudavam o ambiente. Indecisos se ficariam ali ou avançavam para outro espaço. Os seus olhares encontraram-se. 1, 2, up, 1, 2, 3... A música dizia-lhes que era urgente conhecerem-se. Dançaram. Timidamente, no início. A apalpar humores, a perceber temperamentos. No fim, a vontade de se descobrirem.
Nos dias que se seguiram, as coincidências. A encontrarem-se por acaso nas muitas tendas do Festival. As conversas. Os púcaros de alumínio pendurados nas mochilas. O vegetarianismo partilhado. Ele, com o chapéu preto na cabeça. Ela, com as chanatas do Lago Titicaca nos pés. Ele, com cheiro a manteiga de ovelha embrulhada em papel de borrão das mercearias antigas. Ela, com cheiro a terra molhada dos primeiros dias de chuva. Ele, a falar do Fórum Mundial Social. Ela, a falar do Protocolo de Quioto. Duas pessoas, habitantes de diferentes lugares do Planeta. A entrelaçarem experiências, afectos e sentidos, no ritmo cadenciado de uma mazurka. 1, 2, up, 1, 2, 3... As coincidências são acasos com sentido, ouvi dizer certa vez.
Trocaram emails e moradas. Nos meses que se seguiram, as conversas na world wide web, acompanhadas pela troca de correspondência postal, a lembrar tempos antigos. A colecção de selos dos sítios do Mundo por onde passavam. A troca de livros e músicas, histórias de vida que se contavam. Uma história comum que se construía. Uma história de Amor, em sintonia com as personagens de ficção dos livros que partilhavam pelo correio, embalada por uma música que ouviam em simultâneo: “First day of my life”, Bright Eyes (http://www.youtube.com/watch?v=zwFS69nA-1w). A música do email thing, como lhe chamavam, e que fez disparar o número de vizualizações no youtube à escala planetária...
Encontraram-se no Verão seguinte. Numa eco-aldeia, os púcaros de alumínio pendurados nas mochilas, a tenda montada em frente a um lago de nenúfares. Os chorões faziam uma cortina até ao chão para que pudessem, quase em segredo, experimentar a Política dos 3 R’s. Reduziram as diferenças que os separavam. Reutilizaram as fórmulas antigas para expressar a ternura. Reciclaram o que sabiam sobre o afecto. E reinventaram o Amor... Comeram iogurte, com mel e frutas. E dançaram nús. Despidos de fronteiras culturais, redescobriram-se no ritmo cadenciado de uma mazurka. 1, 2, up, 1, 2, 3...
E o projecto de vida. Ele, a querer saber mais sobre o mundo. Os planos para aprofundar o saber, a montar a tenda em local fixo. Ela, a querer saber mais sobre o mundo. Os planos para viajar, a montar a tenda em local incerto. E no ritmo cadenciado de uma mazurka, a busca de um Planeta sustentável. E a descoberta da insustentabilidade de um Amor. 1, 2, up, 1, 2, 3...

Um Peixe chamado Wanda

Isto sim, é um Open

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Se a troca de camisolas, entre tenistas, se torna um hábito, estou certo que o número de espectadores subirá em flecha...

Geração Magalhães





























Ginásios, para quê?

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Muitas pessoas se perguntarão porque não haveria Ginásios nos longínquos Anos 50. Este documento, raro e precioso, parece dar-nos a resposta a tão pertinente questão. Ora observem... Para os mais curiosos, a música de fundo é de Bill Halley and his Comets.Uau !!!

