Não sei o que o Amor é.
De tanto que me explicaram como tinha de ser perfeito, de tanto que consumiram o meu imaginário com regras
e valores, perdi, no tempo,
a cristalina ideia
do que podia ser.
Mas não é! Mas não foi!
Ou será: mas não foi e não é?
Amor, aquele entre duas pessoas? Que começa, ou tinha de começar num namoro de juventude, comportado, censurado, controlado, a horas – sim porque há horas para o Amor!
Sabiam?
E há um tempo, havia um tempo.
Não muito curto, para ter tempo de amadurecer.
Não muito longo para não ter tempo de apodrecer.
Não muito arrebatado porque era de mau-tom.
Nem muito discreto, porque era ausência do tom.
Do tom certo para este compasso.
Havia um compasso para o Amor!
Sabiam?
Havia um compasso e um maestro.
Um maestro que dava o tom!
O tom com que se fazia anunciar a chegada do Amor
(mesmo que fosse em letra pequenina).
O tom de ousar
(qualquer coisa...até um lanche a Branco e Negro)
O tom de falar... de Amor!
Um amor a que alguém - dos que sabiam destas coisas,
chamava de Verdadeiro Amor.
E quando se usa a palavra Verdadeiro,
ainda por cima com letra grande, dito com voz profunda e séria...
Ah, é verdade – e Sério!
O Amor tem de ser Sério. Muito!
E crescemos, Muitos, de mais, a pensar
que era assim que estava certo.
E se não fosse assim, abatia-se sobre nós o pecado e a maldição.
Mas, O AMOR É... isto?
Pode ser.
Ou isto, pode tornar-se um grande Amor!
Porque não posso viver sem ele.
E ele não pode viver sem mim.
Santa Paciência
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
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A poesia chegou aO AMOR É...
ResponderExcluirGostei.
É verdade... senti o mesmo.
ResponderExcluirUm conto, contado. Melhor: cantAdo!
Ao lê-lo, parecia uma canção, antes mesmo de me aperceber da música no final.
Deu até para cantarolar... lendo.
Deu até para cantarolar...lindo.
ResponderExcluirBoa Santa Paciência !
ResponderExcluirE, já agora, é uma nova Autora( ou Autor) ou é apenas um novo Pseudónimo?
Excelente... acompanhe-se também com isto.
ResponderExcluir:-)
Parabéns !
Santa Paciência é bom
ResponderExcluirAcompanhei com "isso" Alvega. Aliás VM está muitas vezes presente no meu espírito.
ResponderExcluirPeço as palavras emprestadas à Moira...
ResponderExcluirEste texto É MÚSICA da primeira à última linha!
Acho que está mais de acordo, no entanto, a música que nos foi dada pela Santa Paciência (Sarah Vaughan?), embora V. Morais seja, para mim, igualmente, um poeta e um intérprete de eleição...
MUITOS PARABÉNS!
Nina Simone...
ResponderExcluirObrigada Galo!
ResponderExcluirSempre atento... e sabedor!