quinta-feira, 26 de março de 2009

O Barbeiro de Sevilha de Rossini

Gioachino Antonio Rossini nasceu numa família de músicos
em Pesaro, cidade na costa do mar Adriático, em Itália,
e aos seis anos de idade já tocava na banda de seu pai.
Teve aulas de cravo durante três anos e aos catorze
apaixonou-se pelas composições de Haydn e de Mozart.
Estudou, depois violoncelo no Conservatório de Bolonha,
onde lhe foi atribuído um Prémio aos 16 anos.
Com o apoio do Marquês Cavalli, produziu a sua primeira ópera,
La cambiale di matrimonio, em Veneza, dois anos depois.
Apesar de ter continuado a escrever óperas para Veneza e Milão,
durante os anos seguintes, estas tiveram uma recepção fria.
Em 1815 retirou-se para a sua casa em Bolonha onde criou
O Barbeiro de Sevilha, a sua ópera mais famosa ,
escrita em apenas doze dias e apresentada, em 1816,
no Teatro Argentina, em Roma.



Foi um estrondoso fracasso tendo os espectadores,
sabotado a produção assobiando e gritando durante todo o primeiro acto.
Contudo, a partir da segunda apresentação,
a ópera tornou-se um sucesso.
Nos oito anos seguintes Rossini produziu
20 óperas.
Destas, Otello foi o ponto alto da sua reforma da ópera séria, oferecendo um contraste interessante ao tratamento
do mesmo tema feito por Verdi.








Em 1823, por sugestão do gerente do King's Theatre, em Londres, foi para Inglaterra, e no ano seguinte tornou-se director do Théâtre Italien de Paris, tendo pouco depois dos trinta anos, entrado numa quase reforma, com independência financeira.
A produção de Guilherme Tell ,em 1829 ,marcou o final da sua carreira como escritor de óperas.







PRIMEIRO ACTO
A ópera começa numa rua de Sevilha em frente à casa de Don Bartolo, que tem a tutela da jovem e rica Rosina, com quem pretende casar, apesar da grande diferença de idades.
Enquanto o Conde de Almaviva canta uma serenata a Rosina, aparece o barbeiro Fígaro que é facilmente aliciado para o ajudar a chegar à sua amada.
O plano é astucioso: o Conde entrará na casa sob o disfarce de Lindoro, um oficial acabado de chegar à cidade.
No 2º quadro, Rosina confessa a Fígaro estar apaixonada pelo jovem da serenata, que ela julga chamar-se Lindoro.
Com a chegada de Don Bartolo, Fígaro esconde-se, e escuta uma conversa deste com Don Basilio, o mestre de música, combinando difamar o Conde de Almaviva, e assim apressar o casamento com a sua pupila.



















É então que surge o Conde mascarado
de oficial e com o título de aboletamento
na casa do velho tutor.
Este, assustadíssimo, alega
estar dispensado de tal dever.
No meio da confusão, chega o barbeiro
seguido duma patrulha
a quem o fidalgo revela, em segredo,
a verdadeira identidade.





























SEGUNDO ACTO
O 2º acto é também em casa de Don Bartolo onde o Conde de Almaviva disfarçado, desta vez ,de professor de música, começa uma lição, sendo interrompido primeiro por Fígaro, que se apresenta para barbear Don Bartolo, depois por Don Basilio que subornado, se finge doente.
Entretanto Almaviva e Rosina planeiam a fuga, mas Don Bartolo desconfia e decide não adiar mais o casamento.
Desgostosa com as calúnias acerca do seu amado, Rosina aceita casar com o velho tutor.
Durante uma tempestade, o Barbeiro e o Conde entram por uma janela e Almaviva revela a sua verdadeira identidade a Rosina , preparando-se os dois para fugir.
Entretanto aparece Don Basilio com o Notário.
O casamento realiza-se, não entre o tutor e a pupila mas entre Rosina e o Conde.
Quando Don Bartolo chega com a polícia já é tarde. Resta-lhe ficar com o dinheiro, que era afinal o que mais lhe interessava.
























E assim chegamos ao fim, finalmente,
de uma Ópera em que nenhum dos protagonistas morre.
Haja saúde…

















O libreto de Cesare Sterbini , era o mesmo que havia sido utilizado por Giovanni Paisiello no seu próprio Barbiere, uma ópera com grande popularidade na Europa, durante mais de um quarto de século, mas a partir do sucesso desta, digamos, versão, sempre que falamos
em O Barbeiro de Sevilha pensamos
no de Rossini.

Wagner disse a respeito de Rossini:
"Foi um fabricante extraordinariamente hábil de flores artificiais,
que fazia de veludo e de seda e que pintava com cores enganadoras."
Conta-se que uma vez Adelina Patti cantou para Rossini
Una voce poco fa (de O Barbeiro de Sevilha)
tão cheia de ademanes e rococós que a reacção do maestro foi:
"Bela ária. Quem é o autor?"

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11 comentários:

  1. A minha ópera favorita, vista uma vez e escutada dezenas de vezes.

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  2. Então volte ao blog sff daqui a uma hora, mais coisa menos coisa, porque o post estará mais completo com banda sonora e tudo.

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  3. Voltámos à Opera e logo com uma mais leve e bem disposta. Parabéns ao Programador.

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  4. Obrigada Galo.
    Ao regresso da ópera! não sendo uma das minhas favoritas, só o seu trabalho de pesquisa vale os Parabéns!

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  5. Margarida Ferreira dos Santos26 de março de 2009 15:16

    De novo na Avenue de l'Opera e com a boa chancela Galo!
    Também não é das minhas preferidas, mas gosto sempre de a ouvir.

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  6. Creio que Wagner tinha razão e, neste caso, prefiro a versão do Woody Woodpecker... boneco maravilhoso e insolente, agora tão desaparecido de todos os ecrans.
    Bis! Bis!
    Esta também não é, para mim, uma ópera de eleição.
    Mas, obrigada na mesma!

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  7. Sem ser admirador desta forma artística, gosto de algumas árias e dou muito valor ao trabalho de pesquisa que está por trás.Parabéns.

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  8. Não sou chegada em Ópera,não...só na do Malandro.

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