Enviado por Contessa

segunda-feira, 30 de março de 2009

A Revolução dos Lápis

Os Lápis de Cor andavam revoltados porque os Lápis de Cera
tinham mais regalias e trabalhavam muito menos
...faziam muita cera !
Começaram, então, a organizar reuniões na caixa dum e doutro
mas as opiniões eram muito variadas, de todas as cores...
Contudo, com a continuação, as cabeças começaram a juntar-se
e as ideias a ficar mais afi(n)adas.
O número de apoiantes é que estava sempre a aumentar
embora com durezas muito variadas que iam do 3B ao 3H.
Os Vermelhos, por exemplo, eram os mais organizados
mas queriam mandar as Tias Aguarelas
e os Queques dos Gouaches para o Campo Pequeno.As Aguarelas, protegidas nos seus condomínios
a que chamavam godés
só se preocupavam com transparências e dégradês.
Continuavam a fazer a vida de todos os dias
mergulhando nas suas piscinas,
orgulhosas de terem sangue azul.
Mas aos Gouaches saltou-lhes a tampa
e derramaram-se em coloridas explicações.
Quando os Lápis de Cera se aperceberam do que se estava a passar
também se reuniram de urgência , mas não decidiram nada
...eram uns verdadeiros pastéis!
No entretanto, os aristocratas Pincéis,
com as suas barbas de pelo de marta
mantiveram-se hirtos, sem inclinações para nenhum lado.
Foi então, que as bases se começaram a perfilar
prontas a entrar em acção, a qualquer momento.
Aproveitou-se para limar as últimas arestas.
Definiram-se objectivos...
...Estabeleceu-se a hierarquia necessária
e a cadeia de comando.
E no dia e hora aprazados deu-se uma explosão de cor.
A senha foi E depois dos Azuis
e, mais tarde, Grandola tela Castanha.
Os Pastéis foram corridos para longe daqui e não mais voltaram.
Porém as Tias Aguarelas e os Queques dos Gouaches
continuam a fazer a mesma vida de sempre.
E os Lápis de Cor, de tanto serem afiados,
estão mirradinhos, mirradinhos...

Não queremos que lhes falte nada


Enviado por Pirolito142 (Our Man in Angola)

A Paisagem da Vizinha

O caminho da arte é sempre duro,
sinuoso e, por vezes, inútil.
Mas uma vez percorrido, é ver ali
uma auto-estrada de oportunistas,
buscando dividendos
e apregoando mecenatos.

Paisagem: do francês Paysage.
Extensão de território que se abrange num só lance de vista;
panorama; vista;
espaço geográfico com determinadas características.

"...Já morei em vários locais, sempre na mesma cidade.
Também passei infâncias e adolescências em casas de férias,
de avós ou, mais recentemente, minha.
Em qualquer uma delas, habituei-me a olhar pela janela
e chamar ao que via paisagem.
Pode ser um risco essa decisão, vim a perceber mais tarde,
quando confrontei o conceito geográfico de paisagem
com aquele retrato ambíguo,
emoldurado pela janela do meu quarto.
É que a definição sugere uma certa, se não harmonia,
pelo menos unidade; refere “determinadas características”
que, tomadas de levezinho podem, de facto, ser quaisquer umas.
Mas se formos mais puristas não é estranho concluirmos
que essas características deverão ser definidoras
de uma certa matriz, envolvendo objectos, floras, arquitecturas,
aparentadas entre si, como uma família.
Os conceitos são apreendidos, com frequência
mais intuitivamente que racionalmente.
Os novos conceitos surgem-nos muitas vezes
por explicações objectivas, concretas: mobbing, microcrédito,
deflacção, sustentável.
Estes são recentes; chegam pelo noticiário da noite,
geralmente explicados por um trio de peritos que debitam
umas frases-bomba e que passam depois em rodapé,
com direito a parangonas.
Já os conceitos que assimilámos de forma intuitiva raramente
nos foram explicados – e quase nunca os pomos em dúvida.
Não me recordo de ter perguntado o que era a Felicidade,
ou de ouvir nos bancos da escola a noção de Pobreza.
E também assim foi com Paisagem. Entranhou-se e pronto.
Não admira, pois, que a Paisagem tenha sido um elemento
tão preponderante no trajecto das Belas Artes
– principalmente na Pintura, Literatura
e, mais recentemente, na Arquitectura.
A sua indubitabilidade recheada de encanto, ora bucólico,
ora urbano, tem sido ponto de partida
– e por vezes também de chegada – no percurso de artistas,
que pela pena ou pelo pincel, tentam captá-la,
dominá-la, homenageá-la.
Não raras vezes saí de casa, de caneta em riste e bloco à bandoleira,
procurando paisagens à espera de serem desenhadas.


