sábado, 30 de maio de 2009

MPI - Movimento Pela Igualdade

Vêm das artes, ensino, justiça, política.
A lista do Movimento Pela Igualdade (MPI),
que defende a legalização do casamento
entre pessoas do mesmo sexo,
tem figuras de praticamente todos os quadrantes.

Entre elas estão Saramago, Daniel Sampaio, António Costa,
Ricardo Araújo Pereira ou Miguel Sousa Tavares.

O número de subscritores já quase ultrapassou o milhar
e alguns estarão presentes amanhã,
pelas 16h00, no Cinema São Jorge,
onde decorrerá a apresentação oficial do MPI.

E a sua posição qual é ? Contra ou a favor? E porquê?

2 comentários:

  1. Infelizmente, não vou estar presente devido à distância a que me encontro do local em causa mas apoio, com todo o entusiasmo essa e outras acções do género, ainda por cima apoiadas por pessoas como o José Saramago, o Ricardo Araújo Pereira e outros, sem a mínima relação à causa Gay.
    Só demonstra que são pessoas abertas, civilizadas e democratas.
    O porquê é óbvio.
    Cada pessoa deverá ter a liberdade de escolher a sua forma de ser Feliz, fazendo o seu parceiro igualmente feliz e ter todos os mecanismos legais ao seu alcance para que se evitem ao máximo os escolhos que, actualmente, tanto complicam a relação entre duas pessoas do mesmo sexo.
    Parabéns ao Galo por ter avisado que esta reunião vai acontecer e por ter levantado a questão.

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  2. Completamente a FAVOR.
    Mas há ainda alguém que pergunte "porquê"?
    Ah, pois sim, já me esquecia...
    Imensa gente.

    Sabem, sempre me fez confusão esta história de o Estado meter a 'foice em seara alheia'. Mais confusão ainda, faz-me a ingerência da Igreja no Estado. Que diabo (mesmo a propósito)!

    Somos um Estado laico com 3/4 dos feriados coincidentes com o calendário litúrgico católico apostólico romano;

    Somos um Estado que incide maior taxação de impostos sobre os solteiros;

    Somos um estado que pretende monitorizar as nossas viaturas em tempo real através de um micro-chip.

    Bolas!
    Não achais que está na hora de cada um poder viver a vida que deseja dentro da sua casa SEM SER PENALIZADO POR ISSO?!

    Há aqueles que se chocam com o termo "casamento" para designar a união entre pessoas do mesmo sexo. Estaremos esquecidos que o casamento é, de facto, um contrato regido pela lei civil, minuciosamente regulamentado pelo Código Civil?

    Desde quando "casamento" pressupõe alguma religiosidade no conceito? Eu sei. Desde que o outro senhor, aquele que caiu da cadeira vai para quatro décadas, propagandeou com intensa pretensão esse vínculo. E agora, ainda estamos na ressaca dessa ideologia.

    Alguém acredita que na idade média o povo casava pela Igreja? O iletrado povo que nem a missa em latim entendia? O mesmo povo que era igualmente oprimido pelos senhores feudais e pelo clero - que taxava, pilhava e ainda ameaçava com propostas de inferno eterno!

    Meus senhores, está na hora de aprendermos com a nossa História: a Igreja nem sempre está certa, como já se percebeu, caso contrário ainda estaríamos a queimar bruxas e a desculpar pedófilos.

    Está na hora de acordarmos desta letargia em que estamos mergulhados desde há séculos.

    A tomada de posição neste assunto, agora, é a nossa chance de mostrar ao mundo que, como indivíduos e, sobretudo, como cidadãos, estamos preparados para tomar as nossas próprias decisões, arcar com as suas consequências e, sobretudo, fazê-lo sem a ingerência do Estado ou da Igraja.
    Sozinhos e responsáveis por isso mesmo.
    Pim!

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