terça-feira, 21 de abril de 2009

O Pescador de Girassóis

"Histórias de amor e desamor, de abandonos e fidelidades, sob o signo da mudança...Neste livro, o autor expõe-se e impõe-se ao deixar no papel o que a sua maginação, aliada a um espírito atento e acutilante — fruto ou razão de 30 anos de jornalismo —, faz nascer das palavras... A opção de dar uma volta à vida, à carreira, parece ser o mote de O Pescador de Girassóis. Logo nas primeiras linhas ressalta, num registo singularmente onírico, que um vento de mudança tomou conta de Santo António da Ria, onde quer que se desconfie estar situado o lugar, e onde uma mão-cheia de personagens peculiares, fisicamente caracterizadas de uma forma curiosa e vestidas de diferentes tipos sociais, participam num desenrolar de acontecimentos entre o Café Arcada, na vila, e a esplanada Praia-Mar, nas dunas...Tudo isto no rigoroso tempo de um romance envolvente, marcado por acontecimentos inesperados, circunstanciais, repentinos, que se sobrepõem e desencadeiam uma história de amor e perda, antiga como o mundo e que o faz rodar. Um livro de síntese, analisada a vida enquanto, no barco imaginário, esta se vai aproximando da beira do mar..."
Expresso - Actual/ crítica de Luísa Mellid-Franco.


"...O primeiro romance de António Santos surpreende, e pela positiva. Em "O Pescador de Girassóis', o autor consegue dar às personagens uma dimensão que quase as faz saltar para fora da narrativa, tais os pormenores peculiares com que são construídas... Contribuem para o avançar do enredo e aguçam a curiosidade do leitor para conhecer um pouco melhor as figuras verosímeis que povoam a narrativa...É que em "O Pescador de Girassóis" até os aparentes acasos da trama são muito mais que acasos. As personagens têm um espaço em comum. Desaguam na vila de Santo António da Ria, "à beirinha da Ria Formosa"... E é na praia dessa localidade que aparece um velho pescador, com uma descrição física a fazer lembrar o protagonista de "O Velho e o Mar" de Hemingway... Um dia ele acabará por fazer-se ao mar no seu batel com dois grandes girassóis amarelos pintados na proa, mas isso só acontecerá quando os pequenos detalhes da narrativa estiverem encaixados..."
Semanário Económico- Rui Barroso

Nota do "Galo"- Comecemos pelo princípio, como dizia o outro. O António Santos é meu Amigo desde sempre. Os visitantes mais atentos deste blogue já o viram passar pelas Histórias da Guerra Colonial, pelo post do Jornalinho, pela homenagem aos Meus Amigos. Às vezes, temos estado mais perto um do outro, a verrmo-nos diariamente e com projectos em comum, Rádio, Televisão, Livros, Publicidade, e noutras épocas, passam-se anos sem sabermos notícias.
Mas quando nos reencontramos é como se tivessemos falado há dez minutos...
Foi assim ontem, quando depois de quatro/cinco anos sem contacto, dialogámos por telefone.
Soube então que o primeiro romance do António, que eu tinha lido, maravilhado, há algum tempo, ia ser editado no Brasil. Esse foi o pretexto para este post...
Eu sou suspeito, conheço algumas das personagens e situações que passam pelo livro.
Por isso prefiro deixar aqui duas opiniões profissionais.
Mas gostava, também, de saber as vossas. Até já !


O Pescador de Girassóis
Colecção: Grandes Narrativas
Presença

Há uma praia sonhada e real, e um mar infinitamente azul. Há uma esplanada ensolarada por onde se derrama, lânguida, a imensidão dos entardeceres. E há o sonho. Os sonhos de todas aquelas personagens que se cruzam, e se encontram, e sonham... O velho pescador que pinta girassóis na proa do seu barco e sonha partir um dia, de velas enfunadas, para se perder na linha do horizonte. O jovem casal de amantes que sonha viver a sua paixão ao sabor da maresia e do vento morno de cada fim de tarde. O pároco local que se embrenha em escavações clandestinas, que sonha com uma beleza perdida e por mão de quem haverá de chegar um dia, e sem aviso prévio, a tragédia que irá abalar a pacata vila de Santo António da Ria. Há o destino, a bruma, o mistério. E o livro, quase tão azul como as próprias ondas, também ele infinito, revelador e inesquecível.

6 comentários:

  1. Moira de Trabalho21 de abril de 2009 06:14

    Parece que afinal, Galo, sempre sou culpada de alguma coisa... if I may say so ; )
    E agora, livraria comigo!

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  2. Lá terei que procurar o livro, qual é a editora?Depois envio o meu comentário.

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  3. Como era grande fã das "Noites Longas", quando vi este livro à venda há uns dois anos, e reconheci o nome do autor, comprei-o logo
    e li-o numa noite.
    Aconselho vivamente a sua leitura.

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  4. Tenho tido dificuldade em encontrar escritores de Portugal que dê para entender. Este é do estilo Lobo Antunes ou dá para comprar?

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  5. Por acaso também já li e achei verdadeiramente fascinante. Tem uma trama plena de imaginação e sensualidade.qb, além de muitíssimo bem escrito. É isso mesmo, boa sugestão de leitura.

    Carla S.

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  6. Tomara muita gente saber escrever assim como o António Santos!! Não são as operações de marketing que fazem um bom escritor e sim o talento que, ou se tem ou se não tem! O António Santos tem-no indubitavelmente!!!!
    Para quando o próximo romance deste autor??

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