Algumas estão ali mesmo, em pose. São inequívocas. Ostentam todos os pequenos galardões próprios ao título: o riacho serpenteante, as montanhas em fundo, com sorte a casinha de pedra, rústica como se quer; outras são menos óbvias. Haveria que ter um olho clínico mais treinado para as [des]encantar. Normalmente urbanas, fecham-nos os horizontes e enchem-nos de preconceitos. Pode o Cacém ser um manancial de recantos desenháveis? Sempre gostaria de saber que tem Alfama a mais – ou a menos - que origina aquela nascente de portfolio dos artistas da Rua Augusta…
Estará a nossa cultura visual contagiada pelo preconceito social, ao ponto de nos toldar o discernimento na hora de escolher o desenhável? Pode esse preconceito estender-se a todas as artes, procurando o feio apenas para cenário de dramas e o bucólico para desenlaces felizes? A realidade imita a ficção, diz-se. E a arte imita a vida. Esta pescadinha de rabo na boca assume-se, portanto, perigosamente convincente e os telejornais têm-lhe dado razão.
Se assim for – e pela minha própria experiência diria que sim – importaria saber o que leva o artista a seguir convenções pseudo-sociais em detrimento de seguir o instinto observador que, em princípio lhe dá razão, e em fim lhe trará alento. O caminho da arte é sempre duro, sinuoso e, por vezes, inútil. Mas uma vez percorrido, é ver ali uma auto-estrada de oportunistas, buscando dividendos e apregoando mecenatos.














Eu não aspiro a ser artista. Tenho mais com que me preocupar, como a Paz no mundo, o tal Ferrari amarelo e, sobretudo, emoldurar na janela do meu quarto a paisagem da vizinha que será, seguramente, muito melhor que a minha."

Moira de Trabalho

Frase do Dia

Os autarcas portugueses são os mais católicos do mundo.
Nunca assinam nada, sem terem um terço na mão.

Enviado por Contessa

Slideshow


A primeira imagem que viu,
foi de uma senhora de branco,
com uma tesoura na mão:
”- É um menino!” disse ela.
Depois seguiu-se
uma sequência de caras…
“- E quem é o Papá? Quem é ?”,
”Vem dar uma beijoca à Vovó”
e por fim, a mais carinhosa e despenteada de todas
“- É mesmo a minha cara, não é?”.
Durante algum tempo, passava muitas horas a dormir.
A imagem mais recorrente, dessa altura,
era a de um grande biberão.
Mas avancemos, com a projecção, porque não podemos
passar aqui o dia todo. Imagens sem interrupção.
Colheres de papa, lenços de papel no nariz,
o édredon a tapar a cabeça.
A professora a olhá-lo nos olhos “-Tem cara de esperto!”.
A bolada na testa, o murro no nariz,
o gelado de chocolate e morango.
O quadro preto, o caderno diário, os desenhos e os problemas.
O projector a mostrar todos os dias os mesmos slides,
mas de repente – um bolo rei, o presépio, a árvore de Natal,
presentes e muito papel colorido.
Ou então, quando chegava o Verão
– a areia, o mar, conchas e barcos.
E depois, a imagem no espelho a rapar os pelos do bigode.
A primeira boca a aproximar-se da sua. Uma língua…
Roupa a ser dobrada e metida na mala.
Os pais a acenarem com os lenços.
As árvores a passarem muito depressa.
As ruas e as luzes da cidade grande.
O néon da pensão manhosa. A menina da recepção.
A escada da universidade. As praxes. Os docentes.
O sexo sem graça. Pormenores de corpos misturados .
Os seios das colegas. As nádegas da recepcionista.
Torso duma, pernas doutra, rostos nebulosos,
imagens desfocadas.
O diploma. A placa a dizer “Sr. Doutor”.
A aliança. A festa do casamento. Os sapatos apertados.
O bolo de noiva. O sogro a discursar. Os amigos aos vómitos.
A lua de mel na Costa Rica.
A primeira filha. Sardenta como a mãe.
O rapaz há muito esperado. Muitas fotos de bebés.
O apertar de mãos. Os envelopes com dinheiro. O cofre no banco.
O colar para a mulher. O relógio suíço. A casa nova.
Imagens rápidas, muito rápidas. A amante brasileira.
Flashes de sexo como nunca tinha visto. Uma tontura.
O desmaio. O branco do hospital.
Um cirurgião. Um bisturi. Uma máscara sobre o rosto.
A última imagem que viu, foi a de uma senhora de branco.
“- Não respira, desliguem a máquina”.

