segunda-feira, 14 de setembro de 2009

À escolha da Freguesa

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Um dias destes, conto-vos uma das minhas gaffes internacionais mais notórias, e tenho imensas por esse mundo fora, ocorrida em casa de uma tradicional família indiana, em Nova Dehli.

Mas, como aperitivo, aqui deixo um anúncio, ao melhor estilo bollywoodesco...

3 comentários:

  1. O "dia destes" chegou...
    Conta! Conta! Conta!!

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  2. Pois foi assim...

    Habitualmente, na Índia, como noutros países, tento não ter muitos almoços ou jantares de negócios ( já basta trabalhar no horário habitual, que é por costume, de muitas horas)mas quando a recusa é de todo impossível, escolho o restaurante do hotel onde estou hospedado, ou perto, para poder regressar a pé, já que andar de carro por esses lados é uma aventura digna do Indiana Jones.

    Mas um dia, há sempre um dia, aceitei ir tomar uma bebida antes do jantar, a casa de um fornecedor com que já tinha, tenho, um relacionamento mais chegado.

    A sala onde fui recebido era enorme e não tinha qualquer peça de mobiliário na zona central, como se se tratasse dum salão de baile.

    Num dos lados ficaram os pais desse meu amigo indiano, que como não falavam uma palavra de inglês levaram todo o tempo a olhar-me desconfiados, e os restantes comparsas acomodaram-se em cadeiras variadas, ao redor das diversas paredes, deixando o tal vácuo central...

    Quando me ofereceram de beber aceitei uma cerveja ( o que é sempre um drama existencial porque nunca se sabe se estamos perante ortodoxos para quem o álcool é um pecado, etc, etc...).

    E lá fiquei beberricando a cervejola e falando, quase a gritar, para o anfitrião, que estava na outra extremidade da divisão.

    Passado algum tempo, já cansado de ter na mão o pesado copo, olhei à volta à procura de qualquer mesa de apoio que solucionasse a situação.

    Nada...para além das cadeiras , nem um móvel de apoio a não ser...uma simpática coluna de madeira, mesmo ao meu lado !!!

    Não foi tarde, nem cedo, peguei na bebida e coloquei-a em cima da colunata.

    E então OH, MY GOD ( arripio-me só de pensar) vi o olhar de ódio espantado dos pais e o vôo que o dono da casa fez, atravessando a sala e retirando, de forma abrupta, o copo da tal coluna.

    Resumindo, a coluna era APENAS o "altar"onde eram colocadas, diariamente, as oferendas( comida, água, flores...) a uma das inúmeras deusas locais.

    BLASFÉMIA... e GAFFE DO ANO !!!

    Contente na sua curiosidade, Moira?

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  3. Mais um conto, Johnny Boy, mais um conto na gaveta... Tsc, tsc, tsc... Que desperdício...

    Bom, dessa feita, a oferenda até deve ter agradado à Deusa, pobrezinha... Tão habituada a pão e água lá teve, finalmente, a prova do néctar da cevada.

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