E depois o écran ficou ás escuras…


Érre Érre

Impossible is Nothing

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Preços sensacionais na TAP


Aproveitem as Condições Únicas!!!
O Número de Lugares é Limitado!!!
Funchal - Lisboa - 8€
Lisboa - Paris - 13,20€
Porto - Nova Iorque - 21€
Lisboa - Rio de Janeiro -17,5€
Lisboa - Ponta Delgada - Grátis (... e ainda recebe um ananás)
Enviado por Maria Moura

Fonte - Herberto Helder

Ela é a fonte. Eu posso saber que é
a grande fonte
em que todos pensaram. Quando no campo
se procurava o trevo, ou em silêncio
se esperava a noite,
ou se ouvia algures na paz da terra
o urdir do tempo ---
cada um pensava na fonte. Era um manar
secreto e pacífico.
Uma coisa milagrosa que acontecia
ocultamente.

Ninguém falava dela, porque
era imensa. Mas todos a sabiam
como a teta. Como o odre.
Algo sorria dentro de nós.

Minhas irmãs faziam-se mulheres
suavemente. Meu pai lia.
Sorria dentro de mim uma aceitação
do trevo, uma descoberta muito casta.
Era a fonte.

Eu amava-a dolorosa e tranquilamente.
A lua formava-se
com uma ponta subtil de ferocidade,
e a maçã tomava um princípio
de esplendor.

Hoje o sexo desenhou-se. O pensamento
perdeu-se e renasceu.
Hoje sei permanentemente que ela
é a fonte.

Herberto Helder

Mulholland Drive - David Lynch

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Onde começa o sonho e termina a realidade?O que inicialmente era para ser uma série televisiva, à boa maneira da emblemática e viciante Twin Peacks, e que teve direito até a um episódio-piloto, transformou-se num filme com uma beleza exuberante, desempenhos fascinantes e um enigma que não nos é dado desvendar mesmo após o The End aparecer. O realizador de No Céu tudo é perfeito(1977),Veludo Azul(1986), Um Coração Selvagem(1990) ou Estrada Perdida(1997) no máximo da sua confusão, surrealismo e sensualidade que transformam esta película numa obra intrigante e magnífica que fez os meus encantos, neste fim-de-semana. A ver por quem não conhece, a rever por quem jamais a esquece...

domingo, 29 de março de 2009

18ª Ladra Alternativa/09


O Centro Cultural Magalhães de Lima, no Largo do Salvador em plena Alfama acolhe a
18ª edição da Ladra Alternativa.
A Ladra Alternativa procura evidenciar o trabalho dos criativos portugueses em áreas como a joalharia, pintura, roupa, fotografia, objectos decorativos e os mais variados
géneros de acessórios de moda.
Aliada à criatividade dos produtos mantêm-se também a preocupação da reutilização e da reciclagem de materiais.
Eu vou para lá agora e depois acrescento
a minha opinião a este post.
Até já!
28 e 29 de Março das 10 às 19h - Entrada Livre

Porque não estás?

Contavas, com graça,
os teus sonos irrequietos
das noites dos primeiros
tempos, quando ainda
faltavam quatro horas
para que
também eu acordasse.
Lembro o cheiro da tua pele,
a doçura dos teus abraços,
a alegria transformada em sorriso com que os lábios beijavam todos os dias.
Como um ribeiro fresco arrefecias a minha vontade de tudo querer fazer ao mesmo tempo.
Lembro-me de ti nas minhas primeiras guerras vitoriosas, nos jogos em que ganhava sempre e só mais tarde descobri que estavam viciados por amor.
Vivo agora um rio vazio quando sinto a tua ausência, quando estás esquecida no teu mundo que já não é nosso, quando me atiras com palavras até então desconhecidas ou quando caminhas sem me querer ao teu lado.
Convivo mal com a bicicleta cor de sangue que me deste e ainda tenho, com o Taihti pintado por Gaugin ou Diego Rivera que tu sempre adoraste, com as fotografias de Marraquexe repletas de cores e cheiros diferentes que ambos fizemos.
Lembro-me de ti, Mãe, sempre, mas já não suporto a dor das recordações. Quero-te!
Procuro-te continuamente e perco as forças, perco o ânimo, pergunto-te, pergunto-me porque não estás?

Quin

A Prova que faltava

A última contratação do Benfica...

Enviado por Mário Ortet ( ...um Benfiquista à maneira)

Pensamento do Dia

You can only die once.
Enviado por Mário Ortet

New York, I Love You

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Existem três Cidades na minha Vida - Lisboa, a dos Afectos; Rio, a dos Sentidos; Nova Iorque a de Tudo o Resto...

Silêncio entre o Casal

Um casal, com alguns problemas por resolver,
decidiu não falar um com o outro, durante uns tempos.
Mas de repente, o homem lembrou-se de que no dia seguinte
iria precisar que a sua mulher o acordasse às 5:00 da manhã
pois tinha um voo de negócios que não podia perder.
Não querendo ser o primeiro a quebrar o silêncio,
escreveu a seguinte mensagem num papel,
"Por favor acorda-me às 5 da manhã".
Depois foi só deixar o bilhete preso
no espelho da casa de banho.
Na manhã seguinte, o homem ao acordar,
descobre que já são 9h e que perdeu o avião.
Furioso, levanta-se e quando ia perguntar à mulher
porque é que esta não o tinha acordado,
reparou num bilhete deixado na cabeceira da cama.
O papel dizia,
"São 5:00 horas. Acorda!" .

O Juca no Jô

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No outro dia, a propósito de coisa nenhuma, como é hábito por estes lados, falou-se no Juca Chaves. Fiquei com vontade de encontrar algum material interessante para postar por aqui mas quando parti para a "investigação" deparei-me com um vazio quase absoluto. O pouco material que encontrei referia-se,apenas, ao festejo dos 50 Anos de Carreira do Menestrel ( como é uso chamá-lo) com algumas entrevistas,à mistura, sobre o tema. Em simultâneo, descobri também vídeos da Campanha para Senador(?) em que o Cantor/Humorista se envolveu recentemente. E ainda por cima por um Partido Democrata Cristão, o que não augura nada de bom. Acabei por escolher uma parte do Programa do Jô Soares, em que, antes, Juca dá uma extensa entrevista, sem grande graça. Aqui fica então o fim desse mesmo programa, com a noção de que não fará inteira justiça ao irreverente e sarcástico artista brasileiro.

Para os mais Distraídos...



Não se esqueçam que, na madrugada que acabou,
os relógios adiantaram uma hora.
O que quer dizer que se olhar agora mesmo para a sua "cebola" e vir que são pouco mais das oito, na realidade, já passa das nove.
Como podem não ter ouvido o cantar do Galo, aqui fica o aviso do"Galo"...

sábado, 28 de março de 2009

O Desporto faz mal à Saúde

"Alma Sã em Corpo São", esta é uma máxima que eu sempre defendi.
A Alma toda satisfeita com a leitura de um bom livro,
com a visão de um entusiasmante filme
ou ao escutar uma música inesquecível.
E o Corpo, são da Vida, estendido num sofá, enterrado numa poltrona
ou estirado nas areias de uma qualquer praia tropical
ou, mesmo, algarvia, que eu não sou de gostos caros.
Esta sempre foi a minha interpretação da frase e, pensava eu,
até há pouco tempo, a única possível...
Porém os meus Filhos, erros da puberdade,
não pensam como eu.
Ginástica, Desporto Escolar, Natação, FutSal,
Futebol e Ténis, são o pão nosso de cada dia...
Não percebo como é que não vão de touca para o Ténis,
raquete para a Ginástica e bola para dentro da Piscina.


Hoje foi a vez do Afonso
participar num Torneio de Ténis.
A ventania era de tal ordem
que os jovens competidores, rapazes e raparigas,
poderiam ter jogado sózinhos,
desde que lançassem a bola contra o vento.

A última vez que fui a um jogo de FutSal fiquei constipado durante três semanas.
Se desta vez, fôr parar à cama, de novo, já sabem...
A culpa foi do malvado do Desporto.

Publicidade ABSOLUTamente Fantástica

Para quem acha que a Publicidade, por vezes,
é também uma forma de Arte
ficam aqui alguns anúncios ABSOLUTos.











































...Tenho, ou não tenho, ABSOLUTamente razão?